Energia Eolica

Maio 31 2011

O presidente da Vale, Murilo Ferreira, afirmou ontem que a empresa poderá investir em energia eólica. No dia em que confirmou a saída do diretor de energia da empresa, Almir Rezende - conforme noticiado pelo colunista Ancelmo Gois -, Ferreira disse que a prioridade da empresa é a energia renovável. Ele afirmou, durante o primeiro dia do seminário Rio Investors Day, que a empresa vai dar prioridade à biomassa para produzir combustíveis para suas locomotivas. O evento reuniu empresas de capital aberto do país, no Copacabana Palace.

- Vou tentar desplugar a ideia de que a Vale está ligada às hidrelétricas - disse ele, acrescentando que, com a participação de 9% no consórcio de Belo Monte, a necessidade de energia da mineradora está resolvida até 2015. Ele descartou que a empresa venha a adquirir uma participação maior na hidrelétrica, que sofre fuga de empresas pequenas do consórcio vencedor.

Ferreira aproveitou o evento para fazer uma avaliação do atual cenário para o minério de ferro no mundo. Ele acredita que, no próximo trimestre, os preços ficarão praticamente inalterados e que a demanda da China pelo produto continuará forte, mesmo com as medidas adotadas pelo país asiático para reduzir seu próprio crescimento.

-- Não acredito em desaceleração no mercado. Prevejo um grande segundo semestre para a China, o apetite chinês terá de ser saciado - disse.

O executivo lembrou ainda que as exportações indianas de minério de ferro estão caindo mês a mês, por causa do aumento do consumo doméstico do país, o que é mais um fator positivo para a Vale. Segundo Ferreira, o crescimento econômico de EUA e União Europeia está abaixo do que a empresa previu no começo do ano.

fonte:https://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br/

publicado por adm às 22:42
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Maio 31 2011

O Brasil aposta no potencial dos seus ventos para ampliar o leque de opções e garantir a sustentabilidade no fornecimento de energia e o investimento em energia eólica ganhou força nos últimos dois anos.

Atualmente, a energia eólica no Brasil possui aproximadamente 1,1 GW (gigawatt) de potência instalada, o equivalente a quase uma usina nuclear brasileira (Angra 1 tem 0,65 GW e Angra 2 tem potência de 1,35 GW). O coordenador de Tecnologia e Inovação em Energia do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Eduardo Soriano, lembra que a primeira turbina eólica para geração de energia elétrica conectada à rede foi instalada na Dinamarca em 1976.

“Hoje existem mais de 30 mil turbinas eólicas no mundo. Elas também começaram a crescer em tamanho. Antes elas cabiam numa sala; hoje os postes que seguram as turbinas podem ter até 120 metros de altura”, observa.

Preço da energia eólica

Apesar do crescimento recente, utilizar o potencial dos ventos ainda é novidade no Brasil. O primeiro leilão de comercialização de energia, voltado exclusivamente para fonte eólica, foi realizado em 2009. O resultado foi a contratação de 1,8 Gigawatt (GW), distribuídos em 71 empreendimentos de geração eólica em cinco estados das regiões Nordeste e Sul.

Já no leilão de 2010, foram contratadas mais 70 usinas eólicas, com potência total de 2 GW, também distribuídos em vários estados.

Um dos motivos que estão estimulam o investimento em energia eólica no Brasil é o preço competitivo no mercado em relação às outras energias. Segundo Eduardo Soriano, as primeiras instalações tinham preços cerca de duas a três vezes maiores na comparação com o custo atual.

“Nos últimos anos, houve leilões específicos para energia eólica. Os primeiros preços beiravam R$ 300,00/megawatts hora. No leilão de 2009 foi em torno R$ 148,00 e no leilão 2010 foi de R$ 130,00. Então se pode ver que houve uma redução de preços da energia eólica no Brasil e ela está entrando de uma forma muito competitiva”, informa o especialista.

