Energia Eolica

Maio 29 2010

Um grupo de cientistas alemães anunciou recentemente estar tentando copiar o truque de uma samambaia para manter-se seca para criar um revestimento biônico para navios, ajudando-os a economizar até 1% de todo o combustível fóssil consumido no planeta.

Mas seus colegas do Instituto Fraunhofer, também na Alemanha, acreditam que os tubarões são uma aposta com melhores possibilidades de ganhos a curto prazo.

 

Escamas de tubarões

De olho não apenas nos navios, mas principalmente nos aviões e nas turbinas eólicas, os pesquisadores criaram um novo sistema de pintura que imita a pele dos tubarões, diminuindo a resistência ao arrasto - do ar ou da água - e, por decorrência, fazendo-os gastar menos combustível ou gerar mais eletricidade.

A inspiração para a criação da nova tinta veio das escamas dos tubarões. Essas escamas, que evoluíram ao longo de milhões de anos para permitir que o animal nade muito rápido, diminuem a resistência contra o fluxo de um fluido.

No caso dos tubarões, o fluido é obviamente a água. Mas a solução também funciona para o ar, permitindo que a tinta anti-arrasto possa ser aplicada aos aviões e pás dos geradores eólicos.

 

Nanopartículas

O maior desafio enfrentado pela equipe da Dra. Yvonne Wilke foi aprimorar o sistema de revestimento para que ele pudesse resistir às altas velocidades, à intensa radiação ultravioleta e às flutuações de temperatura - de -55 a +70 graus Celsius - a que os aviões estão sujeitos rotineiramente.

A principal parte da receita da nova tinta são nanopartículas especialmente desenvolvidas pela Dra. Wilke e seus colegas Volkmar Stenzel e Manfred Peschka.

As nanopartículas dão à tinta as suas características de resistência à radiação ultravioleta, às variações de temperatura e à carga a que está submetida toda a superfície do avião ou do navio.

 

Pintura com estêncil

"Nossa solução consiste não em aplicar a tinta diretamente, mas através de um estêncil," afirma Peschka. Segundo o pesquisador, é isto que dá ao revestimento sua estrutura parecida com a pele de tubarão.

O segredo da técnica está em aplicar a tinta líquida de forma totalmente uniforme, em uma fina camada sobre o estêncil e, ao mesmo tempo garantir que o estêncil possa ser novamente retirado.

A dificuldade reside em que é necessário a aplicação de radiação ultravioleta para que o revestimento seque e endureça. Mas os pesquisadores afirmam ter vencido esta etapa.

Eles também testaram o revestimento em navios, obtendo um ganho de 5% na redução do atrito. Mas as algas e cracas que grudam no casco dos navios representam um desafio à parte e os cientistas ainda estão trabalhando em busca da melhor solução para esse problema.

 

Rotores eólicos

Segundo os cálculos dos cientistas, se todos os aviões em uso hoje recebessem a nova tinta, isto resultaria em uma economia anual de 4,48 milhões de toneladas de combustível.

Além da economia de combustível, existem aplicações ainda mais interessantes - por exemplo, nas fazendas de energia eólica.

A resistência do ar tem um efeito negativo sobre as pás do rotor. A nova pintura poderá melhorar o grau de eficiência dos geradores eólicos e, portanto, aumentar sua capacidade de geração de energia.

fonte:www.inovacaotecnologica.com.br

publicado por adm às 22:50

Maio 29 2010

Foi detectado em algumas centenas deaerogeradores offshore uma falha de projecto na estrutura das torres. Este defeito permite que as torres se movimentem e deslizem das suas respectivas bases.

Os fabricantes dos aerogeradores e os Operadores dos Parques Eólicos acreditam que encontrar uma solução poderá levar alguns meses e um custo associado de milhões de euros.

O fabricante de aerogeradores SuecoVattenfall está igualmente investigando três dos Parques Eólicos OffShore, mas recusa-se a comentar sobre o tempo e custos envolvidos nas inspecções.

