Energia Eolica

Agosto 10 2011

Em parceria com a Aeris, empresa de energia eólica ficará instalada no Complexo Industrial de Pecém

Mudando a estratégia anterior para o Ceará, a subsidiária brasileira da grupo indiano Suzlon de Energia Eólica deverá começar a fabricar pás eólicas já em janeiro do próximo ano. Antes, as projeções mais otimistas da empresa eram de operar em março de 2012. O processo foi agilizado pois a Suzlon firmou uma parceria com a fabricante Aeris Energy - que já está construindo uma estrutura no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, com investimento de R$ 50 milhões. "Iniciamos uma série de discussões com a Aeris e chegamos à conclusão de que, se fizéssemos essa parceria com eles na linha de produção, ganharíamos três meses", explica o presidente da Suzlon no Brasil, Arthur Lavieri.

Vantagem logística

No início do ano, a empresa encarou uma indefinição em relação ao local onde se instalaria. "Os terrenos que estávamos analisando não ficavam no Pecém. E o fato de a Aeris estar no Pecém é perfeito. É uma linha de produção com menor custo logístico. E a Aeris trouxe uma série de profissionais de larga experiência em engenharia aerodinâmica", comemora. Segundo ele, apesar do novo cronograma, nada impede que a companhia volte a pensar em uma fábrica própria. Com o tempo, afirma, pode-se reavaliar a possibilidade de erguer o empreendimento ou mesmo ampliar a capacidade da unidade do Pecém, já que a Suzlon possui uma carteira com 600 MW (MegaWatts) de potência. A unidade de produção que operará a partir de janeiro tem capacidade anual de 200 MW.

200 empregos

De acordo com Lavieri, a alteração não interfere na criação de empregos prevista para a fábrica, de 200 vagas. Ele diz, inclusive, que os cearenses representam entre 80 e 80% dos postos ocupados da empresa.

Já o investimento, previamente pensado de R$ 30 milhões, foi reduzido a R$ 10 milhões, pelo fato de já haver uma estrutura existente. Lavieri frisa: "se você somar nosso investimento com o da Aeris, são R$ 60 milhões", o dobro do que se esperava para a fábrica da Suzlon. A empresa será responsável pelos aportes relativos a maquinário, moldes das pás, equipamentos auxiliares, treinamento e suporte técnico, projeto de engenharia e processo de certificação de qualidade. À Aecabe a construção da área industrial, já em andamento e contratação de pessoal das linhas de produção.

DINAMARQUESA
Vestas terá produção de naceles no Ceará

A companhia dinamarquesa Vestas iniciará, até dezembro deste ano, em sua nova unidade a ser encravada no município de Maracanaú, a montagem de naceles, compartimentos instalados no alto da torre de geração de energia eólica e fundamentais no processo por abrigarem todo o mecanismo do gerador. A fábrica terá capacidade de produzir 400 naceles dos modelos V90 e V100, totalizando cerca de 800 MW anuais.

No mesmo local, a Vestas pretende abrir um centro de treinamento de pessoal e de serviços e manutenção. A área também terá um centro de fornecimento de peças, que será responsável pela disponibilização e entrega na região.

Fortalecimento

A área em que ficará localizado o empreendimento tem mais de 10 mil metros quadrados e faz parte do processo de fortalecimento da Vastas no Brasil. Neste ano, a empresa europeia recebeu encomendas de 380 MW no Brasil, totalizando 600 MW em ordens de compra. Até o fim de 2010, instalou 204 MW.

fonte:http://diariodonordeste.globo.com

publicado por adm às 22:01

Agosto 09 2011

Os cardumes de peixe ajudaram uma equipa de engenheiros a maximizar a produção de energia eólica. Este novo tipo de parque eólico contém turbinas numa disposição inovadora que segundo os cientistas, produzirá mais energia por área do que os parques tradicionais.

Os aerogeradores tradicionais quando estão inseridos num parque eólico têm que estar distantes o suficiente das turbinas vizinhas para evitar a turbulência gerada. Esta limitação condiciona a quantidade de energia produzida por área da instalação.

Uma equipa de investigadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) está a testar, no deserto da Califórnia, um novo tipo de parques eólicos que tenta contornar o problema. Os resultados do estudo foram publicados na revista científica Journal of Renewable and Sustainable Energy.

Estes parques em vez das turbinas tradicionais, apresentam turbinas de eixo vertical em contra-rotação, que se assemelham a batedeiras. Apesar de individualmente serem menos eficientes que os aerogeradores tradicionais são capazes de utilizar ventos turbulentos oriundos de diferentes direcções.

Outra grande inovação relativamente aos parques eólicos tradicionais é a forma como estas turbinas estão colocadas no terreno. Estão dispostas em pares, com pouco espaço entre si, de forma a encaminharem o ar para os seus vizinhos.

Para além dos aerogeradores vizinhos beneficiarem, ocorre também um efeito de afunilamento importante. Através dos testes realizados verificou-se que uma turbina que está localizada cinco linhas para o interior ainda gera 95% da energia comparativamente com uma que está na primeira fila.