Outro ponto favorável à energia eólica é a necessidade de compor matrizes energéticas mais limpas, renováveis e menos poluentes. O Brasil já é um dos países que têm mais energias renováveis na sua matriz energética: em torno de 45% da energia produzida no Brasil vem de fonte renovável, sendo 90% na geração de energia elétrica.

A energia eólica contribui para a manutenção dos altos índices de energias renováveis da matriz energética brasileira, mas na avaliação de Soriano, ela não pode ser encarada com uma solução definitiva e o Brasil não pode desprezar outras opções. Ele alerta que é fundamental para um país não depender de uma só fonte de energia.

“[É necessário] diversificar as fontes. Vamos supor que o vento pare. Não vai ter energia?”, indaga. “Então é preciso ter uma diversificação, um pouco de energia eólica, hidráulica, termonuclear, termelétrica, carvão e óleo. É preciso ter as várias fontes funcionando em conjunto para que se possa ter uma segurança energética”, sustenta.

Por conta da instabilidade dos ventos, a energia eólica compõe o sistema brasileiro de distribuição de energia e não chega a atender uma cidade específica. É conectada às várias linhas de distribuição de energia espalhadas pelas diversas regiões brasileiras.

Além da região Nordeste, os ventos do Sul do país e também do Rio de Janeiro concentram os ventos com potencial para a geração de energia, especialmente, na faixa do litoral. Ao contrário de locais como a Dinamarca, que possui usinas eólicas no mar, no Brasil elas estão instaladas em terra.

Investimento e pesquisa

O investimento governamental também incentiva o crescimento do setor. As primeiras instalações surgiram a partir de um programa do Ministério de Minas e Energia, o Proinfa (Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica), que subsidiou a energia eólica no Brasil, além de outras alternativas como a geração a partir da bioenergia e a energia hidráulica de pequeno porte.

Desde 2002, o MCT investe recursos em pesquisa, principalmente na produção de peças, parques e sistemas para geradores eólicos, tais como: conversores, elementos mecânicos de torres, sistemas de controle, aerogeradores de pequeno porte, pás etc.

Em 2009 e 2010, o ministério implementou editais de subvenção econômica com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), direcionado para empresas, nos quais foram aprovados 14 projetos envolvendo recursos da ordem de R$ 25 milhões (incluindo as contrapartidas empresariais).

Tais investimentos, aliados aos incentivos governamentais para a implantação da energia eólica na matriz energética, têm alavancado no Brasil o mercado de peças e partes, o que está contribuindo com o aumento dos índices de nacionalização dos aerogeradores que estão sendo produzidos no país por diversas empresas. Alguns itens como pás, estão sendo exportados para diversos países do mundo.

Profissionais na área de energia

Agora o grande desafio a ser superado é a falta de mão-de-obra especializada e de laboratórios capacitados. Para isso, o MCT deve lançar, ainda neste ano, um edital, no valor em torno de R$ 15 milhões, para formar recursos humanos de alto nível (pós-graduação, mestrado e doutorado) e criar laboratórios nos diversos estados, com prioridade para os locais com projetos em energia eólica.

A carência de profissionais na área de energia é uma situação preocupante na avaliação de Eduardo Soriano. De acordo com ele, está faltando engenheiros e técnicos no mundo inteiro na área de projetos, de implantação e de operação de energia eólica. O que representa uma deficiência que precisa ser suprida para dar suporte a esse crescimento da energia eólica.

“Para ser competitivo, não basta ter só ventos, equipamentos e uma política de implantação de energia eólica. Precisamos ter também recursos humanos e laboratórios pra dar suporte a esse crescimento da energia eólica no Brasil”, reforça Soriano.

fonte:http://www.institutocarbonobrasil.org.br/

publicado por adm às 22:40

Maio 30 2011

A Sinovel Wind Group Co., maior fabricante de gerador de energia eólica da China, apresentou sua turbina eólica de 6 megawatts desenvolvida independentemente pelo país, que pode ser utilizada em usinas em terra, em alto-mar e em zonas entre marés, anunciou nesta segunda-feira Tao Gang, vice-presidente da companhia.