O problema com os aerogeradores envolve as torres construídas usando reboco, que é uma mistura do cimento, da areia e de cascalho, para unir os aerogeradores à sua base.

Nos piores casos as super-estruturas dos aerogeradores terá hipoteticamente sofrido um movimento de alguns centimetros relativamente à sua base, após a sua instalação.

Este é um problema geral e está relacionado ao projecto industrial e não esteja afectando apenas um modelo particular. Entretanto, não são esperados atrasos em novos projectos nem uma paragem na produção onde este problema foi detectado.

fonte:www.portal-energia.com

publicado por adm às 22:47

Maio 29 2010

Por: Redação TN / Leonora Walet e Victoria Bryan, Reuters

 

Após provocar uma guerra de preços e caos nos lucros de fabricantes europeus e norte-americanos de células e painéis solares de silício cristalino, a China agora resolveu focar na produção de turbinas eólicas. Apesar da dinamarquesa Vestas e do conglomerado norte-americano General Electric ainda terem sido os dois principais fornecedores de turbinas em 2009, segundo a consultoria dinamarquesa BTM, as empresas chinesas estão se aproximando rapidamente. Sinovel Wind, Xinjiang Goldwind Science and Technology Co e Dongfang Electric conquistaram lugares entre as top 10 e as empresas estão ansiosas para competir no mercado de exportação.

 

“Os fabricantes chineses já implantaram equipes de venda internacional e estão buscando ativamente contratos no exterior. O processo está a caminho”, comentou o diretor do grupo de energias renováveis, recursos e energias do HSBC de Hong Kong Robert Todd.

 

“É apenas uma questão do quanto antes eles conseguirem realmente o ímpeto”, disse Todd, que prevê que as empresas eólicas chinesas conquistarão mais projetos fora da China nos próximos 12 meses.

 

A Goldwind anunciou na segunda-feira o estabelecimento de uma unidade em Chicago, marcando a sua entrada em um mercado amplamente abastecido pela GE. A empresa também implantou uma base de produção na Alemanha e uma subsidiária na Austrália no final do ano passado. A maior fabricante de turbinas eólicas da China e a número três no mundo, a Sinovel, exportou 10 turbinas de 1,5 MW cada para a Índia no ano passado. A empresa também adquiriu em março sistemas elétricos para a sua turbina de alta capacidade, com 5 MW, uma tecnologia doméstica que deve ser exportada.

 

Em relação ao mercado solar, a China pode oferecer produtos a preços muito menores do que os europeus e norte-americanos, despertando temores que os preços das turbinas eólicas possam ser pressionados para baixo e criando a super-oferta que se abateu sobre o mercado solar no ano passado.

 

“É claro que os preços de mercado são menores e podemos ver isso nos contratos do governo”, disse o CEO da fabricante de caixas de engrenagem Hansen Transmissions Alex De Ryck, se referindo aos projetos eólicos ganhos pelas empresas locais na China.

 

Uma turbina típica consiste de torres de metais de 65 metros de altura, uma lâmina do rotor do tamanho de um Boeing 737 e uma nacele que segura componentes do tamanho de um motor home pequeno. As turbinas equivalem a 70% dos custos de um projeto eólico e são vendidas por cerca de US$ 732.215 (5 milhões de Yuan) por MW na China. Já nos Estados Unidos elas podem alcançar US$ 1 milhão por MW.

 

Vento para exportação

 

A China é alvo freqüente de reclamações por bloquear o acesso ao seu mercado ou ajudar injustamente seus exportadores com enormes subsídios e empréstimos estatais baratos. As empresas alemãs de energia solar Conergy e Solarworld expressaram forte preocupação sobre as práticas de precificação dos fabricantes de painéis chineses, que historicamente desvalorizam seus produtos em cerca de 20%.

