Energia Eolica

Janeiro 27 2014

A Indonésia poderá estar interessada na capacidade de Portugal na produção de energia eólica, revelou hoje o ministro indonésio dos Negócios Estrangeiros, em visita a Lisboa para reforçar as relações económicas entre os dois países.

"Estou informado sobre a capacidade de Portugal nas energias renováveis, incluindo a energia produzida pelo vento, algo em que podemos estar interessados", disse Marty Natalegawa, numa conferência de imprensa após um encontro com o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros português, Rui Machete.

As energias renováveis são uma das áreas de oportunidade para as empresas portuguesas na Indonésia, mas Rui Machete apresentou muitas outras, como as tecnologias da informação, os produtos alimentares, os têxteis, o calçado, o imobiliário, o turismo e maquinaria de tecnologia média e mais desenvolvida.

Este encontro foi, segundo o chefe da diplomacia portuguesa, um "passo muito importante no aprofundamento das relações entre Portugal e Indonésia, que são muitíssimo boas".

Se as relações políticas entre os dois países são "excelentes", Rui Machete reconheceu que há ainda "muito caminho a percorrer no âmbito do relacionamento, sobretudo económico e comercial", faltando realizar "um esforço muito grande para explorar as oportunidades que existem".

"O dinamismo das economias emergentes da Ásia-Pacífico tornou aquela região prioritária para as empresas portuguesas e para a diplomacia económica de Portugal", sublinhou, admitindo que os portugueses começaram "relativamente tarde a dar a devida atenção a esta região da Ásia, mas hoje as empresas portuguesas estão plenamente convencidas da sua importância e há que lançar as iniciativas necessárias para esse aproveitamento".

A Indonésia, acrescentou, é o segundo país do G-20 com maior crescimento económico desde 2010, sendo superado apenas pela China.

O ministro revelou ter acordado, com o seu homólogo indonésio, a realização de "pelo menos uma reunião anual" para rever "as atividades em comum ou lançar novas iniciativas".

"Isso não tem sido feito nestes anos, apesar de as relações serem boas e de terem havido visitas de caráter empresarial, designadamente por parte de empresários portugueses à Indonésia. Não houve a cooperação toda que podia ter sido potenciada pelos acordos já estabelecidos", salientou Rui Machete.

O ministro indonésio salientou que as relações entre os dois países têm vindo a intensificar-se nos últimos anos, em particular com a deslocação do Presidente da República, Cavaco Silva, à Indonésia em 2012, naquela que foi a primeira visita de Estado de Portugal àquele país, após o reatar de relações em 1999.

A relação entre os dois países "está a tornar-se cada vez mais substancial na área económica e no investimento", declarou Marty Natalegawa, que referiu que a sua visita a Portugal pretende garantir que esta cooperação "vai manter-se e até ser incentivada" e que "está a ser feito progresso nas diferentes áreas de cooperação, em particular na economia e cultura".

 

fonte:http://dinheirodigital.sapo.pt/

publicado por adm às 22:30

Janeiro 09 2014

Os chineses deram início ao maior impulso que as energias renováveis já receberam em todo o mundo, prometendo - entre outras coisas - dobrar o número de turbinas eólicas no país ao longo dos próximos seis anos.

 

Já ocupando o posto de o maior gerador de energia pelo vento do mundo, a China agora planeja intensificar massivamente esse setor.

 

Com uma capacidade instalada de energia eólica de cerca de 75 gigawatts (GW), o país pretende atingir a marca de 200 GW até 2020.

Os países da União Europeia, em comparação, têm juntos um total de 90 GW de capacidade instalada de energia eólica. Apesar de ser visto como um dos países de maior potencial na geração de energia eólica no mundo, o Brasil possui uma capacidade instalada de energia eólica de apenas 2,2 GW, segundo cálculo do Ministério de Minas e Energia.

Desafios

Novos parques eólicos estão sendo criados em ritmo acelerado na China.

"Há sete anos, conseguíamos produzir uma turbina a cada dois dias. Agora conseguíamos fazer duas em um dia", diz Jiang Bo, engenheiro da empresa Goldwind, que produz turbinas.

No entanto, um dos principais desafios é integrar a cadeia produtiva da energia eólica. As regiões onde há mais vento, como Xinjiang, costumam ser muito distantes das cidades grandes, onde a demanda por energia elétrica é maior.

E o valor da construção de campos eólicos costuma exceder a das conexões necessárias para ligar as turbinas na rede de distribuição.

Também há problemas nas linhas de distribuição, pouco acostumadas à intermitência da energia gerada pelo vento.

