Energia Eolica

Janeiro 12 2016

O Ministério de Minas e Energia (MME) divulgou, na última publicação anual, dados sobre a geração de energia eólica no Brasil nos últimos anos (2012/13/14). O país produziu 12,2 terawatt/hora v (TWh) em 2014 e agora ocupa o décimo lugar no Ranking Mundial de Energia e Socioeconomia, ganhando cinco posições e ultrapassando Portugal, Suécia e outras nações que estavam à frente em 2013.

Em eficiência, o Brasil aparece no topo da lista. O fator capacidade foi de 37%, estando uma vez e meia à frente da média mundial. São 16,6 Gigawatts (GW) de energia eólica contratada em leilões, sendo 1,4 GW do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas (Proinfa). Do valor total, 6,9 GW já operam, 3,6 GW estão em construção e 6,2 GW em preparação.

O estado que mais produz energia renovável é o Ceará, com 30,9% da geração brasileira, seguido por Rio Grande do Norte e Bahia, com 30,8% e 15,4%, respectivamente. O fator de capacidade no CE, em 2014, foi de 43,5%.

No mundo, a maior geração eólica é da Dinamarca. São 41,4% em relação à produção total do país. Portugal tem uma proporção de 23,3%, na Irlanda são 20% e na Espanha 19,1%. No restante do planeta, a quantidade é abaixo de dez por cento.

O ranking mostra os 15 primeiros países, numa lista de 142. Trinta e oito indicadores são levados em conta, entre eles as áreas de energia, emissões de CO2, população e economia.

Avanço renovável


De acordo com previsões do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE), o Brasil será capaz de gerar 24 GW em 2024. O Nordeste do país terá 45% de sua capacidade energética gerada pelos ventos, produzindo 21 GW. As energias eólica e solar, juntas, garantem 50% da produção.  A expectativa é que em dez anos a região se torne um exportador elétrico.

fonte:http://www.amda.org.br/?

publicado por adm às 21:02
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Maio 28 2014

Com investimento de R$ 130 milhões a Bahia terá o primeiro complexo híbrido de geração de energia do País. O empreendimento será construído na cidade de Caetité, no sudoeste baiano, e contará com captação eólica com capacidade de 21,6 megawatts (MW) e solar com 4,8 MW.

O complexo será construído pela Renova Energia, que já recebeu a primeira parcela de R$ 6 milhões do financiamento de R$ 108 milhões firmado com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para iniciar a construção da usina, que está prevista para entrar em operação em 2016.

A usina prevê a instalação de cerca de 20 mil placas fotovoltaicas, que serão ligadas a quatro inversores e, em seguida, a uma subestação. A estação também receberá a energia que será produzida pelos parques eólicos.

De acordo com a Renova Energia o objetivo é encontrar uma forma economicamente viável de explorar a energia solar no Brasil. As duas fontes são complementares, a produção de energia eólica é maior no período noturno, quando a geração de energia solar é praticamente nula. A combinação das duas fontes garante o fornecimento contínuo de energia do projeto e reduz o custo da fonte solar, que separadamente ainda é elevado.

fonte:http://atarde.uol.com.br/

publicado por adm às 20:31
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Fevereiro 20 2014

Os dados são do primeiro Boletim das Usinas Eólicas, que passa a ser divulgado mensalmente pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

O número de usinas em funcionamento passou de 76 para 90 no ano passado e, segundo a CCEE, a geração eólica no Brasil em 2013 resultou em fatores de capacidade superiores aos registrados em países como Estados Unidos, Espanha e Alemanha, por exemplo.

Em dezembro de 2013, o fator de capacidade médio das eólicas brasileiras - que mede a eficiência na produção de energia dos parques - foi de 36%, sendo que tal fator variou de um mínimo de 24 por cento em abril a um máximo de 47% em outubro.

O Boletim da CCEE não leva em consideração os cerca de 594 MW de capacidade instalada de usinas que já estavam em condições de entrar em operação comercial no ano passado, mas que dependiam de sistemas de transmissão atrasados para fazê-lo.

fonte:http://www.midianews.com.br/

publicado por adm às 20:01
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Setembro 15 2013

O Brasil provavelmente recuará em seus planos de novas usinas nucleares devido a preocupações com segurança após o vazamento de 2011 no Japão, e promoverá por outro lado uma "revolução" na energia eólica, disse o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim.


