Energia Eolica

Agosto 25 2011

A Magnesita, fabricante brasileira de materiais refratários para indústrias de aço, cimento, cerâmica, vidreira e outras, vai iniciar estudos para aproveitar o potencial de geração de energia eólica no país. O objetivo é usar a energia só para atender suas necessidades do insumo nas operações em Brumado, na Bahia.

“Por enquanto, é apenas uma ideia”, disse Flávio Rezende Barbosa, diretor financeiro e de relações com investidores nesta manhã durante reunião com analistas de mercado. O encontro é realizado trimestralmente, dias depois de a empresa divulgar seus resultados financeiros.

Rezende informou que nas próximas semanas será contratada uma empresa especializada, já com atuação no negócio de energia eólica na região de Brumado, para fazer um estudo de viabilidade econômica. Esse estudo deverá durar um ano, já com realização de medições dos ventos em duas estações na área da Serra das Éguas, onde está a grande mina da Magnesita.

“Nosso plano, que é ainda muito preliminar, é vir a substituir energia cara que compramos hoje por energia limpa a custo bem mais competitivo. No último leilão do governo, energia eólica foi vendida a R$ 99 o MWhora”, comentou o executivo.

Segundo ele, um projeto com esse tipo de energia, depois de pago o investimento, tem custo de produção final de US$ 25 o MWhora. A energia brasileira está custando na faixa de US$ 100 o MWhora.

Atualmente, a demanda da empresa em Brumado chega a 6 MW de potência. Mas deve crescer com instalação de novos fornos. Um projeto, para ter escala e atender aumentos de consumo da empresa no futuro seria em torno de 50 MW firmes (90 MW de potência instalada, com rendimento de 55%).

A empresa não tem ainda nenhum orçamento de valor de investimento no projeto, pois vai depender do estudo. Atualmente, o custo de instalação, entre a infraestrutura e a compra de turbinas aerogeradoras, está em torno de R$ 3,5 milhões a R$ 4 milhões  por MW no país. “O preços dos equipamentos, todavia, estão caindo drasticamente com a crise na Europa e EUA”, observou o diretor.

Caso se concretize a geração própria de energia a partir dos ventos, a Magnesita avalia fazer a expansão de sua unidade de eletrofusão de sínter (cristal de magnesita), um produto de alto valor agregado. Hoje, tem de importar cerca de 50 mil toneladas por ano, a maioria da China, pois só produz 24 mil toneladas em Brumado. “Assim, ficaremos autossuficiente nessa matéria-prima”, destacou Rezende.

Segundo o executivo, há financiamentos de bancos de fomento, como o Banco do Nordeste (BNB), com custos atrativos e até 20 anos de amortização para projetos de geração de energias renováveis, como eólica.

A Magnesita, que tem como principal controlador a GP Investiments, é a terceira maior empresa no mundo no setor de materiais refratários. No primeiro semestre, a empresa teve receita líquida de R$ 1,15 bilhão, com lucro líquido de R$ 52 milhões e Ebtida de R$ 197 milhões.    

fonte:http://www.valor.com.br/

publicado por adm às 11:27
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