Energia Eolica

Novembro 09 2011

O director do Gabinete de Inspecção do Ministério da Energia e Águas, Diógenes Orsini Diogo, informou hoje, em Moscovo, Federação da Rússia, ser objectivo do Executivo garantir a produção de mil e dez megawatts (1.010 MW) até 2012, no âmbito das suas prioridades de acção.

 

 

 

O responsável, que dissertava no Fórum Económico “Angola no século XXI: uma economia em crescimento”, referiu que a meta consta da estratégia do pelouro para o qual trabalha, de reforço da potência instalada e a capacidade de produção de energia eléctrica, com vista a aumentar a taxa de electrificação em todo o país.

 

 

 

Acrescentou que no mesmo quadro das prioridades, o Ministério da Energia e Águas pretende concluir e lançar projectos chaves, assim como concretizar respectivas modalidades de financiamento, com realce para a reabilitação da Central de Cambambe e Alteamento da Barragem e a construção da segunda central.

 

 

 

De igual modo, prosseguiu, está em carteira a construção do Aproveitamento Hidroeléctrico de Laúca (no Médio Kwanza), da Central de Ciclo Combinado do Soyo e do A. H. Jamba Ya Oma (no rio Cunene), bem como a promoção da implementação do programa de mini-hídricas e o aproveitamento de outras fontes renováveis de energia (eólica, solar), contando com o sector privado.

 

 

Diógenes Orsini Diogo informou ainda, enquanto abordava no evento o tema “Energia e Águas: Desafio do Futuro”, que o Executivo perspectiva também reforçar e expandir a rede de transporte, ampliando a linha de transporte da região de Luanda e Bengo, para eliminar estrangulamentos e fornecer energia às novas centralidades.

 

 

Informou que o governo pretende também, segundo o interveniente, lançar os projectos de construção das novas linhas de transporte associadas às novas centrais, assim como definir as grandes linhas do novo modelo regulatório, incluindo uma nova política tarifária, com vista a criar condições para garantir a auto-sustentabilidade do sector eléctrico.

 

 

Para melhorar as redes de distribuição e aumentar o acesso e a qualidade de serviço na distribuição, Diógenes Orsini Diogo salientou que o governo prevê ampliar a rede de distribuição de Luanda, lançando projectos chave, para eliminar estrangulamentos, melhorar o serviço e ampliar a cobertura territorial.

 

 

 

Neste contexto, alongou-se o representante da Energia e Água ao certame, tenciona-se a construção de novas subestações com previsões de capacidade de 60/15 kV e o reforço/expansão das redes de média e baixa tensão.

 

 

Sublinhou, na ocasião que a taxa actual de electrificação está estimada em cerca de 33 porcento, para uma população que ronda entre 18 e 20 milhões de habitantes, na maior parte fornecida em áreas urbanas. Quanto à política tarifária, referiu: “A tarifa é fixada e não é suficiente para cobrir os custos de produção”.

 

 

Num breve diagnóstico, afirmou que no domínio das suas infra-estruturas, o sector eléctrico está sub-dimensionado, face à procura, estimando-se que apenas 50 a 60 porcento da procura seja satisfeita pela rede eléctrica, situação que se evidencia, entre outros aspectos, na elevada ineficiência operacional dos activos existentes.

fonte:http://www.portalangop.co.ao/

publicado por adm às 22:22

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