Energia Eolica

Setembro 15 2013

O Brasil provavelmente recuará em seus planos de novas usinas nucleares devido a preocupações com segurança após o vazamento de 2011 no Japão, e promoverá por outro lado uma "revolução" na energia eólica, disse o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim.


Tolmasquim disse à Reuters que era "improvável" que o governo mantenha seus planos de construir quatro novas usinas nucleares até 2030 para atender a crescente demanda por eletricidade.

Ele se recusou a informar quantas usinas serão construídas.

Os comentários de Tolmasquim, parte de uma avaliação mais ampla dos planos estratégicos de longo prazo do país para geração de energia elétrica, ressaltaram as dúvidas globais quanto à energia nuclear mais de dois anos depois do terremoto seguido de tsunami que levou a um acidente na usina de Fukushima, no Japão.

"Depois do Japão, as coisas foram colocadas em espera", disse Tolmasquim em entrevista na semana passada. "Não abandonamos (os planos)... mas eles também não foram retomados. Não é uma prioridade para nós neste momento." O Brasil ainda não iniciou o processo das unidades projetadas que estarão finalizadas em 2030. A usina atualmente em construção, Angra 3, está sendo construída com tecnologia alemã da Siemens-KWU.

O Brasil permanece como um local relativamente atrativo para a energia nuclear, disse Tolmasquim, já que é um dos poucos países que possui todos os elementos naturais necessários para sua produção. Além das duas usinas nucleares existentes no Rio de Janeiro, uma terceira está em fase de construção, e deve entrar em operação em 2018.

Depois de um crescimento econômico robusto na última década, o Brasil é o mercado para novas fontes de eletricidade confiáveis, limpas e baratas. A rede de energia do país atualmente se baseia em usinas hidrelétricas para cerca de 75 por cento de sua demanda. Isso tem benefícios ambientais evidentes, mas também deixou o país vulnerável durante eventuais períodos de seca.

Em janeiro, o tempo seco no Nordeste causou temores de escassez de energia, o que abalou os mercados financeiros e causou dor de cabeça para a presidente Dilma Rousseff. A última grande crise havia ocorrido em 2001, quando a escassez de energia derrubou em cerca de 1 ponto percentual o crescimento econômico brasileiro e deixou milhões de pessoas à luz de velas.

Momento de energia eólica

Atualmente, a energia nuclear representa pouco mais de 1 por cento da geração de energia elétrica no Brasil, mesma porcentagem das usinas eólicas. A geração termoelétrica movida a gás natural responde pela maior parte do restante.

Apesar da desaceleração da economia desde 2011, a demanda por eletricidade continuou a crescer enquanto muitos brasileiros migram para a classe média e compram geladeiras, TVs e outros bens de consumo movidos a energia elétrica pela primeira vez. O consumo de eletricidade subiu 3,5 por cento em 2012, comparados ao crescimento de apenas 0,9 por cento da economia como um todo.

Tolmasquim, que foi o principal assessor de Dilma quando ela foi ministra da Energia no início dos anos 2000 e ainda é próximo à presidente, disse ver potencial para a expansão da energia eólica graças ao aumento da competição e aos avanços tecnológicos que reduziram os preços.

A média de preços da energia eólica no Brasil caiu de 148 reais por megawatt-hora no fim de 2009 para 110 reais por megawatt hora este ano.

"Este é o momento da energia eólica", disse. "Houve uma revolução em termos de custos." Diversas empresas internacionais estão investindo em energia eólica no Brasil, incluindo Enel Green Power, General Electric Co., Alstom e Gamesa Corporacion Tecnologica.

O sucesso da energia eólica reduziu a ambição pela expansão da energia solar, ao menos por enquanto, disse Tolmasquim. Ele disse que a eólica é atualmente mais barata que a energia solar no Brasil, apesar ser provável que os avanços tecnológicos mudem isso.

"É uma quesão de tempo", disse Tolmasquim. "A energia solar está vindo, cedo ou tarde." Qualquer coisa que reduza o preço da energia elétrica será bem-vinda. Apesar da abundância de sol e de vento e de outras formas de energia limpa, o Brasil ainda tem um dos preços de energia mais altos do mundo, principalmente por conta dos altos impostos.

