Energia Eolica

Novembro 05 2012

Considerado um dos Estados com maior potencial para aproveitamento de energia eólica no País, Pernambuco trabalha para aproveitar o que a natureza lhe deu. No complexo portuário e industrial de Suape, no município metropolitano de Cabo de Santo Agostinho, a argentina Impsa investe desde 2007 na maior fábrica de aerogeradores do Brasil. A espanhola Gestamp, do grupo Gonvarri, chegou em 2009 para produzir torres. Juntas, empregam mais de 1,3 mil pessoas.

A LM Wind Power, dinamarquesa, vai instalar fábrica de pás eólicas. O grupo Gonvarri se organiza para lançar a Iraeta, uma fábrica de flanges, anéis que unem os grandes cilindros que formam as torres eólicas. Juntos, os quatro empreendimentos representam investimentos de R$ 350 milhões.

"É só o começo", diz o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Frederico Amâncio, presidente do Porto de Suape. Ele destaca que o potencial eólico do Nordeste é de 144 GW (equivalente a 13 usinas Belo Monte), segundo a Associação Mundial de Energia Eólica.

A geração de energia pelo vento se concentra nos Estados do Rio Grande do Norte, Ceará e Bahia, onde estão instalados cerca de 70% dos parques eólicos do País. A expectativa brasileira é de gerar 10 GW até 2015, e 15 GW em 2020. A geração atual no País é de 2 GW.

Pernambuco está em posição de destaque nesse mercado considerado promissor. Tem um porto estratégico - no complexo industrial de Suape -, e oferece incentivos para se tornar um grande polo de produção de equipamentos eólicos.

Com as novas empresas se fecha a cadeia produtiva das grandes peças - torres, aerogeradores e pás. Pernambuco busca agora atrair o segundo nível da cadeia, o de suprimentos, para reduzir os custos. Para isso, Suape se tornou, há dois meses, o primeiro porto membro da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica).

O secretário acredita na tendência de chegada de empreendimentos eólicos para o Nordeste pela própria dificuldade do setor quanto à mobilidade e logística. A maior produtora de pás eólicas, a Tecsis, exemplifica ele, fica em Sorocaba (SP), a mais de 100 quilômetros do Porto de Santos. "Um megaproblema de mobilidade", define Frederico Amâncio, sobre o transporte das pás, de grandes dimensões, até o porto, para então serem embarcadas para o Nordeste.

O diretor executivo da Impsa, Emilio Guiñazú, diz que a estratégia da empresa em se instalar no litoral pernambucano foi acertada. Com capacidade para construir 400 aerogeradores por ano, a empresa pode chegar a 500/ano. A demanda atual é de 300, 30% acima do ano passado. Do total produzido, 88% se destinam ao mercado nordestino (Bahia, Ceará e Rio Grande do Norte). Os 12% restantes seguem para Argentina e Venezuela.

A empresa enfrenta dificuldades de acesso ao complexo, com constantes engarrafamentos. "Suape cresceu de forma explosiva, abriga mais de 100 indústrias, todas sofrem com a mobilidade", diz Guiñazú, ao destacar também uma pendência em relação aos impostos. "O equipamento eólico é isento de ICMS, mas os seus componentes não, o que vira custo para a empresa."

Apesar dos obstáculos, a Impsa está construindo uma segunda fábrica em Suape para produzir componentes para turbinas eólicas e geradores.

fonte:http://estadao.br.msn.com/

publicado por adm às 23:11
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