Energia Eolica

Dezembro 08 2010

A EDP Renováveis estima que as alterações regulatórias aprovadas em Espanha tenham um "impacto económico limitado", dada a protecção natural do enquadramento legal, através da definição de preços mínimos de venda e tarifas fixas.

 

Em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, a empresa revela que o governo espanhol aprovou uma nova regulação para as tarifas da produção eléctrica a partir de parques eólicos e centrais solares térmicas. 

As regras, negociadas com o sector privado, incluem um corte de 35% nos subsídios dados à energia eólica nos próximos dois anos, mas o balanço final para a EDP Renováveis poderá ser positivo, uma vez que o Governo vem garantir tarifas a todos os projectos licenciados até final de 2012, dando aos promotores maior previsibilidade de receitas. 

A EDP Renováveis tem em Espanha 34% da sua capacidade instalada globalmente (os Estados Unidos estão à frente, representando 48% da potência total). Por isso, o fim da incerteza tarifária em Espanha é um balão de oxigénio com um peso significativo para a empresa liderada por Ana Maria Fernandes. 

A legislação aprovada sexta-feira pelo Executivo espanhol corta em 35% o subsídio dado às eólicas até 31 de Dezembro de 2012 (após essa data as instalações irão recuperar o valor anterior de subsídios). Mas o efeito deste corte para empresas como a EDP Renováveis, além de temporário, será limitado, já que permanece um sistema misto (que junta o subsídio a um preço negociado livremente em mercado), que garante limites mínimo e máximo do preço a que os parques eólicos podem vender a electricidade. 


O preço mínimo garantido na venda de electricidade à rede é de 75,4 euros por megawatt hora (MWh). Poderá ser tomado como exemplo um parque eólico que vende a sua energia a 76 euros por megawatt hora (MWh), vindo 45 euros da venda numa "pool" em mercado e outros 31 euros por via do subsídio. Mantendo-se os preços de mercado nos 45 euros, e caindo o subsídio para 20 euros por MWh, a tarifa dada aos parques eólicos cairia para 65 euros. Contudo, como se mantém a garantia de 75,4 euros, este parque eólico sofreria apenas uma redução marginal da sua remuneração. A diferença entre o preço resultante da queda do subsídio e a tarifa efectiva será suportado futuramente pelo sistema eléctrico espanhol (pelos consumidores). 

Os promotores eólicos sairão a ganhar porque sabem que a partir de Janeiro de 2013 contarão (para os parques construídos ou licenciados até essa data) com o sistema tarifário já estabelecido em 2007 (pelo Real Decreto 661/2007), sem o corte de 35%. 

O Governo espanhol estima uma poupança de 1.100 milhões de euros nos próximos dois anos. 

“A EDPR estima que as alterações regulatórias aprovadas tenham um impacto económico limitado, dada a protecção natural do enquadramento legal, através da definição de preços mínimos de venda e tarifas fixas”, sublinha a eléctrica em comunicado à Comissão do Mercado de valores Mobiliários (CMVM).

A mesma fonte conclui que, “assim, com a aprovação do RD 1614/2010, a EDPR tem uma maior visibilidade na remuneração a receber ao longo dos 20 anos de vida útil dos activos já instalados e da capacidade inscrita no pré-registro e a instalar até 2012. O novo RD reforça a estabilidade regulatória a longo prazo do sector eólico”.

fonte:

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<p>A EDP Renováveis estima que as alterações regulatórias aprovadas em Espanha tenham um "impacto económico limitado", dada a protecção natural do enquadramento legal, através da definição de preços mínimos de venda e tarifas fixas.</p> <p> </p> <p>Em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, a empresa revela que o governo espanhol aprovou uma nova regulação para as tarifas da produção eléctrica a partir de parques eólicos e centrais solares térmicas. <br /><br />As regras, negociadas com o sector privado, incluem um corte de 35% nos subsídios dados à energia eólica nos próximos dois anos, mas o balanço final para a EDP Renováveis poderá ser positivo, uma vez que o Governo vem garantir tarifas a todos os projectos licenciados até final de 2012, dando aos promotores maior previsibilidade de receitas. <br /><br />A EDP Renováveis tem em Espanha 34% da sua capacidade instalada globalmente (os Estados Unidos estão à frente, representando 48% da potência total). Por isso, o fim da incerteza tarifária em Espanha é um balão de oxigénio com um peso significativo para a empresa liderada por Ana Maria Fernandes. <br /><br />A legislação aprovada sexta-feira pelo Executivo espanhol corta em 35% o subsídio dado às eólicas até 31 de Dezembro de 2012 (após essa data as instalações irão recuperar o valor anterior de subsídios). Mas o efeito deste corte para empresas como a EDP Renováveis, além de temporário, será limitado, já que permanece um sistema misto (que junta o subsídio a um preço negociado livremente em mercado), que garante limites mínimo e máximo do preço a que os parques eólicos podem vender a electricidade. <br /><br /><br />O preço mínimo garantido na venda de electricidade à rede é de 75,4 euros por megawatt hora (MWh). Poderá ser tomado como exemplo um parque eólico que vende a sua energia a 76 euros por megawatt hora (MWh), vindo 45 euros da venda numa "pool" em mercado e outros 31 euros por via do subsídio. Mantendo-se os preços de mercado nos 45 euros, e caindo o subsídio para 20 euros por MWh, a tarifa dada aos parques eólicos cairia para 65 euros. Contudo, como se mantém a garantia de 75,4 euros, este parque eólico sofreria apenas uma redução marginal da sua remuneração. A diferença entre o preço resultante da queda do subsídio e a tarifa efectiva será suportado futuramente pelo sistema eléctrico espanhol (pelos consumidores). <br /><br />Os promotores eólicos sairão a ganhar porque sabem que a partir de Janeiro de 2013 contarão (para os parques construídos ou licenciados até essa data) com o sistema tarifário já estabelecido em 2007 (pelo Real Decreto 661/2007), sem o corte de 35%. <br /><br />O Governo espanhol estima uma poupança de 1.100 milhões de euros nos próximos dois anos. <br /><br />“A EDPR estima que as alterações regulatórias aprovadas tenham um impacto económico limitado, dada a protecção natural do enquadramento legal, através da definição de preços mínimos de venda e tarifas fixas”, sublinha a eléctrica em comunicado à Comissão do Mercado de valores Mobiliários (CMVM).<br /><br />A mesma fonte conclui que, “assim, com a aprovação do RD 1614/2010, a EDPR tem uma maior visibilidade na remuneração a receber ao longo dos 20 anos de vida útil dos activos já instalados e da capacidade inscrita no pré-registro e a instalar até 2012. O novo RD reforça a estabilidade regulatória a longo prazo do sector eólico”.</p> <p>fonte:<a title="Novas regras para o sector de energia eólica espanhola com impacto "limitado" na EDPR" rel="nofollow" href="http://www.destakes.com/redir/c7f9049748c52253df33616d7b9e59b9" target="_blanck">destakes</a> </p>
publicado por adm às 23:01

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