É a primeira deste tipo produzida no país. Até a China concluir a produção de sua turbina, a Alemanha era o único país que havia desenvolvido independentemente a turbina, a maior do mundo em termos de capacidade, e também é o único país que realizou o teste do modelo em ambiente natural.

Com lâminas de 128 metros de diâmetro, o modelo tem uma maior capacidade de captura do vento e é mais eficaz na utilização de recursos eólicos que outras turbinas, declarou Tao.

Ele disse que a produção local da turbina acelerará o desenvolvimento de energia eólica no mar na China.

Considerando a crescente escassez de recursos terrestres e metas de redução de emissões, os países europeus e os Estados Unidos estão promovendo o desenvolvimento da energia eólica no mar.

Ao longo da próxima década, a Grã-Bretanha e a França planejam instalar 7,6 mil turbinas eólicas no mar, cada unidade com uma capacidade de mais de 5 megawatts.

A China também está se dedicando à exploração nesta área. Sua primeira usina eólica no mar de 100 megawatts entrou em operação em Shanghai em agosto de 2010, com 34 turbinas de 3 megawatts instaladas, todas fabricadas pela Sinovel.

No mesmo ano, o país concluiu o concurso público para usinas eólicas no mar totalizando 1 gigawatts em capacidade na Província de Jiangsu, leste do país. A construção das usinas eólicas começará este ano.

A Sinovel pretende desenvolver turbinas de 10 megawatts, revelou Tao.

Até o final de 2010, a capacidade instalada cumulativa nacional de energia eólica somou 44,7 gigawatts, a maior no mundo, representando 23% do total mundial, segundo dados da Comissão de Energia Eólica da China.

fonte:http://portuguese.cri.cn/

publicado por adm às 22:21

Maio 23 2011

Com a entrada em operação da Usina da EDP em Tramandaí, no Rio Grande do Sul, com 70 MW e com 31 aerogeradores Wobben/Enercon, o Brasil atinge a marca de 1.000MW ou seja, 1GW de potência eólica instalada.

A usina de Tramandaí veio somar–se as 18 usinas já construídas pela Wobben/Enercon, totalizando 416 MW, ou seja, mais de 40% da potência de todas usinas eólicas no Brasil.
 
A Wobben  é  a primeira empresa brasileira fabricante de aerogeradores de grande porte, de 800 a 3.000 kW. Realiza o projeto, construção, montagem, operação e manutenção de usinas eólicas.
 
Possui equipes de técnicos brasileiros especialistas em operação, manutenção e assistência técnica em todas as usinas, e conta com 1.400 colaboradores diretos e 4.000 indiretos entre as 3 Fábricas (Sorocaba - SP, Pecém - CE e Parazinho - RN).
 
A Wobben desenvolveu também 1.700 Fornecedores nacionais, atingindo índice de nacionalização acima de 60%, e possue os certificados de Qualidade do Germanischer Lloyd: ISO 9001/2008, ISO 14001/2004  e OSHAS 18001/2007.
fonte:http://www.acritica.net
publicado por adm às 22:12

Maio 12 2011

Junto a aldeia de Barão de São João, no barlavento algarvio, um parque eólico foi pioneiro na estratégia de conciliação entre produção de energia e respeito pela avifauna local. Em plena rota europeia de aves com estatuto protegido, o funcionamento do parque eólico só foi autorizado porque a promotora E.ON se uniu à consultora ambiental Strix para desenvolverem uma aplicação pioneira a nível mundial. A tecnologia, assente em dois radares e na aplicação informática da Strix, permite que os aerogeradores sejam “avisados” da presença de aves, com a consequente paragem das pás.

O parque foi inaugurado no ano passado e, por isso, 2010 tornou-se a “prova-de-fogo” no funcionamento da tecnologia. Os resultados, apresentados recentemente no relatório anual da Strix a que o AmbienteOnline teve acesso, ficaram acima das expectativas iniciais da consultora. Tanto a nível ambiental, como nos impactes na produção eléctrica do parque.