Tolmasquim disse à Reuters que era "improvável" que o governo mantenha seus planos de construir quatro novas usinas nucleares até 2030 para atender a crescente demanda por eletricidade.

Ele se recusou a informar quantas usinas serão construídas.

Os comentários de Tolmasquim, parte de uma avaliação mais ampla dos planos estratégicos de longo prazo do país para geração de energia elétrica, ressaltaram as dúvidas globais quanto à energia nuclear mais de dois anos depois do terremoto seguido de tsunami que levou a um acidente na usina de Fukushima, no Japão.

"Depois do Japão, as coisas foram colocadas em espera", disse Tolmasquim em entrevista na semana passada. "Não abandonamos (os planos)... mas eles também não foram retomados. Não é uma prioridade para nós neste momento." O Brasil ainda não iniciou o processo das unidades projetadas que estarão finalizadas em 2030. A usina atualmente em construção, Angra 3, está sendo construída com tecnologia alemã da Siemens-KWU.

O Brasil permanece como um local relativamente atrativo para a energia nuclear, disse Tolmasquim, já que é um dos poucos países que possui todos os elementos naturais necessários para sua produção. Além das duas usinas nucleares existentes no Rio de Janeiro, uma terceira está em fase de construção, e deve entrar em operação em 2018.

Depois de um crescimento econômico robusto na última década, o Brasil é o mercado para novas fontes de eletricidade confiáveis, limpas e baratas. A rede de energia do país atualmente se baseia em usinas hidrelétricas para cerca de 75 por cento de sua demanda. Isso tem benefícios ambientais evidentes, mas também deixou o país vulnerável durante eventuais períodos de seca.

Em janeiro, o tempo seco no Nordeste causou temores de escassez de energia, o que abalou os mercados financeiros e causou dor de cabeça para a presidente Dilma Rousseff. A última grande crise havia ocorrido em 2001, quando a escassez de energia derrubou em cerca de 1 ponto percentual o crescimento econômico brasileiro e deixou milhões de pessoas à luz de velas.

Momento de energia eólica

Atualmente, a energia nuclear representa pouco mais de 1 por cento da geração de energia elétrica no Brasil, mesma porcentagem das usinas eólicas. A geração termoelétrica movida a gás natural responde pela maior parte do restante.

Apesar da desaceleração da economia desde 2011, a demanda por eletricidade continuou a crescer enquanto muitos brasileiros migram para a classe média e compram geladeiras, TVs e outros bens de consumo movidos a energia elétrica pela primeira vez. O consumo de eletricidade subiu 3,5 por cento em 2012, comparados ao crescimento de apenas 0,9 por cento da economia como um todo.

Tolmasquim, que foi o principal assessor de Dilma quando ela foi ministra da Energia no início dos anos 2000 e ainda é próximo à presidente, disse ver potencial para a expansão da energia eólica graças ao aumento da competição e aos avanços tecnológicos que reduziram os preços.

A média de preços da energia eólica no Brasil caiu de 148 reais por megawatt-hora no fim de 2009 para 110 reais por megawatt hora este ano.

"Este é o momento da energia eólica", disse. "Houve uma revolução em termos de custos." Diversas empresas internacionais estão investindo em energia eólica no Brasil, incluindo Enel Green Power, General Electric Co., Alstom e Gamesa Corporacion Tecnologica.

O sucesso da energia eólica reduziu a ambição pela expansão da energia solar, ao menos por enquanto, disse Tolmasquim. Ele disse que a eólica é atualmente mais barata que a energia solar no Brasil, apesar ser provável que os avanços tecnológicos mudem isso.

"É uma quesão de tempo", disse Tolmasquim. "A energia solar está vindo, cedo ou tarde." Qualquer coisa que reduza o preço da energia elétrica será bem-vinda. Apesar da abundância de sol e de vento e de outras formas de energia limpa, o Brasil ainda tem um dos preços de energia mais altos do mundo, principalmente por conta dos altos impostos.