 

Mas ao menos por agora, os fabricantes chineses de turbinas estão altamente focados domésticamente, sendo que as exportações em 2009 de menos de 30 MW representam apenas uma pequena fatia dos 24.540 MW em capacidade instalada fora da China. A sua meta comum de incentivar as exportações para contribuir significativamente às vendas, ainda é uma ameaça distante para muitos players internacionais, especialmente devido à logística envolvida para o transporte das partes enormes.

 

“Os produtores chineses começaram a se envolver no exterior, por exemplo, na Índia ou na região Ásia-Pacífico. Entretanto, os players chineses estão operando principalmente no mercado doméstico”, disse a porta-voz do maior conglomerado de engenharia europeu, a Siemens.

 

A China é o maior mercado de energia eólica do mundo, dobrando a sua capacidade instalada em 2009 ao adicionar 13 mil MW. As empresas locais de turbinas possuem atualmente 80% do mercado chinês, o que menos de uma década atrás era dominado por empresas globais, como a Vestas, GE, e a espanhola Gamesa. A Vestas espera que a sua estratégia de melhoramento da tecnologia, ao invés da competição por preços, auxilie a combater a crescente competição chinesa.

 

“Não é do nosso interesse entrar em uma competição focando apenas no preço”, disse o presidente da Vestas China Jens Tommerup à Reuters.

 

“Nossas turbinas são confiáveis, produtivas e eficientes, a longo prazo, o que significa um custo baixo da energia. Também estamos focados na construção de parcerias a longo prazo com nossos clientes, que inclui todos os aspectos da energia eólica”.

 

*Traduzido por Fernanda B. Muller, CarbonoBrasil www.tnsustentavel.com.br

 

publicado por adm às 22:44

Maio 19 2010

Projetado pelo designer Cheng Peng, o Móbile Energy é um carregador portátil ideal para quem gosta de acampar, mas não abre mão dos confortos trazidos pela eletricidade.

O conceito pretende gerar energia a partir do movimento de suas hélices, assim como através dos painéis solares dispostos na sua superfície. Seu formato compacto permite que o usuário leve o gadget para qualquer trilha ou viagem. Por ser dobrável, mochilas, bolsas e até suportes de bicicletas podem transportar o equipamento sem problemas.

Quando chegar ao seu destino, basta remontar a estrutura (que não passa de 70 cm de altura quando está totalmente aberto) e deixar que o sol e o vento façam o resto.

A energia solar e eólica produzida pelo aparelho será armazenada em sua bateria interna e poderá ser utilizada para abastecer outros dispositivos eletrônicos (como celulares, câmeras fotográficas e GPS´s), ou para servir à lâmpada LED que vem integrada no equipamento.

Apesar de boa proposta, o criador não informou mais detalhes sobre o protótipo, como quando ele será lançado, qual a sua potencia e quanto tempo de exposição é necessária para gerar uma quantidade mínima de energia.

fonte:http://tecnologia.terra.com.br

publicado por adm às 23:40

Maio 17 2010

A Eólica Tecnologia e a espanhola Gestamp colocaram em operação comercial este mês cinco eólicas do Proinfa. Os parques – Gravatá, Mandacaru, Pirauá, Santa Maria e Xavante – somam 25 MW e estão localizados em Pernambuco. A cerimônia de inauguração dos empreendimentos está prevista para junho.

Os parques demandaram investimentos de R$ 150 milhões. Segundo o presidente da Eólica Tecnologia, Everaldo Feitosa, o custo dos parques foi acima da média porque as empresas tiveram que construir 20 km de estradas e 40 km de rede elétrica. Os aerogeradores, de 1,65 MW cada, foram fornecidos pela Vestas.

As duas companhias também são sócias na eólica Pedra do Reino, de 30 MW, em Sobradinho (BA). O parque, de R$ 150 milhões de investimentos, foi negociado no primeiro leilão de energia eólica, em dezembro do ano passado e deve entrar em operação em 2012. (R.P.)

fonte:www.energiahoje.com.br/

publicado por adm às 23:24

Maio 16 2010

Proteger aves migradoras como águias, abutres e cegonhas e ajudar a reduzir em 60 por cento, até 2020, o consumo energético português através de energias renováveis são algumas das potencialidades do novo parque eólico do Algarve inaugurado este domingo.