Mas uma questão ainda mais fundamental recai sobre a contribuição da energia eólica para a insaciável demanda de energia chinesa.

 

Dados recentes, de 2012, indicam que enquanto o carvão gera 75% da eletricidade do país, a eólica produz 2% (no Brasil, essa participação é de 1,7%).

No entanto, em números absolutos, a geração total de energia eólica na China é mais do que o produzido em toda a União Europeia.

"Dois por cento parece pouco, mas quando você considera o total de eletricidade usado no país, você percebe que não é pouco", diz Liming Qiao, diretor para a China do Global Wind Energy Council (GWEC).

"Na verdade, no ano passado, a eólica superou a nuclear e se tornou a terceira matriz energética do país, após as termoelétricas a carvão e as hidrelétricas."

Impacto internacional

A escala do mercado eólico chinês vem ajudando na redução de preços de produção e incentivando a inovação no setor.

Antes, os chineses obtinham licenças para produzir turbinas de países ocidentais. Agora, o boom do setor levou a uma enxurrada de novos – e mais modernos - modelos nacionais.

O desenvolvimento dessa indústria na China também vem puxando os preços para baixo em outros países, segundo Paolo Frankl, da Agência Internacional de Energia.

Ele acredita que os chineses ampliem as exportações no setor para mercados na Ásia, América Latina e África.

Subsídios

O governo chinês vê as energias renováveis como estratégia prioritária, liberando uma série de subsídios.

A altíssima poluição do ar em muitas cidades do país também vem incentivando o uso desse tipo de energia.

Mas ainda precisa ser respondida a questão quanto a se o custo da energia eólica poderá ser reduzido a ponto de ficar abaixo do das termoelétricas a carvão.

Ma Jinru, vice-presidente da Goldwind, acredita que sim.

"No futuro, quando os recursos ficarem ainda mais limitados, os preços subirem mais e a poluição piorar, a sociedade vai cobrar o custo social disso. Então, a longo prazo, o custo da energia eólica vai ficar abaixo do de carvão. O custo da eólica também vai cair por conta da inovação tecnológica, e o setor vai ter um imenso crescimento."

E se algum país pode produzir energia a partir do vendo em níveis industriais e fazer disso algo rentável, esse país e a China.

Uma prévia desse cenário futuro pode ser encontrada em Xinjiang, próxima à antiga rota da seda, onde há florestas de turbinas metálicas brancas – algumas prontas, outras aguardando para receber hélices e muitas mais prestes a sair do papel.

 

fonte:http://www.bbc.co.uk/po

publicado por adm às 19:33
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Janeiro 08 2014
A Rede Elétrica da Espanha (REE), a distribuidora de energia do país, informou que, em 2013, pela primeira vez, a energia eólica foi a fonte energética que mais contribuiu para a geração de eletricidade espanhola.

 

De acordo com o relatório da REE, as fazendas eólicas da Espanha atingiram 21,1% da demanda total de eletricidade do país, um pouco mais do que a energia nuclear, que foi responsável po 21% da demanda, seguida pelo carvão (14,6%), grandes hidrelétricas (14,4%), solar fotovoltaica (3,1%) e solar térmica (1,8%).

 

A Associação Empresarial Eólica (AEE), o órgão nacional de energia eólica, está verificando os dados para confirmar se o país será a primeira nação a atingir essa marca.

 

No total, estima-se que os parques eólicos espanhóis tenham gerado 53.926 gigawatts-hora (GWh) de eletricidade, 12% a mais do que em 2012. Em seis de fevereiro de 2013, a produção eólica instantânea da Espanha chegou ao seu recorde, atingindo a marca de 17.056MW às 15h49.

 

O recorde de geração de eletricidade por hora também foi atingido no mesmo dia, com 16.918 MWh. Os meses de janeiro, fevereiro, março e novembro foram os que registraram a maior contribuição da produção de energia eólica para o sistema.

 

Em 2011, a energia eólica forneceu 17,1% da geração de eletricidade no país, e 18,1% em 2012. A Espanha, que possui vários subsídios para as energias renováveis, é pioneira dentro do setor eólico, figurando como o quarto país do mundo em se tratando de potência eólica instalada.

 

Além disso, uma precipitação maior do que o normal fez com que a energia hidrelétrica fornecesse 32.205 GWh em 2013, 16% a mais de energia do que a sua produção média. Com isso, até o final do último ano as energias renováveis corresponderam a 49,1% do total de capacidade instalada na Espanha, e foram responsáveis por 42,4% da demanda de eletricidade em 2013, 14,2% a mais do que em 2012.