 

fonte:http://exame.abril.com.br/m


publicado por adm às 19:27
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Julho 14 2013

No final de junho, a GE inaugurou Centro de Serviços para energia eólica na cidade de Guanambi (BA). Segundo a empresa, trata-se um investimento estratégico, que visa ampliar a flexibilidade e eficiência no atendimento de clientes de um mercado que deve crescer cerca de 40% entre 2012 e 2016. Os 100 técnicos que atuarão na unidade serão responsáveis por monitorar operações e clima, realizar a manutenção nos parques eólicos e manter um estoque de peças essenciais para o funcionamento das turbinas.

Até o final do ano, deve ser inaugurado um segundo centro de serviços, desta vez no Rio Grande do Norte. Nessas iniciativas, a GE conta com plano de investimento de US$ 1,5 milhão. “A criação dos Centros de Serviços é prioridade em nossa estratégia. Nossa velocidade de resposta multiplica com a criação desses centros, o que reforça nossa parceria com os clientes, que terão novos canais para contato”, informa Jean Claude Robert, líder de energias renováveis da GE Power & Water para a América Latina.

A GE conta atualmente com 450 turbinas eólicas instaladas no Brasil. Até o fim de 2013, deve ultrapassar a marca de mil turbinas instaladas em solo nacional, totalizando 1GW de capacidade instalada. A marca garantirá que a companhia torne-se a principal fornecedora para o país. “A GE quer cada vez mais estreitar a parceria com o Brasil para fornecer tecnologia e os serviços necessários, visando garantir oportunidades significativas no mercado de energia eólica do País”, reforça Robert.

Outra ação da empresa será implementada em parceria com escolas técnicas e tem como objetivo capacitar engenheiros para atuar na área de energia eólica. “Com tecnologias que se desenvolvem constantemente e o crescimento da importância da energia eólica na matriz energética do país, a GE irá gerar oportunidades de aprendizado nos Centros de Serviços, além de doar equipamentos para escolas técnicas” explica Aldo Vacaflores, líder de Serviços da GE Power & Water para o Brasil.


Fonte: Usinagem Brasil

publicado por adm às 12:39
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Julho 08 2013

No final de junho, a GE inaugurou Centro de Serviços para energia eólica na cidade de Guanambi (BA). Segundo a empresa, trata-se um investimento estratégico, que visa ampliar a flexibilidade e eficiência no atendimento de clientes de um mercado que deve crescer cerca de 40% entre 2012 e 2016. Os 100 técnicos que atuarão na unidade serão responsáveis por monitorar operações e clima, realizar a manutenção nos parques eólicos e manter um estoque de peças essenciais para o funcionamento das turbinas.

Até o final do ano, deve ser inaugurado um segundo centro de serviços, desta vez no Rio Grande do Norte. Nessas iniciativas, a GE conta com plano de investimento de US$ 1,5 milhão. “A criação dos Centros de Serviços é prioridade em nossa estratégia. Nossa velocidade de resposta multiplica com a criação desses centros, o que reforça nossa parceria com os clientes, que terão novos canais para contato”, informa Jean Claude Robert, líder de energias renováveis da GE Power & Water para a América Latina.

A GE conta atualmente com 450 turbinas eólicas instaladas no Brasil. Até o fim de 2013, deve ultrapassar a marca de mil turbinas instaladas em solo nacional, totalizando 1GW de capacidade instalada. A marca garantirá que a companhia torne-se a principal fornecedora para o país. “A GE quer cada vez mais estreitar a parceria com o Brasil para fornecer tecnologia e os serviços necessários, visando garantir oportunidades significativas no mercado de energia eólica do País”, reforça Robert.