 

Com uma tecnologia inovadora, criada por portugueses e inspirada na NASA e na US Air Force, o novo «Parque Eólico de Barão de S. João», com 25 aerogeradores, vai permitir produzir energiapara toda a população de Lagos, com a particularidade de proteger as aves migratóriasatravés de um sistema de detecção por radar e tecnologia SGPS/PTT, que faz detecção e seguimento automático da avifauna.

O ministro da Economia, Inovação e Desenvolvimento, Vieira da Silva, que presidiu à inauguração da nova estrutura, declarou que o novo parque eólico do Algarve vai dar três contributos energéticos para a política energética em Portugal, noticia a Lusa.

«Diversifica territorialmente a produção de energia eléctrica, sendo o maior parque eólico do sul do país, é uma componente da produção alternativa à importação de combustíveis sólidos e tem um sistema de controlo positivo na migração das aves», referiu Vieira da Silva.

«Este parque é mais uma importante peça numa estratégia que tem a mais elevada prioridade no nosso país», sublinhou o ministro, acrescentando que os novos aerogeradores vão contribuir para que até 2020 Portugal consiga que 60 por cento do consumo energético provenha de fontes renováveis.

Por outro lado, o sistema de detecção por radar permite localizar aves de todo o tipo. Desde pássaros do tamanho de um pardal até aves migradoras planadoras como abutres, águias e cegonhas são possíveis de detectar com a nova tecnologia instalada no maior parque eólico do Algarve.

Miguel Repas, responsável pelo desenvolvimento da nova tecnologia para parques eólicos, da empresa STRIX, referiu que os aerogeradores com o sistema de radar deverão ter que parar cerca de 150 horas por ano para proteger a biodiversidade local e das aves migratórias.

fonte:www.destakes.com

publicado por adm às 22:35

Maio 11 2010

turbina eólica feita para casas 300x214 Revolutionair: Uma mini  turbina eólica para produzir energia em Casa
Turbinas eólicas de grande porte você encontra aos montes por aí, mas Projetada pelo renomado designer de objetos Philippe Starck, eu não acredito que você ache alguma.

A turbina eólica Revolutionair pode ser instalada em jardins e telhados para a produzir em casa sua própria energia elétrica.

Depois de revolucionar o mundo com projetos inovadores, o designer Philippe Starck resolveu usar sua criatividade para desenvolver objetos funcionais capazes de transformar nossa vida. É o caso desta turbina eólica para uso doméstico, que transforma a energia so ventos em energia elétrica.

Basta você instalá-la no jardim, no telhado ou na frente de casa para ter mais de 1600 kWh por ano. A Revolutionair é uma boa opção para ter em casa energia totalmente limpa. Além disso você ainda tem a opção de 2 ou três pás. Eu gosto mais das que contém 3 pás.

Via > Energia – Planeta Sustentável

publicado por adm às 23:41

Maio 11 2010

Com um crescimento interanual de 14,7% o país vizinho superou a Alemanha no investimento no aproveitamento da energia do vento e tornou-se o segundo país europeu com maior potência instalada atrás apenas do país do centro da Europa.

Segundo os resultados divulgados na semana passada pela Asociación Empresarial Eólica, a Espanha foi o país europeu que, em 2009, mais investiu no aproveitamento da Energia Eólica, sector que registou um crescimento interanual de 14,7% no país vizinho.

Somando uma potência instalada de 2459 MW e uma potência acumulada de 19 248,80MW a Espanha é apenas superada pela Alemanha no que a este sector diz respeito. As regiões que mais apostam na produção de electricidade a partir da energia do vento são a Castela – La Mancha e Galiza, mas as que mais investiram em 2009 foram a Andaluzia, Castela-Leão y Valência.

