Energia Eolica

Fevereiro 28 2011

Segundo a organização de conservação marinha Oceana é necessário que Portugal e os países mediterrânicos beneficiem da experiência conseguida no resto do continente e que enfrentem novos desafios tecnológicos com o desenvolvimento de plataformas eólicas flutuantes, aplaudindo a proposta dum primeiro protótipo de aerogerador flutuante.

A organização internacional de conservação marinha, Oceana reconhece os passos que se estão a dar tanto nas Canárias, com o lançamento do Atlas Eólico Marinho, como em Portugal, com a proposta de desenvolvimento de um primeiro protótipo de aerogerador flutuante, assim como as diferentes iniciativas que se têm vindo a levar a cabo no norte da Espanha, na Cantábria ou na Catalunha, para o lançamento definitivo da eólica marinha no sul da Europa.

“Necessitamos que Portugal e os países mediterrânicos sigam a rota já traçada pelo norte da Europa, aprendendo com a experiência já conseguida e enfrentando novos desafios com o desenvolvimento de tecnologia flutuante”, manifestou Xavier Pastor, Director Executivo da Oceana na Europa. “Só conseguiremos um verdadeiro avanço se continuarmos a potenciar a investigação, o desenvolvimento tecnológico e a inovação e se os diferentes governos se decidirem a dar um verdadeiro impulso a este sector”.

Durante 2010 foram instalados na Europa novos aerogeradores marinhos, pelo que a potência instalada ascendia, no fim do ano, a 2.946 MW. Esta quantidade de MW encontra-se distribuída por 9 países do norte do continente, com uma clara liderança do Reino Unido.

Não existe ainda nenhum parque eólico offshore no Mediterrâneo. No entanto, a EDP anuncia agora um projecto pioneiro em Portugal com a instalação de um Aerogerador em regimeoffShore associado a um sistema  flutuante WindFloat, ao largo da costa portuguesa. O responsável pela implementação e fornecimento do aerogerador é o fabricante dinamarquês Vestas, que vai fornecer uma turbina eólica de 2 MW. 

WindFloat é uma estrutura flutuante patenteada, com design simples e económico, para suporte de aerogeradores offshore. As funcionalidades inovadoras do WindFloat, que atenua os movimentos induzidos pelas ondas e pelos aerogeradores/vento, permitem implantar aerogeradores offshore em locais antes inacessíveis, onde a água excede os 50 metros de profundidade e os recursos eólicos são superiores. O sistema será testado na Aguçadoura, num parque EDP, ligado à rede, por um período não inferior a 12 meses, com o objectivo de validar o desempenho da integração entre o WindFloat e o aerogerador. Serão ainda realizados estudos de comissionamento/descomissionamento e de operação e manutenção desta estrutura.

A Oceana considera fundamental que os governos entendam o enorme potencial energético que nos oferecem, a longo prazo, os mares e os oceanos e que se encaminhem para um aproveitamento sustentável destes recursos. A enorme dependência das economias das importações de petróleo e gás, a alta volatilidade dos preços deste tipo de energia e a crescente concentração das suas reservas e das suas produções em regiões politicamente instáveis aumentam, de forma alarmante, a incerteza dos mercados. A única via para travar esta tendência é a diversificação no fornecimento de fontes de energia primária e uma maior utilização de energias limpas e renováveis.

De acordo com o porta-voz da Oceana, “necessitamos de reduzir as emissões de CO2 de origem humana provenientes principalmente da queima de combustíveis fósseis, como é o caso do petróleo. Continuar a conceder autorizações de investigação de hidrocarbonetos que terminem em futuras plataformas petrolíferas e que, inevitavelmente, se transformem em mais CO2 na nossa atmosfera e nos nossos oceanos, não é seguir as políticas de mudança climática marcadas pela UE. Se queremos travar esta tendência, devemos continuar a apostar por numa maior proporção das energias renováveis no mix energético global.”

Fonte: www.eu.oceana.org e http://www.edp.pt

publicado por adm às 21:43

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