Outra ação da empresa será implementada em parceria com escolas técnicas e tem como objetivo capacitar engenheiros para atuar na área de energia eólica. “Com tecnologias que se desenvolvem constantemente e o crescimento da importância da energia eólica na matriz energética do país, a GE irá gerar oportunidades de aprendizado nos Centros de Serviços, além de doar equipamentos para escolas técnicas” explica Aldo Vacaflores, líder de Serviços da GE Power & Water para o Brasil.

fonte:http://www.usinagem-brasil.com.br/

publicado por adm às 20:01
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Junho 08 2013

De qualquer lado que se olhe, o setor eólico no Brasil é um dos mais promissores na área energética, segundo analistas e levantamentos recentes.

As condições de clima e relevo e os avanços tecnológicos fizeram com que o Global Wind Energy Council, que agrupa organizações e empresas do setor, elegesse o Brasil como um dos países de maior potencial na geração de energia pelo vento.

A participação do setor na matriz energética brasileira deve obter o maior crescimento entre as diversas fontes de energia, saltando dos atuais 2% para 8% em oito anos, segundo Maurício Tolmasquim, presidente Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Além disso, o uso do vento para gerar energia no país cresceu 73% em 2012, beneficiando 5 milhões de brasileiros por mês.

A discussão sobre as fontes eólicas ganhou ainda mais fôlego no início do ano, quando, diante de baixos níveis de reservatórios nas hidrelétricas, o país passou pelo risco de novos apagões ou racionamento. Para lidar com o problema, o governo usou as termoelétricas em caráter emergencial.

No entanto, esse recurso foi criticado por ser uma fonte de energia fóssil, por isso não renovável, poluente e de geração mais cara. Segundo um levantamento feito pela ONG ambiental Greenpeace na época, cada real gasto para operar as usinas térmicas poderia fornecer cinco vezes mais de energia se ela fosse gerada em campos eólicos.

ENTRAVES

Mas, apesar dos argumentos ambientais e econômicos favoráveis, uma série de entraves continua limitando a expansão da energia eólica e deixa seu aproveitamento no país muito aquém de todo seu potencial.

Mudanças em cima da hora, medidas imediatas apenas para lidar com problemas emergenciais e falta de transparência para as determinações futuras são alguns dos temores dos envolvidos na área de energia renováveis.

"O setor eólico é uma indústria nascente, precisa de fôlego, não pode ser algo que começa e depois é interrompido, pois isso pode ser fulminante", diz Elbia Melo, presidente-executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica).

Para ela, sem sinais claros do governo, o investimento a longo prazo vai arrefecer. "E isso poderia fazer essa indústria morrer antes mesmo de seu nascimento para valer."

Na opinião do professor Ildo Luis Sauer, diretor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP, o potencial competitivo da energia eólica no Brasil é desperdiçado justamente por uma falta de planejamento e coordenação do governo.

"Um mapeamento eólico detalhado, por exemplo, organizaria melhor os investimentos e criaria escala", afirma o engenheiro, que foi diretor do setor de gás e energia da Petrobras entre 2003 e 2007. "Mas o planejamento hoje é volátil e volúvel, além de termos uma estrutura pouco funcional, como órgãos demais atuando sobre o mesmo setor."

Em nota, o Ministério de Minas e Energia afirmou que "o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica tem trabalho na revisão do Atlas Eólico existente".

LINHAS DE TRANSMISSÃO

Para especialistas, energias renováveis recebem menos investimentos em pesquisa do que temas ligados a petróleo.

Depois de ser gerada nos campos eólicos, a energia depende de linhas de transmissão para chegar aos consumidores. O que, na prática, parece lógico, na teoria não é tão claro assim. Atualmente, essas redes não são de responsabilidade das mesmas empresas que mantêm os parques em si. E isso vem gerando uma falta de sincronia nos prazos de entrega.

Um bom exemplo desse cenário ocorre no Nordeste, onde três usinas estão prontas, mas sem gerar energia há quase um ano por falta de linhas.

Essa falta de sincronia na região -- que abriga 60 das 92 usinas eólicas -- provoca um desperdício de energia que, por sua vez, representa um prejuízo para o governo que já ultrapassou os R$ 260 milhões, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Esse é o valor que o governo já pagou às empresas, uma vez que elas entregaram o empreendimento no prazo.

Além disso, de acordo com a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) essa produção desperdiçada seria suficiente para abastecer, por mês, cerca de 3,3 milhões de habitantes.