A nível mundial o sector da energia eólica registou um crescimento de 31% atingindo-se os 157 900 MW de potência acumulada.
fonte:Naturlink
publicado por adm às 23:26

Maio 09 2010

O governador Antonio Anastasia apresentou, nesta sexta-feira (7), no Palácio Tiradentes, na Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, o Atlas Eólico de Minas Gerais, elaborado pela Cemig. O mapeamento indica que o potencial do Estado para a geração de energia eólica chega a 40 gigawatts (GW), a uma altura de 100 metros do solo.

O estudo revelou que o Norte de Minas, ao longo da Serra do Espinhaço, é a região com maior potencial eólico. O Triângulo Mineiro também apresenta boas condições para a instalação de parques eólicos. Foram consideradas a topografia e a vegetação, além da pressão atmosférica, temperatura, umidade do ar e medição dos ventos.

“Temos uma riqueza incomensurável em nossas mãos. Caberá agora à parceria entre o setor privado e a Cemig o desafio de termos instalado em Minas Gerais um parque eólico extremamente ambicioso que vá gerar essa energia de maneira positiva”, destacou o governador em seu pronunciamento.

O potencial de 40 GW é 3,5 vezes maior do que a capacidade da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, que será construída no Pará, e 2,7 vezes maior que a Usina de Itaipu. A grande vantagem é que a energia eólica não emite gases, não gera resíduos e tem impacto ambiental bem menor do que outras matrizes energéticas.

O Atlas orientará empreendedores e investidores interessados em energia eólica. A Cemig já está realizando estudos, em parceria com a empresa portuguesa EDP, para a instalação de um parque em Minas Gerais, e está aberta para firmar novas parcerias com a iniciativa privada.

“A Cemig entra com 49%, o setor privado com 51%, e aí podem explorar no Triângulo, no Norte, no Jequitinhonha, onde existe essa potencialidade. Então, estamos demonstrando que a energia existe, que a energia é limpa, e que, do ponto de vista econômico, ela é viável”, explicou o governador.

A produção do atlas teve um custo de R$ 2 milhões. O trabalho foi realizado pela consultoria Camargo Schubert, do Sul do país e foi feito a partir de softwares reconhecidos internacionalmente.

O presidente da Cemig, Djalma Moraes, explicou que a tecnologia disponível atualmente faz com que a energia eólica seja economicamente viável, além de ser bem menos agressiva ao meio ambiente.

“Acreditamos que no momento em que você vai esgotando os empreendimentos hidrelétricos, os quais vão se tornando mais caros, a energia eólica pode se tornar também competitiva. Além de ser uma energia limpa, uma energia sem desgaste, uma energia sem muitos problemas ambientais. Praticamente nenhum problema ambiental. E nós acreditamos que ela pode ser viável também economicamente”, detalhou.

Parcerias

O secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, José Carlos Carvalho, destacou que Minas Gerais vive um momento muito especial em função da sintonia entre o desenvolvimento econômico e o desenvolvimento sustentável.

“A Cemig se consagra hoje como uma empresa de energia em sintonia com o futuro, com tudo o que se discute para a modernização da matriz energética”, afirmou.

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Sérgio Barroso, também ressaltou que todos os protocolos prevendo investimentos no Estado só são assinados atualmente se contemplarem os aspectos econômicos, sociais e sustentáveis, e afirmou que o Governo de Minas, através da Cemig, irá investir cada vez mais em fontes alternativas de energia, como a biomassa e as Pequenas Centrais Hidrelétricas.

“Precisamos dramaticamente de energia porque sabemos que sem energia não temos desenvolvimento econômico e sem o desenvolvimento econômico não temos desenvolvimento nenhum”, disse.

Energia eólica

A Cemig foi a primeira empresa brasileira a operar usinas eólicas, com a construção da Usina Morro do Camelinho, na cidade mineira de Gouveia, em 1994. Essa usina também foi a primeira a fornecer energia eólica para o sistema elétrico nacional. Tem quatro geradores com 250 kW de potência em cada e, atualmente, funciona parcialmente com três máquinas.