Esta disposição foi estabelecida tendo por base a dinâmica de fluidos de um cardume de peixe. De acordo com Robert Whittlesey, engenheiro aeronáutico do Caltech, “os peixes tentam alinhar-se para optimizar a sua propulsão, o que pode ser adaptado numa matriz com turbinas para maximizar a extracção de energia.”

John Dabiri, autor do estudo, refere: “A conexão entre os cardumes de peixe e os parques eólicos pode não ser imediata, mas é de facto uma inferência lógica da física de fluxos.”

Um parque eólico com este desenho compacto pode produzir 10 vezes mais energia do que os parques eólicos convencionais. Mas as vantagens não terminam aqui. Estas turbinas são “bastante mais robustas e provavelmente mais baratas. Apesar de existirem alguns problemas por resolver merecem alguma atenção”, comentou Charles Meneveau, da Universidade de Johns Hopkins, investigador que não esteve envolvido no estudo.

A grande questão agora é se o desenho funciona num parque eólico a grande escala. O autor do estudo refere que foram recolhidos “dados do vento numa matriz com 18 turbinas. Os resultados sugerem que as taxas de fluxo de vento necessárias para um melhor desempenho, relativamente às turbinas em hélice foram, na generalidade, atingidas.”

Fonte:http://naturlink.sapo.pt/

publicado por adm às 22:21

Agosto 05 2011

Em 2050, a energia do vento poderá satisfazer metade das necessidades de electricidade da União Europeia (UE), defende hoje um relatório da Associação Europeia de Energia Eólica.

 

Actualmente, as eólicas são responsáveis por 5,3 por cento do consumo de electricidade na UE. Segundo o relatório “Pure Power”, da Associação Europeia de Energia Eólica (EWEA, sigla em inglês), essa percentagem poderá chegar a entre 15,4 e 18,4 por cento em 2020. As estimativas da própria Comissão Europeia para esse ano são ligeiramente mais baixas, ficando-se apenas pelos 14,2 por cento do consumo total.

O ponto onde a EWEA se distancia da posição da UE é o defender que o vento pode vir a representar 28,5 por cento do total em 2030 e 50 por cento em 2050.

Estas metas poderiam levar a UE dos actuais 19 por cento de renováveis para a produção de electricidade para 34 por cento em 2020 e cem por cento em 2050, diz a associação. 

O relatório prevê que Portugal - que no final de 2010 tinha uma capacidade instalada de 3898 megawatts (MW) - possa aumentar a electricidade gerada a partir do vento em 28 por cento do final de 2010 a 2020, chegando a entre sete mil e nove mil MW em 2020.

Ainda assim, a EWEA sublinha que estes números só serão atingidos se os decisores políticos tomem determinadas medidas. Justin Wilkes, da EWEA, considera ser necessária uma legislação europeia para as renováveis no pós-2020. “A Comissão [Europeia] deverá ultimar no final deste ano a estratégia energética até 2050 e essa seria a oportunidade perfeita para definir uma meta clara para as renováveis depois de 2020”, comentou ao site de informação europeia EurActiv.

É preciso, nomeadamente, investir nas infra-estruturas eléctricas “para transportaram grandes quantidades de energia do vento de onde esta é produzida para onde será consumida e criar um mercado de electricidade único na UE”, acrescentou.

fonte:http://economia.publico.pt/

publicado por adm às 21:27

Agosto 05 2011

Um planejamento divulgado recentemente pela Associação Europeia de Energia Eólica aponta que a geração de eletricidade através da força dos ventos nos países da UE deve duplicar na próxima década. O investimento total no setor atingirá 194 bilhões de euros.

De acordo com o documento, a geração de energia eólica nos países da região chegará a 581 bilhões de quilowatts-hora, o equivalente a 15,7% do que é consumido atualmente. A associação prevê ainda que, na próxima década, Irlanda, Dinamarca, Portugal, Espanha e Grécia serão os cinco países a registrar o crescimento mais rápido no setor.

O governo alemão aprovou ontem (3) o plano de estudo energético que marcará o início do abandono, pelo país, da produção de energia nuclear. O plano prioriza o desenvolvimento de energias renováveis como a eólica, a solar e a geotérmica, além do aumento da eficiência do uso energético. O governo alemão investirá no projeto 3,4 bilhões de euros até 2014.

fonte:http://portuguese.cri.cn

publicado por adm às 21:26

Agosto 05 2011

Álvaro Santos Pereira diz que "a lei é sagrada" e por isso o Governo não irá anular as condições garantidas às empresas de produção de energia renovável.

 

O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, garante que o Governo não irá rasgar os contratos existentes para os produtores de energia eólica, tendo afirmado ao "Financial Times" que "a lei é sagrada". 

Álvaro Santos Pereira responde desta forma aos receios manifestados pelo sector com a imposição pela troika de uma reavaliação dos incentivos e subsídios concedidos no sector energético. 

A incerteza sobre o futuro das tarifas aplicáveis à produção a partir de fontes renováveis tem dificultado o acesso ao financiamento por parte de alguns investidores. 

"Estamos a pedir às empresas que trabalhem connosco para que possamos chegar a um acordo sobre como evitar um aumento substancial no preço da electricidade em 2012 e 2013", declarou o ministro da Economia ao "Financial Times".

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

publicado por adm às 21:17

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