Energia Eolica

Abril 29 2011

O Estado terá uma nova chance de recuperar a participação no leilão de A-3 que está previsto para julho

 

Às vésperas do prazo final para a entrega da documentação dos leilões de A-3 e de reserva, o Ceará precisa recuperar a liderança perdida nos processos para contratar energia eólica. A participação do Estado em leilões do setor caiu 88,57% entre 2004 e 2010. No primeiro processo, o Ceará respondia por 63,9% dos contratos assinados, enquanto no ano passado, o percentual caiu para 7,3%.


No mesmo período, o Rio Grande do Norte apresentou a trajetória oposta. A fatia angariada com leilões passou de 5,1% para 52,4%, um crescimento percentual de 927,45%. Em capacidade contratada acumulada até o ano passado, o Rio Grande do Norte já lidera com 1.941,7 MW de energia (36,5%), seguido pelo Ceará com 1.209,9 MW contratados (22,7%). Os projetos devem ser executados até 2013.


No último leilão no mês de agosto do ano passado, o Rio Grande do Norte venceu em número de projetos contratados, com 32. O Rio Grande do Sul terminou com nove empreendimentos. O Ceará teve cinco projetos aprovados.


Os números são da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica) e foram repassados pela Câmara Setorial de Energia Eólica do Ceará.


Em relação à capacidade instalada, o Ceará ainda mantem a liderança. Segundo último levantamento divulgado, o estado chegava a produzir 577,93 MW, o que representa 35,2% do total gerado no País. O Rio Grande do Sul era o segundo maior produtor, com 227,56 MW. E o terceiro, Santa Catarina, 226,73 MW.


Recuperação

O leilões A-3 e de Energia de Reserva previstos para julho deverão contratar energia proveniente de fontes eólica e de termelétrica a biomassa ou a gás natural. Os empreendedores terão, até as 12 horas do dia quatro de maio para a entrega da documentação à Empresa de Pesquisa Energética (EPE). 

 

Perder participação percentual é um movimento natural, segundo o presidente da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), Francisco Zuza de Oliveira. No entanto, esse será o momento de recuperação do Ceará.


Ele explicou que a dificuldade com o licenciamento ambiental foi o principal problema que tirou a competitividade dos projetos do Ceará, mas já foi resolvido. “Com certeza o que estava travando era a questão ambiental”.


Zuza lembrou que as empresas que pretendam instalar usinas eólicas no Ceará terão a Licença Prévia (LP) facilitada. Poderão participar do leilão e apresentar o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (Eia/Rima) apenas se tiverem projetos aprovados.


De acordo com o presidente da Câmara Setorial de Energia Eólica, Adão Linhares, ainda não há como saber quais empresas vão concorrer no próximo leilão. No entanto, na última reunião do setor com o governador, os investidores demonstraram interesse em investir no estado. “Cada investidor está fazendo seu trabalho”, completou.


O Estado dará também isenção que chega a 74% no Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para eólicas.

fonte:http://www.opovo.com.br/

 

publicado por adm às 23:16

Abril 26 2011

Empresas multinacionais que desenvolvem projetos de energia eólica disputam o sudoeste do estado devido às condições naturais que a região apresenta - extremamente compatíveis à atividade - fator que, segundo os engenheiros, garantem grande potencial de geração dessa fonte de energia.

 


Cinco empresas do setor deram início ao processo de licenciamento ambiental no Instituto do Meio Ambiente (IMA), sendo que uma delas já obteve a licença de implantação e as outras estão em fase de estudo dos impactos ambientais.

 

Quando todos os parques estiverem funcionando, juntos poderão gerar mais de 1GW (um gigawatt) de energia para o sistema nacional, colocando a região numa posição de destaque desta atividade no Brasil, juntamente com outros parques que devem se instalar próximo ao lago do Sobradinho e na Chapada Diamantina.

 

“A Bahia está se tornando um pólo atrativo da atividade eólica e a região sudoeste se destaca pela força dos ventos e sua geografia, elementos que permitem grande capacidade de geração de energia”, afirma o diretor geral do IMA, Pedro Ricardo Moreira.