Em 2009, a Cemig, em parceria com a empresa IMPSA, líder latino-americana em energias renováveis, investiu na aquisição de três parques eólicos no Ceará com capacidade instalada de 99,6 MW. Em agosto, foi inaugurado o primeiro deles - o Parque Eólico de Praias de Parajuru, com extensão de 325 hectares e 19 aerogeradores, totalizando 28,5 MW.

A energia eólica é a que mais cresce no mundo, com uma taxa anual de evolução próxima a 30% nos últimos 10 anos. No Brasil, em 2009, a capacidade de geração de energia eólica cresceu 77,7% em relação ao ano anterior. Com isso, o país passou a ter capacidade instalada de 660 MW contra os 400 MW de 2008. Os dados do Conselho Global de Energia Eólica (Global Wind Energy Council - GWEC) mostram que a energia eólica brasileira cresceu mais do que o dobro da média mundial em 2009, que registrou aumento de 31%.

Apesar do crescimento da energia eólica no Brasil em 2009, segundo a EPE, a participação dessa fonte na matriz elétrica do país foi de apenas 0,2% do total de energia gerada no país no ano passado.

fonte:Agência Minas

publicado por adm às 14:54

Maio 06 2010

 

A indústria eólica dedicou-se no seu início às turbinas para aplicações em terra, mas teve sempre o seu olho nas aplicações marítimas. Várias razões podem ser apontadas para este interesse:

  • Maior recurso – o vento no mar sopra em média durante mais horas e com mais força do que em terra -> esse acréscimo pode ir até 50% de acordo com estudos da Agência Internacional de Energia
  • Ausência de barreiras orográficas ou de terrenos para transpor – o mar é liso e o acesso é feito de barco com muito menos restrições que em terra
  • Não existem populações na vizinhança ou preocupações de poluição sonora e mesmo visual
  • Possibilidade de instalar maiores turbinas e portanto ser capaz de se atingirem melhores retornos energéticos e reduzir custos


Voltando ao eólico “onshore” este também tem algumas vantagens sobre o offshore:

  • não imersão em fluidos altamente corrosivos
  • não sujeição a tempestades marítimas
  • possibilidade de beneficiar de concentradores naturais em terra como são os vales e sopés de montanhas
  • facilidade de acesso para instalação em termos de meios necessários
  • possibilidade de instalar vários tamanhos de acordo com o recurso disponível e não obrigatoriamente grandes modelos

Colossos actuais como a Vestas começaram por instalações “onshore” e foram assim aperfeiçoando os seus modelos e técnica, bem como padronizando e simplificando a cadeia de fornecedores e de componentes até ser competitiva com os combustíveis fósseis. Actualmente temos como benchmark da tecnologia custos por MW instalado de 1 a 2 milhões  de euros ou USD (dependendo da localização) em termos de custos reais e de amostragem dos projectos actuais. Em termos de custos de operação e manutenção temos por MWh 10 a 12 € para os projectos desta década e mais do dobro para os projectos mais antigos. Nos projectos onshore o peso da turbina anda entre os 70 a 80% do custo total do projecto. Temos um LCOE (levelized cost of Electricity – custo equiparado da electricidade) entre os 50 e os 90 € por MWh. Isto mostra o valor atingido actualmente pela eólica que não dista muito das outras fontes de energia convencionais.

O eólico “offshore” caracteriza-se por valores de investimento de 2 a 3 milhões de € por MW instalado, os custos de manutenção e serviço rondam dos 15 aos 33 eur por MWh, enquanto que o LCOE está entre os 75 eur e os 90 eur por MWh. Claramente o custo pode ser pago pelo qualidade do vento. Em termos de total investimento, a turbina eólica pesa apenas 40 a 50% do total do projecto (ou mesmo menos, se falarmos de fundações profundas), o que indica que em termos de instalação temos maiores requisitos.