 

fonte:http://exame.abril.com.br/m


publicado por adm às 19:27
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Setembro 10 2013

A EDP Renováveis chegou a acordo com a Fiera Axium para a venda de 49% do capital do Parque Éolico Wheat Field, nos EUA.

 

Segundo o comunicado da EDP Renováveis à CMVM, o valor total implícito do activo em questão é de 197 milhões de dólares, sendo que a alienação desta participação faz parte do plano de rotação de activos.

O Parque Éolico Wheat Field tem uma capacidade instalada de 97 MW, tendo sido instalado no primeiro trimestre de 2009. Tem um contrato de venda de energia vigente por 20 anos, segundo informa a eléctrica nacional.

O plano de rotação de activos vai contribuir para a estratégia de autofinanciamento da EDP Renováveis. No âmbito desta acção, a empresa já completou três transacções deste tipo, atingindo os 582 milhões de euros com a venda de posições minoritárias em projectos eólicos.

Na sessão de hoje, as acções da EDP Renováveis subiram 1,88% para 3,954 euros.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

publicado por adm às 22:07

Setembro 07 2013

Até ao final de 2014 já deve estar em funcionamento o parque eólico de Torre de Moncorvo, concelho onde a empresa irlandesa Island, quer instalar uma infraestrutura do género na linha Lousa - Castedo, apanhando ainda uma parte do concelho de Carrazeda de Ansiães. A firma assinou ontem um acordo com o município que receberá como contrapartida 3,75 milhões de euros pela instalação do equipamento no seu território, até ao final de 2014.
O presidente da câmara, Aires Ferreira, explicou que o município até estava disposto a prescindir de parte da verba, mas tal não é possível por imposição da Direção-Geral de Energia. “Desta forma 1,25 milhões vão ser descontados na percentagem (2,5%) da produção de energia durante 10 anos, a que o município tem direito”, explicou o autarca, que há muito aguardava que o parque saísse do papel.
A Island, através de Paulo Amante, um dos diretores, considera “o projecto importante por ser o primeiro em Portugal" e tem esperança que dê bons resultados, mesmo em tempo de crise.
O concurso público para a exploração da energia eólica em Moncorvo foi lançado em 2008, atribuindo uma potência a explorar de 50 MW. Na altura a concessão foi ganha por um consórcio internacional, que pretendia instalar o parque na serra de Reboredo até 2011, mas nunca avançou porque emperrou nas objeções criadas pela empresa MTI que pretendia explorar o minério de ferro na zona do Carvalhal . O município já perdeu 4,5 milhões de euros por causa desse projeto que nunca chegou a avançar. 
 fonte:http://www.mdb.pt/n

publicado por adm às 23:52
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Setembro 07 2013

A EDP Renováveis, líder global no setor de energias renováveis e o terceiro maior produtor mundial de energia eólica, inaugurou um novo parque eólico em Pawlowo, no município de Gołańcz, na Polónia.

Este é o terceiro parque eólico da EDP Renováveis neste mercado, contando já com o parque eólico Margonin, na região de Wielkopolska, bem como com outro parque eólico em Korsze, nas regiões de Warmia e Mazury. 

Equipado com 53 turbinas eólicas, cada uma com uma capacidade de 1,5 MW, o parque tem prevista uma produção anual suficiente para fornecer energia elétrica a cerca de 70 mil a 80 mil clientes domésticos.

A participada da EDP está presente actualmente em 11 mercados internacionais (Bélgica, Brasil, Canadá, Espanha, Estados Unidos, França, Itália, Polónia, Portugal, Reino Unido e Roménia).

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 14:53

Setembro 06 2013
Portugal está a produzir muito mais energia eólica do que há dez anos: mais 23 vezes, em concreto. Desde 2005 o vento ganhou um ritmo galopante na matriz eléctrica portuguesa. Na retrospectiva do Negócios, António Sá da Costa e Henrique Gomes dizem o que pensam desta aposta.

A produção de energia eólica em Portugal tem crescido na última década a um ritmo que nenhuma outra fonte de electricidade conseguiu. Em Junho, a produção anualizada de electricidade a partir do vento atingiu 11,5 terawatts hora (TWh), mais de 22% de toda a energia eléctrica consumida no País. Olhar para trás permite ver que há um antes e um depois de Sócrates no que se refere à exploração do potencial eólico nacional. Entre os apoiantes indefectíveis desta aposta e os seus críticos, há um espaço quase interminável de argumentos.