 

Diante do aumento do interesse das empresas, a expectativa de melhoria das condições sociais na região é muito grande por parte das comunidades localizadas nas áreas de influência dos parques eólicos. “Já tenho três sobrinhos empregados aqui, livres de ir para o corte de cana, em São Paulo, longe do pai e da mãe”, comemora Osmar Fernandes Costa, morador da localidade de Brejo do Capão, onde está sendo implantado o primeiro parque eólico da região.

 

Além da geração de empregos diretos na fase de implantação, os proprietários das terras arrendadas pelas empresas para a instalação dos aerogeradores, elevam consideravelmente suas rendas, divisas que acabam ficando na região e contribuem para a geração de empregos indiretos.

 

“O nosso desejo é o aumento da geração de renda porque o emprego traz uma melhoria da autoestima da população e acreditamos que essas novas oportunidades de trabalho podem melhorar a condição social e econômica dessas famílias, que estão fragilizadas pelo desemprego”, diz a assistente social que trabalha em um projeto da Prefeitura Municipal de Igaporã, um dos municípios onde os aerogeradores serão instalados, Vera Lúcia Conceição da Silva.

 

Oficinas - Para sanar todas as dúvidas com relação aos novos empreendimentos, o IMA vem realizando, juntamente com as inspeções em campo, as oficinas preparatórias para audiências públicas, um evento aberto para o debate com as comunidades provenientes das áreas de influência, no qual o órgão orienta sobre a legislação ambiental e o empreendedor apresenta o projeto.

 

“As oficinas públicas são de suma importância para garantir a participação efetiva das comunidades, que poderão ser afetadas por esses empreendimentos de energia eólica, contribuindo também para a qualificação da análise técnica no processo de licenciamento ambiental”, explica o técnico da Coordenação de Impactos Ambientais do IMA, Pablo Crescêncio, que compõe a equipe de licenciamento de empreendimentos eólicos na Bahia.

 

A partir das apresentações, a comunidade se manifesta, esclarece suas dúvidas e contribui diretamente com as condicionantes que constarão nos relatórios emitidos pelos técnicos do IMA, no processo de licenciamento ambiental. “A gente está vendo o que está acontecendo no Japão, né? O vento é a natureza e uma coisa que vem do vento, se não fizer bem, também mau nenhum fará”, opina José Maia, morador de Caetité, mostrando que, independente do acesso ao conhecimento, as comunidades têm muito a contribuir por meio da sabedoria popular.

fonte:http://www.jornalnovafronteira.com.br/

publicado por adm às 22:50

Abril 21 2011

Microgeradores eólicos já são populares na China e, aos poucos, chegam também a países ocidentais. Bem menores do que aerogeradores gigantes, essas turbinas podem ser instaladas em casas, escolas e também na indústria.

 

Com o avanço das energias renováveis, grandes parques eólicos começam a surgir em diferentes pontos do mundo. E o desenvolvimento dessa tecnologia tem avançado consideravelmente.
 
Enquanto há 30 anos uma turbina eólica padrão era capaz de gerar entre 10 e 100 quilowatts-hora (kWh), hoje, turbinas na Europa, China e Estados Unidos chegam a gerar normalmente 5.000 kWh.
 
E o tamanho está ficando cada vez maior. O projeto europeu UpWind tem a ambição de desenvolver uma turbina gigante com capacidade de 20 mil kWh. A eletricidade gerada seria suficiente para abastecer de 15 mil a 20 mil residências.
 
Para que esses objetos colossais tenham o menor impacto possível sobre comunidades, muitos desses novos parques eólicos estão sendo instalados no mar. Tal operação exige também um grande esforço de engenharia, especialmente em se tratando de parquesoffshore.
 
Isso tem levado outros profissionais – também engajados em produzir energia sustentável – a olhar em direção completamente oposta. Eles estão pensando pequeno.
 
Mercado emergente
 
O benefício do uso de turbinas menores é a facilidade de implementá-las em maior número de lugares. Em certas situações, a chamada microgeração eólica é a forma mais barata de se ter acesso à energia. Pequenas turbinas de aproximadamente 10 a 100 kW podem ser acopladas a casas, escolas, instalações industriais e até barcos.
 