O documento dá conta de que, no período de monitorização de aves migradoras, os aerogeradores pararam em 36 dias (33 por cento do total), o que se traduz em 140 horas de paragem total ou parcial dos aerogeradores, um valor abaixo das 150 horas anuais previstas pela Strix. Em termos de paragens totais, as pás do parque de Barão de São João imobilizaram-se durante 80 horas, distribuídas em 27 dos dias de monitorização.

O director executivo da Strix, Miguel Repas, adianta ainda que não houve mortalidade monitorizada de aves migradoras no parque eólico. O feito representa uma vitória para a empresa, que conseguiu comprovar que a tecnologia pode contribuir na resolução dos conflitos ambientais entre biodiversidade e infra-estruturas de enegia renovável. Mesmo assim, esta vitória não deixa de ter um gosto a “esforço inglório”. «Por vezes, algumas aves que vemos passar por aqui, depois de desligarmos as torres eólicas, acabam por colidir no parque eólico mais próximo», lamenta o responsável.

Isto porque os parques eólicos vizinhos nesta região algarvia, entre Lagos e Sagres, não são obrigados a implementar estas medidas de minimização do impacte ambiental das infra-estruturas, o que acaba por comprometer os esforços do parque de Barão de São João. O próprio Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) está sensibilizado para a importância de um programa regional que possa englobar todos os parques vizinhos sob um mesmo sistema de radares. Segundo a Strix, têm sido promovidos esforços junto dos vários promotores dos parques eólicos da região para que se chegue a um acordo quanto a um programa deste tipo.

 

O olho cego do radar e o discernimento humano

A tecnologia de radares do parque de Barão de São João, instalada a dois quilómetros do parque durante os três meses em que há presença de aves migratórias, é complementada pelo olho humano. Além da aplicação desenvolvida totalmente pela Strix, que permite diagnosticar os alertas do radar e despistar “falsos positivos”, são nove os ornitólogos da Strix em postos de observação que determinam o risco real de uma colisão de aves com as pás do aerogeradores. Desta forma, evitam-se paragens desnecessárias do parque e os consequentes custos para o promotor.

Em paralelo com o sistema de paragem das pás, o parque eólico possui também dispositivos BDF (Bird Deflector Device) nas linhas eléctricas de alta tensão. As estruturas helicoidais instaladas permitem que as linhas eléctricas se tornem mais visíveis para as aves, com uma maior noção do espaço atravessado.

Foto: Nadine Pires/Strix

publicado por adm às 22:24

Maio 07 2011

O Rio Grande do Norte inscreveu 119 projetos eólicos nos leilões A-3 e de reserva do Ministério de Minas e Energia. Juntos, os projetos representam 5.764 mil MW de energia elétrica. A informação foi repassada ontem pelo ex-ministro e atual secretário executivo de Minas e Energia, Márcio Zimmermamn, durante audiência pública, proposta pelo deputado estadual Walter Alves. O número ainda não é definitivo. Os processos ainda passarão pela fase de habilitação. Embora o Ministério não tenha antecipado se o RN se mantém como líder em número de projetos, afirmou que a  quantidade de energia proposta para ser produzida no estado supera a meta nacional, que é de 5 mil MW por ano.     

 

A quantidade de energia proposta para o RN, segundo Jean Paul Prates, ex-secretário estadual de Energia e presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), é um pouco maior que a registrada nos últimos leilões, e mostra que, apesar dos entraves, há mercado. Ele estima que do total de projetos inscritos, 40% sejam aprovados, representando pouco mais de mil MW. A taxa de aprovação é a melhor do País e, se atingida, garantirá a liderança do RN na próxima disputa, agendada para julho deste ano. O novo leilão,  considerado o mais competitivo de todos, marcará uma melhor distribuição dos parques eólicos no Rio Grande do Norte, segundo Prates. E também garantirá cifras robustas em investimentos no estado. Cálculos do secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Benito Gama, apontam que os investimentos poderão chegar a R$12 bilhões.