Questionado, o Ministério de Minas e Energia afirmou que vai implementar alterações nesse modelo no próximo leilão do setor, que está marcado para agosto.

"No intuito de promover a redução de incertezas quanto ao escoamento da geração eólica contratada no Ambiente Regulado, o Leilão de Reserva apresentará consideráveis mudanças na sistemática adotada", afirma a nota do ministério, esclarecendo que o trâmite agora será feito em duas fases, atrelando as concessões à capacidade de distribuição.

PESQUISA E DESENVOLVIMENTO

"Depois da descoberta do pré-sal, o investimento não apenas em eólica, mas em todas as outras energias renováveis diminuiu no país", afirma o professor do departamento de energia da Unesp José Luz Silveira.

"Também não há subsídio do governo, especialmente aos pequenos produtores, como acontece na Europa", acrescenta.

Baitelo, do Greenpeace, concorda que a prioridade é para o petróleo na comparação com qualquer outra área do campo energético.

"Na academia, se vê uma produção maior em temas ligados ao pré-sal do que às energias eólica ou fotovoltaica", afirma, acrescentando que mais investimentos nesse setor poderiam, por exemplo, desenvolver turbinas mais apropriadas para os ventos brasileiros.

CARVÃO

De acordo com especialistas, o governo indicou no início do ano que gostaria de ter mais termoelétricas para complementar sua matriz e garantir o abastecimento.

"Pudemos ver que o lobby do carvão se organizou e nessa ocasião acabou conseguindo o que queria", afirma Baitelo.

"Esse é o momento de equilibrarmos a matriz e darmos mais espaço para as térmicas", disse Tolmasquim, da EPE, ao anunciar no mês passado a contratação de usinas termoelétricas no leilão que contratará a demanda das distribuidoras a partir de 2018.

O anúncio causou euforia no setor das carvoarias. Uma das empresas líderes neste mercado, a Tractebel, do empresário Eike Batista, divulgou que estudaria incluir seus projetos no leilão.

fonte:http://www1.folha.uol.com.br/

publicado por adm às 12:55
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Maio 31 2013

A Enel Green Power (EGP) iniciou a construção de três novos parques eólicos – “Curva dos Ventos”, “Fontes dos Ventos” e “Modelo” – nos estados da Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

O parque eólico Curva dos Ventos está localizado no interior da Bahia, onde a EGP está em processo de conclusão das usinas de Cristal, Primavera e São Judas, seus primeiros parques eólicos no Brasil. A nova usina, que terá uma capacidade instalada superior a 56 MW, aumentará a capacidade total instalada no estado da Bahia para mais de 146 MW, quando adicionada a aproximadamente 90 MW de capacidade das três unidades já em construção na região.

Fontes dos Ventos e Modelo serão os primeiros parques eólicos da EGP, nos estados de Pernambuco e Rio Grande do Norte, e proporcionarão uma capacidade instalada de cerca de 80 MW e 56 MW, respectivamente.

Os três projetos de energia eólica exigirão um investimento total de €330 milhões e oferecerão energia tanto para o mercado regulamentado quanto para o mercado livre, sob um contrato de compra de energia de longo prazo (PPA, em inglês), que a EGP venceu no leilão público “Nova Energia Brasileira”, em 2011.

Os novos parques eólicos estão localizados em áreas caracterizadas por altas fontes de ventos e um fator de carga de cerca de 45%, entre os mais altos do mundo. Quando entrarem em funcionamento, eles serão capazes de gerar até mais de 770 milhões de kWh por ano, evitando cerca de 350 toneladas de emissões de CO durante o período.

O Brasil está entre os líderes mundiais na geração de energia renovável graças à sua capacidade instalada de aproximadamente 98 mil MW, correspondendo a aproximadamente 85% da capacidade instalada total do país.

Em 2014, a capacidade total instalada de energia eólica da EGP somará aproximadamente 283 MW, além dos 93 MW em energia hidrelétrica, que ela já opera no país.

