Energia Eolica

Fevereiro 27 2012

Objetivo da State Grid é adquirir participação de 80% na unidade de produção de energia eólica da AES, com capacidade de 1.100 megawatts

A energética chinesa State Grid, que comprou 25 por cento da portuguesa REN, quer adquirir uma participação de controlo do negócio eólico da empresa norte-americana de energia AES, diz esta segunda-feira a agência noticiosa Reuters.

A agência, que cita três fontes anónimas ligadas ao negócio, diz que ainda não se sabe quanto é que a State Grid ofereceu pela participação na AES, nem como é que a empresa chinesa quer estruturar o negócio depois de uma eventual compra, referindo apenas que, de acordo com analistas, os ativos eólicos da empresa americana valem cerca de 1,65 mil milhões de dólares (1,23 mil milhões de euros).

O objetivo da State Grid é adquirir uma participação de 80% na unidade de produção de energia eólica da AES, com uma capacidade de 1.100 megawatts, no que seria a estreia da empresa chinesa no mercado norte-americano.

O presidente da State Grid, Liu Zhenya, fez parte da comitiva do vice-presidente chinês Xi Jinping na visita deste responsável aos Estados Unidos, em fevereiro.

Duas das fontes disseram à Reuters que a empresa chinesa e a norte-americana assinaram um acordo durante a visita, mas uma terceira afirmou que o acordo está ainda em negociação.

As empresas estatais chinesas do setor da energia têm vindo a expandir-se, nos últimos anos, aproveitando os ativos que têm entrado no mercado internacional.

Em janeiro de 2009, um consórcio que a State Grid liderou ganhou o concurso para operar, por 25 anos, a rede energética das Filipinas. Em dezembro de 2010 a empresa entrou no mercado brasileiro comprando, por cerca de mil milhões de dólares, sete empresas no Brasil.

Já este mês, a State Grid pagou 287 milhões de euros por 25% do capital da portuguesa REN.

Desde que, em 2005, os Estados Unidos bloquearam a aquisição da petrolífera Unocal pela chinesa CNOOC, poucas empresas chinesas tentaram comprar ativos energéticos convencionais nos Estados Unidos.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e

publicado por adm às 22:19
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