A audiência também abordou os entraves do setor. Entre eles, a falta de uma rede de transmissão. Para Flávio Azevedo, presidente da Federação das Indústrias do RN (Fiern), a falta de infra-estrutura pode afugentar investidores e estigmatizar o estado. Flávio relembra que os 61 parques aprovados nos últimos leilões ficarão prontos antes da linha de transmissão, que escoará a energia produzida. Além de causar prejuízo aos investidores,  a falta de conexão causaria insegurança nos investidores que desejam se instalar no estado, segundo ele. Segundo Maurício Vieira dos Santos, diretor de desenvolvimento da empresa australiana Pacif Hydro, a falta de infraestrutura pode limitar os investimentos do grupo no RN. “Prospectamos estados que tenham acesso, conexão e vento. Se algum estado não tem conexão, procuramos outro.  Isso é fato”, afirma. 

Flávio Azevedo, da Fiern, prefere não apontar culpados. “O Nordeste não tinha uma boa infraestrutura, porque não tinha demanda, era pouco industrializada e o consumo de energia elétrica, baixo. De repente, isso mudou e nossa rede de distribuição de energia não estava preparada para isso. Não tem nenhum culpado. Mas existe um problema e ele precisa ser priorizado pelo governo federal”, afirmou. Segundo Zimmermamn, a falta de conexão não é ‘privilégio’ do Rio Grande do Norte. “A usina de Jirau ficará pronta antes da linha de transmissão”, exemplificou. Apesar dos percalços, afirmou que os investidores continuarão investindo no RN e que o governo federal tentará antecipar a conclusão do linhão para maio de 2013, informação antecipada pela Tribuna do Norte, em matéria publicada no dia 05 de abril.

Eólica interioriza desenvolvimento

Avaliada como produtiva pelo deputado estadual Walter Alves (PMDB), a audiência pública reuniu governo estadual, federal, investidores e órgãos ambientais. “A discussão mostrou o interesse do governo estadual e federal no sentido de resolver o problema o mais rápido possível”, avaliou. A meta, segundo ele, é transformar o Rio Grande do Norte num pólo produtor e exportador de energia eólica, o que só poderá ser alcançado com mais investimentos em infra-estrutura. A energia eólica, para Walter, é a chance de interiorizar o desenvolvimento econômico, melhorar os indicadores sociais e mudar a realidade dos pequenos municípios potiguares. De acordo com dados da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (Sedec), 13 municípios potiguares já estão recebendo investimentos em energia eólica. João Câmara e Parazinho recebem  50% de todos os investimentos previstos.

Segundo Walter,  o governo tem se mostrado bastante sensível diante dos entraves enfrentados pelos investidores. “A energia eólica pode mudar nossa matriz econômica, baseada no passado, no tripé boi, algodão e minério. Vamos transformar o RN no pólo industrial de energia eólica, mas para isso, é preciso superar alguns entraves, agilizando a concessão do licenciamento ambiental, construindo a linha de transmissão, melhorando as rodovias e ampliando o porto”.

Para discutir a construção do ‘linhão’, que permitirá o escoamento da energia produzida, Walter Alves convidou o ex-ministro e atual secretário executivo de Minas e Energia, Márcio Zimmermamn, que destacou o esforço realizado pelo governo federal para antecipar a conclusão do linhão para maio de 2013. Caso não consiga antecipar a conclusão, a Agência Nacional de Energia Eólica (Aneel), que regulamenta o setor, adiará a operação dos parques eólicos para setembro de 2013, como ficou acordado com o governo federal.  

A audiência também contou com a participação do ministro da previdência Garibaldi Alves, do líder do PMDB na Câmara dos deputados, Henrique Alves, e do deputado federal, Agnelo Alves.