 

Os números atestam o disparo que a energia eólica teve em Portugal na última década. Em 2003, indicam as estatísticas da Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG), o País produziu 494 gigawatts hora (GWh), o que nesse ano correspondeu a 1% da produção eléctrica nacional. Nesse ano o vento estava longe de ser um aliado de peso na matriz de energias limpas. Com mais de 16.000 GWh (ou 16 TWh), a energia hidroeléctrica era a rainha desse campeonato. E a biomassa contribuía com mais do triplo da eólica.

 

Em 2005, ano da chegada de José Sócrates a primeiro-ministro, acontece o ponto de viragem. Nesse ano a produção eólica atinge 1,77 TWh, quase 4% do consumo eléctrico nacional. E a partir daí o crescimento foi galopante. Em 2008 o vento já representava mais de 10% da produção de electricidade do País. Somente em 2011 a ascensão eólica sofre uma ligeira travagem, para retomar o crescimento pujante em 2012, quando a produção de energia a partir do vento bate a marca dos 10 TWh. No período de 12 meses terminado em Junho de 2013, revela a DGEG, a produção eólica já estava em 11,5 TWh, mais de 23 vezes o registado no longínquo ano de 2003.

 

Foi Sócrates o responsável?

 

Embora os números mostrem que há um antes e um depois de Sócrates na trajectória da indústria eólica em Portugal, a verdade é que o “boom” de 2005 não se explica unicamente pela chegada de José Sócrates à chefia do Governo, apoiado por Manuel Pinho na Economia.

 

Em 2005, concede António Sá da Costa, presidente da Apren – Associação de Energias Renováveis, “houve um salto”. Mas, realça Sá da Costa, o trabalho vem de trás. A construção deste Portugal amigo do vento teve também outros arquitectos. “Era Sócrates ministro do Ambiente, com Braga da Cruz na Economia e o Eduardo Oliveira Fernandes como secretário da Estado da Energia, quando foi publicado o programa E4 e saíram os decretos-lei de 2001 que fixaram as regras e remuneração tarifária”, recorda o presidente da Apren, em declarações ao Negócios.

 

A partir daí cresceu o interesse de diversos investidores privados em construir parques eólicos pelo País fora. O Governo de então, liderado por António Guterres, abriu períodos trimestrais para a apresentação de “Pedidos de informação prévia”, procedimentos que sinalizavam a intenção de avanço com novos projectos. “Na primeira dessas candidaturas, em Janeiro de 2002, houve pedidos que totalizavam 7.000 megawatts (MW)”, aponta Sá da Costa.

 

Sucede que em Abril de 2002 o Governo de Guterres cai, vindo depois dois governos incompletos de Durão Barroso e Santana Lopes. Em 2005 o Partido Socialista regressa ao poder e na agenda de José Sócrates estavam as renováveis. Aproveitando o trabalho feito previamente com o programa E4, o Executivo acelera a partir de 2005 o licenciamento eólico, a que se seguiria um plano de aproveitamento do potencial hidroeléctrico, que levaria a concurso licenças para uma dezena de novas barragens.

 

António Sá da Costa reconhece o relançamento eólico de 2005. “Sócrates e Manuel Pinho aproveitaram a onda”, descreve o presidente da Apren. Mas a onda acabou por se transformar em “tsunami”, agitando, anos mais tarde, o debate público sobre a sustentabilidade dos custos da electricidade em Portugal. Ganhou o País com a “descarbonização” da sua matriz energética? Perderam os consumidores com o agravamento da factura da electricidade?

 

“Houve excessos”

 

O ex-secretário de Estado da Energia, Henrique Gomes, ficou conhecido por ter questionado publicamente o poder da EDP no sector eléctrico nacional. Tomou posições firmes face ao que encontrou no panorama energético, mas acabou por sair a meio da legislatura. Henrique Gomes não contesta o interesse da aposta nas energias limpas. “A aposta nas renováveis e nomeadamente na eólica é correcta”, começa por afirmar. “Temos abrandado progressivamente o peso exagerado dos combustíveis fósseis”, prossegue. “Mas houve excessos”, sentencia.