Fonte: Enel Green Power (EGP)

publicado por adm às 23:30
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Maio 20 2013

Torres aerogeradoras dos parques eólicos nas localidades do Bolaxa e Stella Maris já são visíveis para quem passa pela praia ou mesmo por alguns pontos da ERS 734, próximo ao Cassino. Segundo o secretário de Município de Coordenação e Planejamento, Neuto Jordano dos Santos Marques, esses dois empreendimentos, assim como o complexo eólico do Senandes, foram contemplados no leilão da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) de agosto de 2011, com previsão de entrega da energia para 2014. Além desses três empreendimentos que já estão em fase de construção, outras oito unidades estão licenciadas, em Rio Grande, para participar do próximo leilão, que ocorrerá no próximo mês de agosto.

 

Vantagens da energia eólica

"A grande vantagem da energia eólica é que se trata de uma energia totalmente limpa e renovável, que gera muito pouco ou quase nada de carbono para atmosfera. Ainda por cima, o custo é igual ou menor do que o de outros tipos de energia", explicou o secretário. Segundo ele, além de empreendimentos eólicos estarem se ampliando, no Brasil e no Mundo, as tecnologias utilizadas nos parques estão cada vez mais avançadas, assim, consegue-se aproveitar ao máximo o potencial da energia dos ventos. Tudo isso, segundo ele, torna os empreendimentos cada vez mais acessíveis.

Jordano salientou ainda que Rio Grande está situada em uma posição estratégica no mapa, possuindo grande potencial eólico. "A nossa região tem um dos maiores potenciais eólicos do Brasil e do Mundo, com ventos constantes e pesados (úmidos)", explicou. Uma alternativa muito interessante, segundo ele, será ampliar a capacidade de Rio Grande para parques eólicos offshore (dentro d'água), nas lagoas e no mar.

Por todos esses motivos, o secretário afirmou que a Prefeitura está dialogando com outras prefeituras da região, empreendedores, proprietários de terras e ambientalistas para viabilizar um Arranjo Produtivo Local (APL) de Energia Eólica. Outra estratégia, citada por Jordano, é a participação do Município em congressos e eventos do ramo mundo afora, visando sempre chamar a atenção para o potencial da região. 

 

Impactos sociais

Mesmo com todas essas vantagens, construções desse porte geram impactos sociais. Segundo Jordano, para transportar um aerogerador, são necessárias, pelo menos, 20 carretas. As peças (gigantescas) chegam de diferentes partes do Brasil e do Mundo, pelo porto, e são transportadas por caminhões até os parques eólicos, onde são montadas e instaladas as torres. Os complexos eólicos que estão em construção em Rio Grande somam, juntos, 72 torres, 32 delas nos parques eólicos do Bolaxa e Stella Maris e 40 no complexo do Senandes. Para se ter uma ideia, cada torre tem em média 90 metros de altura.

Para compensar os impactos que o transporte das torres geram à comunidade, o secretário da Fazenda, Everton Porciuncula, informou que a Prefeitura já entrou em um acordo com as empresas responsáveis pelas obras dos empreendimentos. Segundo ele, as empresas arcarão com a ampliação da E.M.E.F. Ana Neri, no bairro Bolaxa, e construirão uma E.M.E.I. (Escola Municipal de Educação Infantil) entre as localidades do Parque Guanabara e Atlântico Sul, no Cassino. Em contrapartida, o Município se comprometeu em pavimentar a rua Ana Pernigotti, que é caminho dos caminhões para os empreendimentos. Ele disse que não existem prazos definidos para essas obras, mas que o projeto de pavimentação da Ana Pernigotti já foi encaminhado para o Legislativo.

Para a instalação dos próximos parques eólicos, Porciuncula adiantou que o Município especificará medidas compensatórias nos contratos. O que não ocorreu com estes primeiros empreendimentos.

 

Empreendimentos

O Complexo Eólico do Senandes, com investimentos de R$ 400 milhões, compreende os projetos Corredor do Senandes II, III e IV e Vento Aragano I. O empreendimento totalizará 108 MW de capacidade instalada. Os parque eólicos do Bolaxa e Estella Maris, com investimentos de R$ 350 milhões, terão capacidade para gerar 64 MW de energia. Calcula-se que os empreendimentos, até a sua conclusão, gerem mais de 1 mil empregos com mão de obra local.