Esse recurso tem tido mais sucesso em países emergentes. "Sem comparação, a maior parte dessas turbinas eólicas estão localizadas na China, no momento", diz Stefan Gsänger, da Associação Mundial de Energia Eólica (WWEA).
 
A China lidera a construção e instalação de pequenas turbinas. Atualmente, 1,75 milhão de chineses recebem eletricidade em casa por meio dessa fonte geradora. No país, 8 milhões de pessoas vivem sem energia elétrica, e o mercado eólico está tentando preencher esse déficit, diz Chen Dechang, porta-voz da associação da indústria eólica na China.
 
Só no ano passado, cerca de 130 mil pequenas turbinas foram construídas na China, diz Dechang. Em regiões onde o vento é constante, distantes dos centros produtores de energia, a microgeração eólica oferece a opção mais acessível de eletricidade.
 
A tecnologia, de fato, é uma ferramenta que ajuda a reduzir a pobreza sem provocar o aumento dos gases do efeito estufa. Em todo o mundo, 1,5 bilhão de pessoas vivem sem eletricidade, muitas delas em comunidades rurais remotas, onde o acesso à rede nacional de energia é proibitivamente cara.
 
A conjuntura contribui para que a China se mantenha no topo do ranking: o custo da fabricação do equipamento é baixo e a busca por soluções energéticas é grande por parte de consumidores em regiões afastadas.
Mercado brasileiro
 
No Brasil, onde a geração de energia eólica ainda se desenvolve num ritmo tímido, as atividades estão concentradas na produção de médio e grande porte. Mas, segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), o setor está elaborando uma força-tarefa para se dedicar mais à microgeração.
 
Atualmente, apenas quatro empresas se concentram na fabricação de aerogeradores de pequeno porte com potência entre 250 Watts e 200 kW, afirma a entidade. "Temos ainda algumas universidades e novas empresas incubadas em centros de tecnologia desenvolvendo novos protótipos", acrescenta a ABEEólica. Um exemplo vem da Universidade de São Paulo (USP), que acaba de desenvolver um rotor 100% nacional para turbinas eólicas de 10 kW.
 
Em 2009, a produção de eletricidade a partir da fonte eólica no Brasil alcançou 1.238 GWh, o que representa um aumento de 4,7% em relação do ano anterior.
 
Do lado ocidental
 
Até mesmo nos países desenvolvidos – onde a desenvolvida infraestrutura de rede de distribuição enfraquece a competitividade das pequenas turbinas frente às primas gigantes –, o aumento dos custos e a pressão para independência energética estão impulsionando a indústria eólica.
 
Nos Estados Unidos, também é grande a produção das pequenas turbinas, que são exportadas ou vendidas no mercado interno. Segundo dados da Associação Americana de Energia Eólica (AWEA), o número de instalações desse tipo de turbina dobrou nos últimos três anos. A organização espera que, até 2015, esse número seja quadruplicado.
 
As tarifas
 
É fato que vários países europeus, mais notadamente a Alemanha, são pioneiros na questão da chamada tarifas feed-in, uma política de tarifa energética que estimula o investimento em energias renováveis. No entanto, as pequenas turbinas eólicas estão em desvantagem quando comparadas com as grandes, e não conseguiram ainda assegurar uma tarifa própria separada.
 
Uma mudança parece estar a caminho. O Reino Unido foi o primeiro país desenvolvido a fomentar, no ano passado, a energia gerada em pequenas turbinas com a implantação de tarifa feed-in.
 
Desde então, o governo britânico paga entre 17 e 38 centavos de euro para cada kWh de eletricidade gerado em instalações certificadas por turbinas pequenas. Esse pode ser um negócio promissor para uma região onde os ventos sopram com tanta frequência.
 
Em outras partes do mundo, a simpatia pela causa também está mudando. Na Dinamarca, um investimento numa pequena turbina eólica pode render ao proprietário de uma casa 28 centavos de euro por kWh.
 
