Energia Eolica

Novembro 27 2012

O sub-parque eólico de Proença-a-Nova, que tem 15 aerogeradores para produção de electricidade já licenciados, vai ser alargado com a construção de mais oito máquinas, actualmente em fase de consulta pública do Estudo de Impacte Ambiental (EIA).

Os oito aerogeradores, num total de 16 megawatts (MW), serão instalados no concelho de Proença-a-Nova (seis unidades) e no concelho de Oleiros (duas unidades). Cada aerogerador terá dois MW de potência, torres com 78 metros de altura e pás de cerca de 41 metros de comprimento.

A duração das obras – promovidas pela Generventos do Pinhal Interior, Energias Renováveis, empresa do grupo Generg - tem um prazo previsto de seis meses, representando um investimento de 16 milhões de euros.

O resumo não técnico do Estudo de Impacte Ambiental aponta, entre outros aspectos, o facto de os Planos Directores Municipais (PDM) de Proença-a-Nova e de Oleiros (aprovados, respectivamente, em 1994 e 1995) não contemplarem a construção deste tipo de infra-estruturas.

As áreas em causa estão classificadas, segundo o EIA, "na sua quase totalidade em espaço florestal". Apesar disso, o estudo sustenta que, em termos de ordenamento do território, "não se prevê a ocorrência de impactes significativos".

Confrontada com a questão dos PDM, fonte da Generg afirmou que "o único incompatível" é o de Proença-a-Nova e garantiu que o mesmo irá ser alvo de suspensão parcial para permitir a construção do parque eólico.

No entanto, o presidente da Câmara de Proença-a-Nova, João Paulo Catarino, admitiu que não existe qualquer proposta camarária de suspensão parcial do PDM para aquela área. "O PDM de Proença não prevê indústria fora dos perímetros urbanos. Mas há quem entenda que aquela actividade é industrial, há quem entenda que não é".

João Paulo Catarino disse que, no presente caso, a Câmara e a Assembleia Municipal entenderam "por deliberação" que a construção do parque eólico "era de interesse municipal".

Quando estiver concluído, o Parque Eólico do Pinhal Interior representará a instalação na região de 65 aerogeradores para uma potência instalada de 148 MW e um investimento total de 150 milhões de euros.

fonte:http://publico.pt/

publicado por adm às 23:26
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Novembro 25 2012

Um esquema para construir enormes parques eólicos no noroeste ártico da Rússia e vender a eletricidade produzida para a Europa pode dar início à indústria de energia renovável no país. O plano, apelidado de Rustec, levantaria dezenas unidades na região de Murmansk e os ligaria por uma ponte elétrica à rede europeia, passando ou pela Noruega ou pela Finlândia.

O projeto é bancado pela Sociedade Financeira Internacional, braço do Grupo Banco Mundial, que fornece financiamento do setor privado para o desenvolvimento global. Os defensores do plano argumentam que os baixos custos da produção e os ventos excepcionalmente fortes do norte da Rússia podem produzir eletricidade muito mais barata que a da Europa. A União Europeia, mercado alvo do projeto, pretende reduzir a emissão dos gases do efeito estufa em 20% até 2020, além de elevar a 20% a participação das fontes renováveis na matriz energética dos países membros.

O gerente do grupo responsável na Sociedade Financeira Internacional por pensar o desenvolvimento da energia limpa na Rússia, Patrick Willems, disse que se inspirou no Desertec, um plano elaborado na África para instalar painéis solares no deserto do Saara que levem eletricidade ao sul da Europa.

fonter:http://www.diariodarussia.com.br/

publicado por adm às 10:58
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Novembro 05 2012

Considerado um dos Estados com maior potencial para aproveitamento de energia eólica no País, Pernambuco trabalha para aproveitar o que a natureza lhe deu. No complexo portuário e industrial de Suape, no município metropolitano de Cabo de Santo Agostinho, a argentina Impsa investe desde 2007 na maior fábrica de aerogeradores do Brasil. A espanhola Gestamp, do grupo Gonvarri, chegou em 2009 para produzir torres. Juntas, empregam mais de 1,3 mil pessoas.

A LM Wind Power, dinamarquesa, vai instalar fábrica de pás eólicas. O grupo Gonvarri se organiza para lançar a Iraeta, uma fábrica de flanges, anéis que unem os grandes cilindros que formam as torres eólicas. Juntos, os quatro empreendimentos representam investimentos de R$ 350 milhões.

"É só o começo", diz o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Frederico Amâncio, presidente do Porto de Suape. Ele destaca que o potencial eólico do Nordeste é de 144 GW (equivalente a 13 usinas Belo Monte), segundo a Associação Mundial de Energia Eólica.

A geração de energia pelo vento se concentra nos Estados do Rio Grande do Norte, Ceará e Bahia, onde estão instalados cerca de 70% dos parques eólicos do País. A expectativa brasileira é de gerar 10 GW até 2015, e 15 GW em 2020. A geração atual no País é de 2 GW.

Pernambuco está em posição de destaque nesse mercado considerado promissor. Tem um porto estratégico - no complexo industrial de Suape -, e oferece incentivos para se tornar um grande polo de produção de equipamentos eólicos.

Com as novas empresas se fecha a cadeia produtiva das grandes peças - torres, aerogeradores e pás. Pernambuco busca agora atrair o segundo nível da cadeia, o de suprimentos, para reduzir os custos. Para isso, Suape se tornou, há dois meses, o primeiro porto membro da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica).

O secretário acredita na tendência de chegada de empreendimentos eólicos para o Nordeste pela própria dificuldade do setor quanto à mobilidade e logística. A maior produtora de pás eólicas, a Tecsis, exemplifica ele, fica em Sorocaba (SP), a mais de 100 quilômetros do Porto de Santos. "Um megaproblema de mobilidade", define Frederico Amâncio, sobre o transporte das pás, de grandes dimensões, até o porto, para então serem embarcadas para o Nordeste.

O diretor executivo da Impsa, Emilio Guiñazú, diz que a estratégia da empresa em se instalar no litoral pernambucano foi acertada. Com capacidade para construir 400 aerogeradores por ano, a empresa pode chegar a 500/ano. A demanda atual é de 300, 30% acima do ano passado. Do total produzido, 88% se destinam ao mercado nordestino (Bahia, Ceará e Rio Grande do Norte). Os 12% restantes seguem para Argentina e Venezuela.

A empresa enfrenta dificuldades de acesso ao complexo, com constantes engarrafamentos. "Suape cresceu de forma explosiva, abriga mais de 100 indústrias, todas sofrem com a mobilidade", diz Guiñazú, ao destacar também uma pendência em relação aos impostos. "O equipamento eólico é isento de ICMS, mas os seus componentes não, o que vira custo para a empresa."

Apesar dos obstáculos, a Impsa está construindo uma segunda fábrica em Suape para produzir componentes para turbinas eólicas e geradores.

fonte:http://estadao.br.msn.com/

publicado por adm às 23:11
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