Energia Eolica

Setembro 18 2011

O vento sopra a favor e atrai gigantes do setor de energia eólica para Pernambuco. As duas maiores fabricantes de torres e de aerogeradores do país, equipamentos utilizados neste tipo de indústria, estão instaladas em Suape, no Litoral Sul do estado. Uma veio da Argentina e a outra, da Espanha.

E as gigantes mundiais já estão dobrando a capacidade de produção para atender um mercado em expansão. Na fábrica argentina, 580 funcionários se revezam em três turnos. Até o ano que vem serão mil trabalhadores, e a fabricação vai passar de 300 para 500 aerogeradores – máquinas que transformam vento em energia - por ano.

“Nós temos uma base instalada de mais de mil megawatts e temos a perspectiva de instalar mais 6 mil megawatts nos próximos três anos”, disse o gerente comercial Paulo Ferreira. Só para ilustrar, mil megawatts são suficientes para iluminar uma cidade do porte de Brasília.

O aquecimento do setor abre as portas para profissionais especializados, entre eles, muitos pernambucanos, como o engenheiro Antônio Carlos Lucas. “A tecnologia que nós trabalhamos aqui é uma das mais modernas do mundo. É um sistema de geração de energia bastante moderno e ecologicamente viável”, falou.

A fábrica espanhola produz 450 torres por ano e quer chegar a 700 até 2014. De acordo com o gerente Paulo Coimbra, ainda assim não vai dar para atender a demanda. “O mercado está crescendo mais do que este incremento, e a demanda é muito maior do que a capacidade da indústria brasileira”, comentou.

PREÇO
O que está movendo a ampliação das fábricas e a criação de mais empregos é o preço competitivo da energia eólica. A mais recente façanha do setor transformou o Brasil no país que produz a energia dos ventos mais barata do mundo. O megawatt/hora da energia eólica chegou ao mesmo patamar da energia gerada pelas grandes hidroelétricas: abaixo de R$ 100. 

“Existe uma grande concorrência mundial de fabricantes, de empresas desenvolvedoras, mas mais importante do que isso são as excelentes jazidas de ventos existentes no país, principalmente localizadas na região Nordeste e no Sul do país”, explicou o vice-presidente da Associação Mundial de Energia Eólica, Everaldo Feitosa.

AVANÇO
A velocidade do avanço da tecnologia neste setor é surpreendente. A cada ano, as máquinas ficam mais modernas, mais produtivas e bem maiores. As torres chegam a 120 metros de altura, o equivalente a um prédio de 40 andares.

A energia dos ventos representa menos de 1% da matriz energética brasileira, mas os pesquisadores acreditam que ela tem excelentes condições de expansão. Não falta matéria-prima: as maiores jazidas de ventos do mundo estão no Nordeste.

 “A perspectiva no Brasil é fantástica comparando ao resto do mundo. Nós acreditamos que até o ano 2020 o Brasil estará entre os cino maiores produtores de energia eólica no planeta”, complementou Feitosa.

fonte:http://pe360graus.globo.com

publicado por adm às 19:32

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