Enquanto isso, associações do setor na Espanha, Portugal, Irlanda e Alemanha tentam convencer seus governos a criarem taxas similares para tarifas feed-in. A Associação Alemã de Energia Eólica espera que a administração federal pague entre 15 e 22 centavos de euro por kWh.
 
Condições
 
Especialistas acreditam que, uma vez que as tarifas tornem lucrativos os investimentos em pequenas turbinas, as condições para outro boom no setor de energias renováveis serão criadas. Naturalmente, os desafios ainda existem.
 
A indústria continua pequena e fragmentada quando comparada com a de turbinas gigantes. Há centenas de fabricantes no mundo todo, e a maioria não tem capacidade de produzir em escala industrial. Há problemas também de padrão, isso pode demonstrar que a indústria tenha que trabalhar mais para se consolidar, antes que ganhe mais evidência no setor de energia renovável.
 
Outra problemática reside na medição das condições precisas do vento. Como os pequenos consumidores não dispõem de um time de especialistas para verificar esse dado, proprietários de pequenas turbinas já se decepcionaram devido a erros de cálculo, que superestimaram as condições em prol de ventos fortes.
 
Autor: Gero Rueter/ Nádia Pontes
Revisão: Carlos Albuquerque
fonte:http://www.dw-world.de/
publicado por adm às 22:53

Abril 19 2011

O grupo americano General Electric (GE) anunciou nesta terça-feira que a Google e duas companhias japonesas se uniram ao projeto de construção do maior parque eólico do mundo, que está sendo realizado nos Estados Unidos e no qual esse conglomerado financeiro-industrial participa como investidor.

A Google e as filiais das companhias Itochu Corporation e Sumitomo Corporation se tornarão coproprietárias do complexo, as três com investimentos totais de US$ 500 milhões no projeto, indicaram em comunicado conjunto. "Este projeto é particularmente atrativo porque usa um sistema de turbinas muito avançado, além de gerar energia limpa e renovável", disse o responsável de operações comerciais 'verdes' do Google, Rick Needham.

O parque eólico, desenvolvido pelo produtor energético privado Caithness Energy, incluirá um total de 338 aerogeradores da GE, que também se encarregará da manutenção durante os dez primeiros anos de vida. As instalações, que fazem parte de um plano avaliado em US$ 2 bilhões, estão sendo construídas nos condados de Gilliam e Morrow, no estado do Oregon (noroeste dos EUA), onde se espera obter uma potência total instalada de 845 megawatts quando estiverem em funcionamento em 2012.

O parque, com o nome de Shepherds Flat, tem como objetivo melhorar o fornecimento de energia da Califórnia, estado vizinho de Oregon, bem como o acesso dessa populosa área do litoral oeste dos Estados Unidos às energias renováveis.

A Google já investiu mais de US$ 350 milhões no setor das energias renováveis, incluindo o projeto da maior usina de energia solar do mundo, que está sendo construída na Califórnia.Por sua vez, a companhia Itochu possui ou está desenvolvendo mais de 15 usinas energéticas nos Estados Unidos, enquanto a Sumitomo tem duas usinas de energia eólica no Japão, uma na China e é coproprietária de outra nos Estados Unidos junto à GE.

fonte:http://noticias.r7.com/e

publicado por adm às 22:39
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Abril 19 2011

Nos primeiros três meses do ano, a capacidades instalada do grupo EDP cresceu 7% para um total de 22,2 GW.

 

Esta subida foi "essencialmente suportada por um acréscimo de capacidade eólica (+ 1.058 mega watts)", revela a empresa em comunicado.

No mesmo período, a produção total da EDPatingiu os 16,9TWh, mais 2% que no mesmo período de 2010, "70% com origem em energias limpas (hídrica e eólica)".

Os dados previsionais da eléctrica indicam ainda que a "energia distribuída pelo grupo EDP subiu 5% no primeiro trimestre do ano suportada pela actividade de gás e operações no Brasil" e que a "energia total vendida a clientes no mercado livre cresceu 9%".