 

Segundo o relatório, o aumento da produção de energia renovável no país e uma queda na demanda de energia na Espanha de 2,3% – levando em conta as temperaturas, a queda é de 2,1% – para 246.166 GWh sugerem que a dependência da energia carbonífera e de gás natural, bem como da energia nuclear, está diminuindo.

 

A produção de energia de usinas a gás em ciclos combinados caiu 34%, a geração de usinas carboníferas caiu 27,3%, e a produção de energia nuclear diminuiu 8,3%.

 

Com tudo isso, a REE acredita que as emissões de gases do efeito estufa (GEEs) do setor de eletricidade da Espanha tenham diminuído 61,4 milhões de toneladas, ou 23,1%, em 2013, principalmente devido ao aumento da geração da energia eólica e hidrelétrica.


fonte:http://jornalggn.com.br/n
publicado por adm às 22:21
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Janeiro 08 2014

Dezembro foi um excelente mês para a energia eólica no Reino Unido, de acordo com a Renewable UK, que coordena as estatísticas da energia eólica e eólicas offshore do país.

Aproveitando uma tendência que é também recorrente em vários dos países que têm reforçado o investimento nestas renováveis, o Reino Unido gerou um total de 2,841,090 megawatts/hora (MWh) por via da energia eólica, cerca de 10% das necessidades de energia do País.

Esta energia seria suficiente para electrificar 5,7 milhões de casas, de acordo com a Renewable UK.

A 21 de Dezembro, um sábado, as eólicas geraram 132,81 2 MWh e forneceram 13% da procura total de electricidade desse dia – o que foi um recorde diário.

Até então, o melhor mês de sempre tinha sido Outubro de 2013, com 1,956,437 MWh, que representou cerca de 8% das necessidades energéticas britânicas desse mês.

fonte:http://greensavers.sapo.pt/2

publicado por adm às 22:20

Janeiro 03 2014

O presidente boliviano Evo Morales inaugurou nesta quinta-feira a primeira usinaeólica do país, construída com um investimento de US$ 7,6 milhões, e expressou confiança na expectativa de que a Bolívia comece a exportar energia a partir de 2015.

 

A usina foi construída pela empresa Hydrochina no município de Pocona, na região central de Cochabamba, e possui duas torres eólicas que vão gerar 3 megawatts para o Sistema Interconectado Nacional (SIN) de energia elétrica, afirmou Morales.

O chefe de estado disse que hoje "é um dia histórico" para a Bolívia pela entrega da obra e destacou que "o sistema eólico é o mais ecológico no mundo todo".

Morales afirmou que o consumo atual do mercado interno gira em torno dos mil megawatts, enquanto a geração é de 1.200.

Segundo o presidente, com os projetos de geração elétrica que serão entregues ou começarão a ser construídos neste ano, é provável que a Bolívia possa exportar energia elétrica a partir de 2015 e não em 2020, como o Governo havia previsto inicialmente.

"Eu dizia (...) que talvez em 2020 exportaríamos energia. Neste ritmo, no próximo ano já vamos exportar energia. Não somente exportamos gás, mas outros produtos", destacou.

O ministro de Hidrocarbonetos e Energia, Juan José Sosa, destacou que esta obra é parte do plano do governo para mudar a matriz energética do país, onde, atualmente, 65% da energia é termoelétrica e 35% é hidrelétrica.

Segundo Sosa, o executivo estabeleceu que, para 2025, 70% da geração de energia deverá ser hidrelétrica ou provir de outras alternativas, como a eólica, e que 30% deverá ser termoelétrica.

Ele também detalhou que, para este ano, está prevista a entrega de cinco projetos energéticos, incluindo a usina eólica inaugurada hoje, com um investimento total de US$ 357 milhões que garantirão a geração de 418 megawatts.

O ministro acrescentou que estão assegurados US$ 814 milhões para financiar três projetos hidrelétricos que permitirão gerar outros 400 megawatts.

Além disso, Sosa anunciou que a estatal Empresa Nacional de Eletricidade realiza medições em outros lugares do país para instalar novos parques eólicos.

Citando dados do censo populacional realizado em 2012, a autoridade destacou que a cobertura elétrica alcança 81% do país e que atualmente há 2,3 milhões de usuários do serviço.

Sosa ainda ressaltou que o investimento para a geração elétrica passou de uma média anual de US$ 26,8 milhões entre 1999 e 2009, quando esse setor era administrado por empresas privadas, a US$ 93 milhões a partir de 2010, ano em que Morales desapropriou quatro geradoras de energia de investidores britânicos, franceses e bolivianos.

fonte:http://exame.abril.com.br/

publicado por adm às 09:28
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