A expectativa é de que no próximo ano, com a conclusão dos complexos, Rio Grande possa gerar até 172 MW de energia eólica. No entanto, Porciuncula explicou que isso não deve gerar nenhum impacto no bolso do consumidor, porque os avanços na produção de energia são proporcionais ao crescimento da demanda. "Uma queda de energia no polo naval, por exemplo, gera prejuízos incalculáveis", exemplificou. No entanto, disse que a qualidade da energia será otimizada.

 

fonte:http://www.jornalagora.com.br/

publicado por adm às 21:17
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Novembro 05 2012

Considerado um dos Estados com maior potencial para aproveitamento de energia eólica no País, Pernambuco trabalha para aproveitar o que a natureza lhe deu. No complexo portuário e industrial de Suape, no município metropolitano de Cabo de Santo Agostinho, a argentina Impsa investe desde 2007 na maior fábrica de aerogeradores do Brasil. A espanhola Gestamp, do grupo Gonvarri, chegou em 2009 para produzir torres. Juntas, empregam mais de 1,3 mil pessoas.

A LM Wind Power, dinamarquesa, vai instalar fábrica de pás eólicas. O grupo Gonvarri se organiza para lançar a Iraeta, uma fábrica de flanges, anéis que unem os grandes cilindros que formam as torres eólicas. Juntos, os quatro empreendimentos representam investimentos de R$ 350 milhões.

"É só o começo", diz o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Frederico Amâncio, presidente do Porto de Suape. Ele destaca que o potencial eólico do Nordeste é de 144 GW (equivalente a 13 usinas Belo Monte), segundo a Associação Mundial de Energia Eólica.

A geração de energia pelo vento se concentra nos Estados do Rio Grande do Norte, Ceará e Bahia, onde estão instalados cerca de 70% dos parques eólicos do País. A expectativa brasileira é de gerar 10 GW até 2015, e 15 GW em 2020. A geração atual no País é de 2 GW.

Pernambuco está em posição de destaque nesse mercado considerado promissor. Tem um porto estratégico - no complexo industrial de Suape -, e oferece incentivos para se tornar um grande polo de produção de equipamentos eólicos.

Com as novas empresas se fecha a cadeia produtiva das grandes peças - torres, aerogeradores e pás. Pernambuco busca agora atrair o segundo nível da cadeia, o de suprimentos, para reduzir os custos. Para isso, Suape se tornou, há dois meses, o primeiro porto membro da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica).

O secretário acredita na tendência de chegada de empreendimentos eólicos para o Nordeste pela própria dificuldade do setor quanto à mobilidade e logística. A maior produtora de pás eólicas, a Tecsis, exemplifica ele, fica em Sorocaba (SP), a mais de 100 quilômetros do Porto de Santos. "Um megaproblema de mobilidade", define Frederico Amâncio, sobre o transporte das pás, de grandes dimensões, até o porto, para então serem embarcadas para o Nordeste.

O diretor executivo da Impsa, Emilio Guiñazú, diz que a estratégia da empresa em se instalar no litoral pernambucano foi acertada. Com capacidade para construir 400 aerogeradores por ano, a empresa pode chegar a 500/ano. A demanda atual é de 300, 30% acima do ano passado. Do total produzido, 88% se destinam ao mercado nordestino (Bahia, Ceará e Rio Grande do Norte). Os 12% restantes seguem para Argentina e Venezuela.

A empresa enfrenta dificuldades de acesso ao complexo, com constantes engarrafamentos. "Suape cresceu de forma explosiva, abriga mais de 100 indústrias, todas sofrem com a mobilidade", diz Guiñazú, ao destacar também uma pendência em relação aos impostos. "O equipamento eólico é isento de ICMS, mas os seus componentes não, o que vira custo para a empresa."

Apesar dos obstáculos, a Impsa está construindo uma segunda fábrica em Suape para produzir componentes para turbinas eólicas e geradores.

fonte:http://estadao.br.msn.com/

publicado por adm às 23:11
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