Nos primeiros três meses do ano, a produção de energia eólica cresceu 21%. "AEDP Renováveis beneficiou do equilíbrio e diversificação do seu portfólio, já que o factor médio de utilização mais elevado nos Estados Unidos compensou os factores médios de utilização mais baixos no Brasil e na Europa", sublinha o comunicado da EDP. 

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

publicado por adm às 22:36

Abril 13 2011

A Dinamarca possui uma empresa que é uma das maiores fabricantes de turbinas eólicas do Mundo, que se predispõe a montar parques de energia eólica em Angola.

Angola já tem algumas zonas identificadas para produção de energias renováveis, como a solar e a eólica, explicou o secretário de Estado para a Energia, acrescentado que os parques eólicos serão instalados no país num prazo relativamente curto.

«Nós julgamos que será uma boa solução para fornecer energia às zonas do interior do país», disse.

João Baptista Borges, apontou a zona sul de Angola, como o Tômbua e Baía dos Tigres, mas pensa-se instalar também sistemas de energias eólicas no Huambo e em Cabinda.

De acordo com o responsável relativamente aos outros locais, dependerá dos estudos de avaliação dos ventos, que serão feitos em função do protocolo assinado.

fonte:http://sol.sapo.pt/

publicado por adm às 22:55

Abril 12 2011

O consórcio ENEOP está com dificuldades em conseguir fechar uma tranche de 450 milhões de euros para o financiamento de novos parques eólicos a serem instalados este ano. A notícia é avançada hoje pelo Jornal de Negócios, que afirma que a verba necessária está a ser suportada com capitais próprios dos accionistas.

A crise económica do país está a dificultar o financiamento bancário dos projectos, depois da ENEOP ter conseguido, em 2009, o segundo maior “project finance” do sector energético, com um financiamento de 510 milhões de euros.

Os capitais dos accionistas – EDP Renováveis, Enel Green Power, Generg e Sonae Capital – estão a permitir que a instalação de parques continue. No total, o consórcio pretende instalar 1 200 megawatts (MW) de potência eólica em Portugal, que correspondem a um investimento de 1,6 mil milhões de euros. Desse valor, 1,2 mil milhões de euros deveriam ser financiados pela banca. Não obstante, a Eneop quer fechar o ano com uma produção de electricidade de mais de 800 MW.

fonte:http://www.ambienteonline.pt/

publicado por adm às 22:31

Abril 07 2011

Os projetos receberam dos órgãos de proteção ao meio ambiente apenas o Relatório Ambiental Simplificado (RAS)

Concorrendo ao leilão de energia eólica, previsto para julho próximo, cinco projetos cearenses têm a instalação de seu parque projetado sobre as dunas de Paracuru, no litoral oeste do Estado. A informação foi dada pelo presidente do Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam) do Ceará, Paulo Henrique Lustosa ontem, em almoço promovido pelos membros do Centro Industrial do Ceará (CIC). "Eu acho muito pouco provável que todas as cinco empresas ganhem o leilão, mas é bom alertar", declarou o presidente do Conpam ressaltando que "são cerca de 50 aerogeradores nas dunas de Paracuru". Na ocasião, também estava presente o presidente da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), Francisco Zuza de Oliveira, que, segundo o próprio Paulo Henrique, fez a mediação entre os órgãos reguladores do meio ambiente e os componentes da Câmara Setorial de Energia Eólica cearense.

Agilidade x preocupação

Para Zuza, "a Semace está dando uma reposta muito boa" no que ele diz respeito à agilidade dos licenciamentos e no diálogo com os vários setores que investem no Estado, além de possuir uma "capacidade muito grande de interagir com o setor privado". Mas a preocupação do presidente do Conpam se deve por conta de todos os cinco projetos concorrentes receberam dos órgãos de proteção ao Meio Ambiente estaduais o Relatório Ambiental Simplificado (RAS) e, caso ganhem, inferirão suas ações diretamente sobre as dunas de Paracuru, que são área de proteção ambiental.

Precavendo a conquista de todos empreendimentos cearenses no leilão, Paulo Henrique garantiu que "irão levar as licenças somente os que tiverem o menor impacto ambiental". No entanto, admitiu a questão ambiental como "mais um uso alternativo de valor econômico, de mercado, para o Estado". Já o presidente da Câmara Setorial de Energia Eólica do Estado, Adão Linhares, afirmou que, independentemente da quantidade, "se um empreendimento cumprir as exigências previstas, ele será liberado".