Perspectiva para o setor é de expansão

Apesar dos entraves, a perspectiva para o setor eólico é de crescimento. A participação da energia eólica na matriz energética brasileira pode subir 1.900% nos próximos dez anos, chegando a 20%, em 2020. Atualmente, a eólica corresponde a 1% da matriz, segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABBEólica). Para Zimmermann, do Ministério de Minas e Energia, a meta anunciada pela ABBEólica é ‘razoável’. “Acredito que podemos alcançá-la, considerando a forma como a energia eólica tem se comportado até o momento. Acho que é uma meta razoável”. Segundo ele, um brasileiro consome, em média,  2,3 mil KW/H por ano, o que é considerado baixo, se comparado ao de países desenvolvidos. Um norte-americano, por exemplo, consome aproximadamente  14 mil  KW/H por ano – quase seis vezes mais do que no Brasil. É neste consumo que Zimmermann está de olho. A diferença é que no Brasil boa parte da energia pode ser gerada de forma limpa. “Um país que precisa multiplicar seu  consumo per capita por seis não pode abrir mão das energias renováveis”, diz.

Apesar de crescer 30% ao ano no mundo, a energia eólica ainda dá seus primeiros passos no Brasil. No RN, ela passou por diversas fases e hoje se encontra na fase de relativa decepção, dizJean-Paul Prates. “O setor passou pela fase de ceticismo, pela fase da euforia e passa pela fase de relativa decepção diante dos entraves que o estado enfrenta”, relata. Segundo ele, o estado vive uma ‘curva de conhecimento’. Ninguém imaginava que o País, e principalmente, o RN receberia tantos investimentos. 

Longo prazo

“O Rio Grande do Norte precisa começar a se planejar a longo prazo, visando o futuro”. Essa é a opinião de Maurício Vieira, da Pacific Hydro, uma das empresas que investem no setor eólico. Para ele, os problemas já conhecidos devem ser resolvidos logo. “Todos sabemos do problema do porto, dos acessos, dos licenciamentos. Eles têm que ser resolvidos, mas de forma planejada a longo prazo. Não adianta fazer alguma coisa pontual”, disse. Hoje a Pacific, cuja matriz fica na Austrália, atua em dois projetos eólicos na Paraíba. “Nós participamos dos leilões anteriores aqui no RN, mas não vencemos. Mas temos projetos e vamos continuar tentando atuar no estado.  Prova disso é que dos 40 funcionários da Pacific, 20 estão aqui neste Estado”.

Secretário admite “gargalos” e diz que governo está atento

O secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte (Sedec), Benito Gama, admitiu que ainda há “gargalos” no setor eólico potiguar, mas reafirmou que “eles já são de conhecimento do Governo, que continua tentando resolvê-los”.

“Esses gargalos são o porto de Natal, que precisa ser ampliado para receber equipamentos maiores; rodovias e ferrovias que comportem o transporte de peças; a construção do linhão de transmissão; e ainda o problema  dos licenciamentos ambientais”, disse. Desses, o único que é de competência do Governo Federal é a construção do linhão.

Recentemente a governadora  esteve com o ministro [de Minas e Energia, Edison Lobão] e apresentou uma lista de pedidos. “Ou seja, o Governo está atento”, ressaltou. Benito Gama disse também que a expectativa é de muitos investimentos no setor num curto espaço de tempo. Os negócios do setor, atualmente, giram em torno de R$ 8 bilhões. “Creio que ainda este ano estejamos produzindo cerca de 50% da energia eólica do Brasil. Esse número mostra que somos capazes e que estamos preparados para receber mais investidores”, completou.

fonte:http://tribunadonorte.com.br/

publicado por adm às 17:25
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Maio 06 2011

Construção de 141 novos parques eólicos pode tornar esta fonte limpa responsável por 4,3% da energia gerada no país. Exemplo chinês indica que participação pode ser ainda maior

 

A produção de energia eólica no Brasil dá sinais de que pode finalmente deslanchar. A crise nos mercados desenvolvidos colocou o País na mira dos fabricantes de aerogeradores, e a valorização do real barateou o custo dos investimentos. Mais do que isso, o governo parece comprometido a bancar a expansão desta fonte na matriz energética, o que agrada os ambientalistas.
O Brasil possui 44 parques eólicos em operação, todos construídos com incentivos do Programa de Infraestrutura (Proinfra). Apesar do grande potencial dos ventos que sopram por aqui, os turboélices geram apenas 0,5% da energia produzida no País. A expectativa é de que este cenário mude daqui para frente. Nos últimos dois anos, o governo federal contratou a construção de 141 novos empreendimentos, que serão entregues entre 2012 e 2013.