 

“Na energia eólica avançámos depressa demais. Hoje temos um “mix” energético desequilibrado”, avalia Henrique Gomes, que aponta ao Negócios alguns erros que foram cometidos no passado e que se traduziram hoje em repercussões menos agradáveis na factura dos consumidores de electricidade.

 

Por um lado, nota o antigo governante, “não tivemos o cuidado de ir acompanhando mais prudentemente a curva de experiência dos investimentos”. Que é como quem diz: o País aceitou instalar uma quantidade enorme de potência eólica antes de a tecnologia amadurecer o suficiente para tornar os investimentos mais baratos e a respectiva remuneração baixar. “Estamos a pagar a energia eólica demasiado cara”, considera Henrique Gomes. Por outro lado, houve uma falta de atenção do Estado na gestão do andamento dos projectos, que permitiu que muitos parques eólicos demorassem anos a ser instalados, beneficiando, ainda assim, das tarifas mais elevadas concedidas anos antes.

 

“O que devia ter havido em Portugal era uma correcção relativamente à remuneração, que é, aliás, o que se está a verificar agora por toda a Europa”, sugere Henrique Gomes.

 

No âmbito do combate às rendas da energia o actual Governo procurou diminuir os custos futuros da energia eólica, firmando com os produtores um acordo mediante o qual eles pagarão uma contribuição anual (que será utilizada para diminuir o custo das eólicas para os consumidores), obtendo, em contrapartida, um período adicional de produção com tarifas protegidas (num intervalo de preço mínimo e máximo), além do prazo de 15 anos que cada parque tinha de remuneração garantida.

 

Custos… e proveitos

 

O debate sobre os benefícios e problemas da aposta nas eólicas não é de hoje. E entre quem comenta o tema os argumentos são recorrentes. A favor: as eólicas ajudam a reduzir as importações de combustíveis fósseis utilizados na produção de electricidade (carvão e gás natural), reduzem as emissões de dióxido de carbono do País e criam emprego (na construção dos parques eólicos mas, sobretudo, nas fábricas de componentes entretanto instaladas no País). Contra: as eólicas são intermitentes e não garantem segurança de abastecimento, grande parte dos equipamentos hoje instalados no País já foram importados e não produzidos cá, e, principalmente, são remuneradas com tarifas elevadas, numa factura a pagar pelo consumidor.

 

António Sá da Costa conhece bem os argumentos contra a aposta eólica em Portugal. “Apesar disso, acho positivo para a economia, porque passámos a emitir menos para a atmosfera, diminuímos as importações de combustíveis fósseis e criámos emprego”, comenta o presidente da Apren, num debate que dá pano para mangas.

 

A contabilização dos custos e proveitos das eólicas em Portugal é um exercício difícil. A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) anualmente publica a sua estimativa do sobrecusto ligado à produção do regime especial (PRE), onde se incluem as eólicas. Mas esse sobrecusto é o diferencial face a um preço de referência previsto para a electricidade transaccionada em mercado. Porém, se o preço da electricidade transaccionada em mercado é influenciado pela quantidade de energia que previamente satisfaz a procura (como sucede com a eólica, que tem garantida a injecção na rede), será a estimativa do regulador o indicador mais fiável para o que anda a custar aos portugueses a aposta na energia eólica?

 

Num debate tão polarizado quanto o da aposta nas renováveis, as questões têm sido levantadas pelos defensores e críticos quase ao mesmo ritmo a que a produção eólica vem crescendo na última década. O mais próximo da certeza, nesta história, acabam por ser as estatísticas (e mesmo essas não estão a salvo de reparos): segundo a REN – Redes Energéticas Nacionais, até ao passado dia 2 de Setembro, Portugal teve 60% da sua electricidade gerada a partir de fontes renováveis (sobretudo hídrica e eólica), contra 34% no ano passado. Quase uma década depois, a bandeira de José Sócrates transformou-se numa etiqueta verde: Portugal é hoje um País movido a electricidade amiga do ambiente. A que custo? O debate promete não terminar.

 

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/e

publicado por adm às 23:11

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