Energia Eolica

Maio 20 2013

Torres aerogeradoras dos parques eólicos nas localidades do Bolaxa e Stella Maris já são visíveis para quem passa pela praia ou mesmo por alguns pontos da ERS 734, próximo ao Cassino. Segundo o secretário de Município de Coordenação e Planejamento, Neuto Jordano dos Santos Marques, esses dois empreendimentos, assim como o complexo eólico do Senandes, foram contemplados no leilão da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) de agosto de 2011, com previsão de entrega da energia para 2014. Além desses três empreendimentos que já estão em fase de construção, outras oito unidades estão licenciadas, em Rio Grande, para participar do próximo leilão, que ocorrerá no próximo mês de agosto.

 

Vantagens da energia eólica

"A grande vantagem da energia eólica é que se trata de uma energia totalmente limpa e renovável, que gera muito pouco ou quase nada de carbono para atmosfera. Ainda por cima, o custo é igual ou menor do que o de outros tipos de energia", explicou o secretário. Segundo ele, além de empreendimentos eólicos estarem se ampliando, no Brasil e no Mundo, as tecnologias utilizadas nos parques estão cada vez mais avançadas, assim, consegue-se aproveitar ao máximo o potencial da energia dos ventos. Tudo isso, segundo ele, torna os empreendimentos cada vez mais acessíveis.

Jordano salientou ainda que Rio Grande está situada em uma posição estratégica no mapa, possuindo grande potencial eólico. "A nossa região tem um dos maiores potenciais eólicos do Brasil e do Mundo, com ventos constantes e pesados (úmidos)", explicou. Uma alternativa muito interessante, segundo ele, será ampliar a capacidade de Rio Grande para parques eólicos offshore (dentro d'água), nas lagoas e no mar.

Por todos esses motivos, o secretário afirmou que a Prefeitura está dialogando com outras prefeituras da região, empreendedores, proprietários de terras e ambientalistas para viabilizar um Arranjo Produtivo Local (APL) de Energia Eólica. Outra estratégia, citada por Jordano, é a participação do Município em congressos e eventos do ramo mundo afora, visando sempre chamar a atenção para o potencial da região. 

 

Impactos sociais

Mesmo com todas essas vantagens, construções desse porte geram impactos sociais. Segundo Jordano, para transportar um aerogerador, são necessárias, pelo menos, 20 carretas. As peças (gigantescas) chegam de diferentes partes do Brasil e do Mundo, pelo porto, e são transportadas por caminhões até os parques eólicos, onde são montadas e instaladas as torres. Os complexos eólicos que estão em construção em Rio Grande somam, juntos, 72 torres, 32 delas nos parques eólicos do Bolaxa e Stella Maris e 40 no complexo do Senandes. Para se ter uma ideia, cada torre tem em média 90 metros de altura.

Para compensar os impactos que o transporte das torres geram à comunidade, o secretário da Fazenda, Everton Porciuncula, informou que a Prefeitura já entrou em um acordo com as empresas responsáveis pelas obras dos empreendimentos. Segundo ele, as empresas arcarão com a ampliação da E.M.E.F. Ana Neri, no bairro Bolaxa, e construirão uma E.M.E.I. (Escola Municipal de Educação Infantil) entre as localidades do Parque Guanabara e Atlântico Sul, no Cassino. Em contrapartida, o Município se comprometeu em pavimentar a rua Ana Pernigotti, que é caminho dos caminhões para os empreendimentos. Ele disse que não existem prazos definidos para essas obras, mas que o projeto de pavimentação da Ana Pernigotti já foi encaminhado para o Legislativo.

Para a instalação dos próximos parques eólicos, Porciuncula adiantou que o Município especificará medidas compensatórias nos contratos. O que não ocorreu com estes primeiros empreendimentos.

 

Empreendimentos

O Complexo Eólico do Senandes, com investimentos de R$ 400 milhões, compreende os projetos Corredor do Senandes II, III e IV e Vento Aragano I. O empreendimento totalizará 108 MW de capacidade instalada. Os parque eólicos do Bolaxa e Estella Maris, com investimentos de R$ 350 milhões, terão capacidade para gerar 64 MW de energia. Calcula-se que os empreendimentos, até a sua conclusão, gerem mais de 1 mil empregos com mão de obra local.

A expectativa é de que no próximo ano, com a conclusão dos complexos, Rio Grande possa gerar até 172 MW de energia eólica. No entanto, Porciuncula explicou que isso não deve gerar nenhum impacto no bolso do consumidor, porque os avanços na produção de energia são proporcionais ao crescimento da demanda. "Uma queda de energia no polo naval, por exemplo, gera prejuízos incalculáveis", exemplificou. No entanto, disse que a qualidade da energia será otimizada.

 

fonte:http://www.jornalagora.com.br/

publicado por adm às 21:17
Tags:

pesquisar
 
links