Ao todo, a capacidade instalada nos moinhos deverá saltar dos atuais 900 megawatts para 5,25 gigawatts. E a participação da energia eólica no sistema elétrico, de 0,5% para 4,3%. Apenas estes projetos vão demandar investimentos da ordem de 16 bilhões de reais, calcula Ricardo Simões, presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica).

Os investimentos colocaram o País na mira das multinacionais do setor. Ao menos sete grandes empresas, entre elas a franco-suíça Alstom e a norte-americana GE, anunciaram investimentos no Brasil. O faturamento dessa indústria, inferior a 700 milhões de reais em 2010, deverá quadruplicar até 2014. “Embora o Proinfra tenha marcado o nascimento da indústria eólica no Brasil, a escala ainda era insuficiente para atrair os fabricantes de aerogeradores. Os leilões de 2009 e 2010, combinados com a estagnação dos mercados tradicionais, deram partida a uma expansão”, diz Simões.

Os investidores apostam que a energia eólica pode ter um papel relevante na expansão da oferta de energia nos próximos anos. De acordo com o Plano Decenal (2010-2019) da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o Brasil deverá aumentar em 63,4 gigawatts a capacidade do Sistema Interligado Nacional (SIN). Deste montante, 14,6 gigas deverão ser produzidos a partir das chamadas fontes alternativas: pequenas hidrelétricas, termelétricas a base de biomassa e usinas eólicas. Com isso, sua participação deverá dobrar, de 7% para 14%.

A previsão é de que os moinhos de vento respondam por algo próximo a 5,3 gigas, mais do que as pequenas hidrelétricas (2,7 gigas) e praticamente o mesmo que as usinas de biomassa (5,4 gigas). Ainda é pouco, se levado em conta que o aumento na capacidade de energia proveniente das termelétricas movidas a óleo, gás natural e carvão, fontes fósseis e poluentes, deverá ultrapassar a marca dos 12,1 gigawatts.

O problema, explicam os especialistas, é que ainda pairam dúvidas sobre a confiabilidade da energia eólica. Os moinhos dependem da intensidade dos ventos e, por isso, estão sujeitos às variações climáticas. Desde 2006, os parques eólicos entregaram apenas 79% da energia com a qual se comprometeram nos leilões, segundo a Aneel. Os melhores resultados foram obtidos em 2007 e 2008, quando alcançaram 93% e 94% da produção esperada. Mas não entregaram mais que 78%, em 2009, e 80% no ano passado.

Maurício Tolmasquim, presidente da EPE, questiona o dado. Segundo ele, a produção média das 26 usinas que operam há ao menos um ano superou o volume previsto nos contratos de licitação. “Além disso, no Brasil, a energia eólica complementa a hidráulica, pois os ventos são mais fortes nos períodos mais secos”, afirma.

Simões acredita que as previsões da EPE serão revistas para cima nos próximos anos. “Em apenas 10 meses, o governo contratou 3,9 gigas de energia eólica, mais de 70% do que é esperado até o fim da década”, justifica. O setor quer que o governo realize um leilão exclusivo de energia eólica de ao menos 2 gigas ao ano até 2020, garantindo às fazendas de vento ao menos 10% de toda a capacidade de geração do País ao fim da década. “É um passo fundamental para que as indústrias que estão vindo para cá se consolidem.”

De acordo com o presidente da Abeeólica, os leilões propostos assegurariam um investimento anual da ordem de 8 bilhões de reais. Tolmasquim não descarta a possibilidade. “Estamos entrando em um círculo virtuoso: quanto mais leilões são realizados, mais escala os fabricantes ganham e mais os preços caem, o que nos possibilita contratar mais energia.”