Na Europa a Dinamarca, Alemanha, Holanda, Bélgica e o Reino Unido são quem tem mais investido no eólico no mar ou na costa visto terem profundidades baixas e mais adequadas para primeiros projectos. Instalações em profundidades maiores ou mesmo em plataformas flutuantes são raras e destaca-se a da Statoil na Noruega.

Em Portugal temos offshore? A resposta é não. Podemos ter offshore? A resposta é sim. Mas vejamos mais detalhe o que significa a eólica offshore em Portugal. Nos seguintes mapas mostra-se qual o recurso disponível e as profundidades da nossa costa e como varia o seu declive.



A plataforma costeira portuguesa tem profundidades que variam entre os 25 e os 200 m com declives baixos (~ 3%). Não temos nenhum recurso eólico de “ouro” no mar, por exemplo o dobro do recurso “onshore”. Além das profundidades ainda temos outras restrições, como as falhas sísmicas, as zonas de zonas de protecção ecológica (ZPE) e outras, as zonas de protecção marítimas muito exclusivas, zona piloto, corredores de navegação, cabos submarinos e eléctricos, o tipo de fundo entre outros. A somar ainda temos como requisitos mais técnicos:

  • conhecimento e experiência em plataformas marítimas
  • conhecimento e experiência de operação de plataformas marítimas
  • conhecimento e experiência em transportes marítimos de grandes dimensões
  • conhecimento e experiência em obras marítimas offshore
  • desenho e engenharia de detalhe para a concepção de projectos offshore


Em termos financeiros é necessário um tarifário que incentive o vento “offshore” tal como incentivou as outras Renováveis e claramente o actual tarifário eólico não chegará.

O LNEG tem desde há bastantes anos feito um trabalho consistente produzindo o Atlas do vento onshore e mais recentemente o Atlas do vento offshore em Portugal, destacando-se a equipa da Investigadora Ana Estanqueiro. O Projecto NORSEWinD pretende nas Berlengas validar os valores do Atlas e desenvolver tecnologias para a exploração do potencial que é estimado entre os 2000 e os 2500 MW.
- na zona Norte do País, particularmente ao largo de Viana do Castelo e do Porto, é possível instalar 500 MW
- na zona Centro, é possível instalar 700 MW, com uma produtividade que chega a 3400 horas/ano.

Segundo este Instituto Nacional o cronograma para o vento offshore é o seguinte, colocando algo mais concreto para 2012 a 2014, sendo 2015 o ano do offshore em termos de instalação:



A tecnologia seleccionada é a flutuante, ou seja os aerogeradores serão instalados a flutuar com bóias ancoradas ao chão. A EDP aposta igualmente nesta tecnologia e mostra-se interessada em ser parceira para esse desenvolvimento. O exemplo maior veio do recente contrato ao largo da Escócia (Moray Firth), com uma capacidade instalada de 1300 MW, representando um investimento de cerca de 4 mil milhões de euros, o que coloca o custo destes sistemas nos 3 milhões por MW, no topo superior dos custos apontados.

Para terminar, parece ser fácil de entender que a equação do aproveitamento do “vento offshore” necessita de ter em conta o recurso – mapeamento existente ou medição – a localização e os constrangimentos associados – mapeamento das áreas adequadas deve ser feito – as necessidades técnicas e as capacidades existentes – necessidade de capacidade a nível nacional ou local para o levar a cabo – e por último tarifário adequado – estimulando o desenvolvimento dos sistemas. Em Portugal pecamos por não ter tradição em muitas destas áreas e por não termos um recurso tão interessante atendendo aos sobrecustos, mas devemos avançar nas zonas adequadas. O esforço nacional deve assentar na criação de projectos nacionais que criem no país mais do que importadores, concessionários ou apenas fábricas. A indústria eólica está montada, não vale a pena ignorá-la, vale sim ir buscar os líderes e criar condições para que se crie valor a nível nacional. Possíveis exemplos serão a Siemens e a Enercon. No “offshore” não devemos cometer os mesmos erros que cometemos no “onshore”.


fonte: PER

publicado por adm às 23:43

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