Energia Eolica

Dezembro 02 2011

O investimento dos três principais accionistas do maior projecto eólico do País precisa agora de reforço do BEI.

A EDP, os italianos da Enel e a Generg - o núcleo de accionistas que compõe a Eneop, responsável pelo maior projecto eólico no País - foram obrigados, nos últimos meses, a desembolsar mais de 500 milhões de euros do que o previsto para evitar a sua interrupção. Mas, apesar da robustez financeira dos accionistas, não haverá mais injecções de capital na construção de novos parques eólicos neste projecto que envolve um total de 1.200 megawatts de licenças (MW) conquistadas no concurso lançado pelo anterior Governo.

Uma decisão que compromete o futuro do ‘cluster' industrial que lhe está associado, em Viana do Castelo, cujo principal rosto é a alemã Enercon. Aí se produzem 95% dos componentes dos aerogeradores, representando um investimento de 220 milhões de euros e mais de 2.100 empregos directos.

Liderado por Aníbal Fernandes, a Eneop-Eólicas de Portugal tem até Dezembro para garantir um financiamento do Banco Europeu de Investimento (BEI) de 350 milhões de euros - caso contrário, as fábricas terão de ser redimensionadas, alerta o gestor. No terreno, os efeitos do estrangulamento do crédito começaram a sentir-se em Março deste ano. A Eneop abrandou o ritmo de construção dos parques eólicos e as fábricas tiveram de procurar mercados alternativos para a capacidade excedentária de aerogeradores.

Em 2011, metade da capacidade excedentária está a ser canalizada para a exportação. "A Eneop é o único projecto eólico em marcha em Portugal. Ao fim de dois anos e meio, estão instalados mais de 816 MW, devendo os 1.200 MW estar concluídos em final de 2013", refere Aníbal Fernandes. "Isto só foi possível porque os accionistas se excederam num enorme esforço financeiro, substituindo-se aos bancos. Estes desapareceram, apesar do investimento ter sido desenhado para ser construído em ‘project finance' com uma alavancagem, em termos de capitais próprios, de apenas 15% e 20%", realça.

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 08:25
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