Outra demanda do setor privado é a criação de um centro de pesquisa e tecnologia, bem como de um campo de testes para aerogeradores. “Embora seja conhecida há muito tempo, a energia eólica ainda é infante. Trata-se de uma indústria que, tudo leva a crer, ainda dará um salto tecnológico nos próximos anos.” Simões afirma que o modelo, tanto do centro de pesquisa quanto do campo de testes, ainda está sendo discutindo dentro do setor, que pretende levar a proposta ao governo nos próximos meses.
De todo modo, os moinhos têm se mostrado competitivos. Os projetos eólicos foram os grandes vencedores do último leilão de fontes alternativas do governo federal. Dos 2,8 gigawatts de capacidade contratada em agosto de 2010, 2 gigas virão das turboélices, ao preço médio de 130,86 reais por megawatt/hora. O preço médio nos contratos arrematados pelas usinas de biomassa foi de 144,20 reais. Tolmasquim lembra ainda que o preço da energia eólica contratada caiu 18% entre os leilões exclusivos de dezembro de 2009 e agosto do ano passado, de 148,53 para 122,69 reais por megawatt/hora.

“Entre os novos mercados para energia eólica, o Brasil é, sem dúvida, o mais promissor”, afirma Steve Sawyer, secretário geral do Global Wind Energy Council (Gwec). Segundo ele, os investimentos no País podem extrapolar a marca dos 20 bilhões de dólares (34 bilhões de reais) até o fim da década. “As empresas do setor olham o Brasil há muito tempo, pois é o lugar lógico. É um país grande e em rápido crescimento, tem uma forte base industrial, enorme potencial eólico e compromisso com a energia limpa.” Sawyer afirma que o governo brasileiro nunca teve uma posição firme em relação à energia eólica, mas observa uma mudança de postura nos últimos dois anos.

Os leilões de energia eólica promovidos pelo governo federal em 2009 e 2010 aconteceram bem no momento em que as grandes fabricantes do setor viram Europa e Estados Unidos, seus mercados tradicionais, se retrair em função da crise financeira. No ano passado, o acréscimo na capacidade de geração dos parques eólicos em todo o mundo foi 7% menor do que o verificado no ano anterior, de acordo com dados da Gwec. No entanto, o ritmo de crescimento atual é dez vezes maior do que o observado ao fim da década de 90. A capacidade total instalada no mundo, que era de 17,4 gigas no ano 2000, alcançou 194,4 gigas em 2010.

A China, geralmente associada à grande queima de combustíveis fósseis, é a principal responsável pela rápida expansão dos parques eólicos nos últimos anos. Responde por um quinto de toda a energia gerada por moinhos de vento no mundo está no gigante asiático, o que coloca os asiáticos no topo da lista dos maiores produtores, à frente dos Estados Unidos e da Alemanha. Só em 2010, os chineses inauguraram 16,5 gigas em capacidade de geração, quase metade de todo o crescimento mundial. É mais do que o Brasil pretende fazer em uma década.

fonte:http://ponto.outraspalavras.net/

publicado por adm às 23:18

Maio 05 2011

A capacidade instalada de energia eólica no mundo aumentou em 23% no primeiro trimestre de 2009, quando comparado com o mesmo período de 2008, refletindo uma desaceleração na expansão desta tecnologia, anunciou a Associação Mundial de Energia Eólica (WWEA, sigla em inglês) durante a 8ª Conferência Mundial da Energia Eólica, realizada na Coreia do Sul. O dado foi baseado nos números disponibilizados por 11 países, que representam 80% do mercado mundial de energia eólica. Segundo a entidade, a redução se deu por questões burocráticas e legais, surgidas em nível local e regional, que emperraram os novos projetos. A WWEA disse ainda que apesar da crise financeira internacional, a disponibilidade de financiamento para o setor não diminuiu. A associação calculou um aumento de 5.374MW na capacidade instalada no mundo, nos primeiros três meses de 2009, o que levou a WWEA a manter a projeção de expansão do mercado em 25% no ano de 2009. Isto é inferior ao crescimento de 2008 comparado com 2007, que tinha sido de 30%.

fonte:http://www.revistasustentabilidade.com.br/

publicado por adm às 22:44

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