"A energia é um bem de utilidade pública, se ele cumprir as exigências não há porque impedir a instalação", defendeu e ainda ressaltou o RAS como um estudo tão completo como o EIA/Rima. "É uma simplificação de não haver o posicionamento do órgão de licenciamento para fazer as coisas mais rápido", salientou Linhares. A queixa principal do setor, segundo ele, é a criação de "um clima de impedimentos dos investimentos no Estado". "Então, quando a gente cria dificuldade, o dinheiro some", disse.

Em todo o Estado

Também foi anunciada pelo presidente do Conpam a reestruturação das unidades da Semace no Crato e a construção de uma unidade em Sobral. A capacitação de secretarias municipais de meio ambiente objetivando um futuro licenciamento em patamar municipal também fizeram parte das novidades apresentadas.

Semace na Fiec

Já a presidente do CIC, Roseane Oliveira, informou de negociações entre a Semace e a Federação das Indústrias do Ceará (Fiec) para manter um membro da Superintendência nas instalações da federação.

ARMANDO DE OLIVEIRA LIMA
REPÓRTER

fonte:http://diariodonordeste.globo.com

publicado por adm às 13:16

Abril 07 2011

Chegaram hoje, 6, ao Porto do Rio Grande, 20 peças que serão utilizadas na construção de torres de energia eólica. Provenientes da Alemanha, os geradores, hastes e hélices, a serem utilizados no parque eólico do município de Osório começaram a ser transportados por balsa até São José do Norte.

De acordo com a assessoria de comunicação da Prefeitura de São José do Norte, em razão de todos os componentes destinados a Osório passarem por dentro da cidade, foi definida uma rota específica para a viabilidade do transporte das peças. De São José do Norte, as peças seguem até Osório pela BR-101. Cada hélice mede aproximadamente 35 metros.

Revela o diretor técnico do Porto do Rio Grande, Luiz Laurino, que está previsto para o próximo dia 19, a chegada de mais um lote de 20 peças destinadas ao parque eólico de Osório. Até 2013, a previsão é que este movimento seja frequente, com a chegada de um navio por mês com este tipo de carregamento.

O parque eólico de Osório, no litoral norte do RS, de responsabilidade da empresa espanhola Enerfin do Brasil, possui uma potência de 150 megawats. São ao todo 75 geradores, instalados em torres de concreto,com mais de 100 metros de altura.

Em Osório, a previsão é que todas as torres entrem em operação até dezembro de 2012. Instalados com a mais alta tecnologia, os novos parques terão, de acordo com informações da empresa, máquinas do modelo E82, com 2 megawatts de potência, cada uma.

 

Energia eólica em São José do Norte em fase de estudo

Em fase de testes, o parque eólico de São José do Norte deve entrar em atividade apenas daqui há três anos. Os estudos para instalação de toda estrutura para geração de energia eólica devem durar 36 meses. No período, a empresa Estudos Projetos Consultoria Representações Ltda (Epcor) concluirá o projeto, que será apresentado à Empresa de Pesquisa Energética (EPE), para leilão de energia em 2014.

A torre anemométrica responsável por medir a intensidade dos ventos na região litorânea, propiciando estudos para a instalação de parque eólico no Município foi inaugurado no dia 22 de março em São José do Norte. A torre foi instalada pela empresa MML Energia Ltda, e servirá de base para observações para a EPCOR. O potencial eólico de São José do Norte foi apresentado em 2010.

É previsto que quando em funcionamento, o parque eólico nortense opere com aproximadamente 30 aerogeradores, distribuídos em 30 propriedades da área próxima a praia do Mar Grosso. O parque deverá gerar em torno de 60 megawatts de energia, número doze vezes superior ao consumo do município, que hoje é de aproximadamente cinco megawatts. O projeto final está orçado em R$ 300 milhões. 

 

Por Thaise Saeter
thaise@jornalagora.com.br

publicado por adm às 13:16
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