Energia Eolica

Setembro 06 2013
Portugal está a produzir muito mais energia eólica do que há dez anos: mais 23 vezes, em concreto. Desde 2005 o vento ganhou um ritmo galopante na matriz eléctrica portuguesa. Na retrospectiva do Negócios, António Sá da Costa e Henrique Gomes dizem o que pensam desta aposta.

A produção de energia eólica em Portugal tem crescido na última década a um ritmo que nenhuma outra fonte de electricidade conseguiu. Em Junho, a produção anualizada de electricidade a partir do vento atingiu 11,5 terawatts hora (TWh), mais de 22% de toda a energia eléctrica consumida no País. Olhar para trás permite ver que há um antes e um depois de Sócrates no que se refere à exploração do potencial eólico nacional. Entre os apoiantes indefectíveis desta aposta e os seus críticos, há um espaço quase interminável de argumentos.

 

Os números atestam o disparo que a energia eólica teve em Portugal na última década. Em 2003, indicam as estatísticas da Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG), o País produziu 494 gigawatts hora (GWh), o que nesse ano correspondeu a 1% da produção eléctrica nacional. Nesse ano o vento estava longe de ser um aliado de peso na matriz de energias limpas. Com mais de 16.000 GWh (ou 16 TWh), a energia hidroeléctrica era a rainha desse campeonato. E a biomassa contribuía com mais do triplo da eólica.

 

Em 2005, ano da chegada de José Sócrates a primeiro-ministro, acontece o ponto de viragem. Nesse ano a produção eólica atinge 1,77 TWh, quase 4% do consumo eléctrico nacional. E a partir daí o crescimento foi galopante. Em 2008 o vento já representava mais de 10% da produção de electricidade do País. Somente em 2011 a ascensão eólica sofre uma ligeira travagem, para retomar o crescimento pujante em 2012, quando a produção de energia a partir do vento bate a marca dos 10 TWh. No período de 12 meses terminado em Junho de 2013, revela a DGEG, a produção eólica já estava em 11,5 TWh, mais de 23 vezes o registado no longínquo ano de 2003.

 

Foi Sócrates o responsável?

 

Embora os números mostrem que há um antes e um depois de Sócrates na trajectória da indústria eólica em Portugal, a verdade é que o “boom” de 2005 não se explica unicamente pela chegada de José Sócrates à chefia do Governo, apoiado por Manuel Pinho na Economia.

 

Em 2005, concede António Sá da Costa, presidente da Apren – Associação de Energias Renováveis, “houve um salto”. Mas, realça Sá da Costa, o trabalho vem de trás. A construção deste Portugal amigo do vento teve também outros arquitectos. “Era Sócrates ministro do Ambiente, com Braga da Cruz na Economia e o Eduardo Oliveira Fernandes como secretário da Estado da Energia, quando foi publicado o programa E4 e saíram os decretos-lei de 2001 que fixaram as regras e remuneração tarifária”, recorda o presidente da Apren, em declarações ao Negócios.

 

A partir daí cresceu o interesse de diversos investidores privados em construir parques eólicos pelo País fora. O Governo de então, liderado por António Guterres, abriu períodos trimestrais para a apresentação de “Pedidos de informação prévia”, procedimentos que sinalizavam a intenção de avanço com novos projectos. “Na primeira dessas candidaturas, em Janeiro de 2002, houve pedidos que totalizavam 7.000 megawatts (MW)”, aponta Sá da Costa.

 

Sucede que em Abril de 2002 o Governo de Guterres cai, vindo depois dois governos incompletos de Durão Barroso e Santana Lopes. Em 2005 o Partido Socialista regressa ao poder e na agenda de José Sócrates estavam as renováveis. Aproveitando o trabalho feito previamente com o programa E4, o Executivo acelera a partir de 2005 o licenciamento eólico, a que se seguiria um plano de aproveitamento do potencial hidroeléctrico, que levaria a concurso licenças para uma dezena de novas barragens.

 

António Sá da Costa reconhece o relançamento eólico de 2005. “Sócrates e Manuel Pinho aproveitaram a onda”, descreve o presidente da Apren. Mas a onda acabou por se transformar em “tsunami”, agitando, anos mais tarde, o debate público sobre a sustentabilidade dos custos da electricidade em Portugal. Ganhou o País com a “descarbonização” da sua matriz energética? Perderam os consumidores com o agravamento da factura da electricidade?

 

“Houve excessos”

 

O ex-secretário de Estado da Energia, Henrique Gomes, ficou conhecido por ter questionado publicamente o poder da EDP no sector eléctrico nacional. Tomou posições firmes face ao que encontrou no panorama energético, mas acabou por sair a meio da legislatura. Henrique Gomes não contesta o interesse da aposta nas energias limpas. “A aposta nas renováveis e nomeadamente na eólica é correcta”, começa por afirmar. “Temos abrandado progressivamente o peso exagerado dos combustíveis fósseis”, prossegue. “Mas houve excessos”, sentencia.

 

“Na energia eólica avançámos depressa demais. Hoje temos um “mix” energético desequilibrado”, avalia Henrique Gomes, que aponta ao Negócios alguns erros que foram cometidos no passado e que se traduziram hoje em repercussões menos agradáveis na factura dos consumidores de electricidade.

 

Por um lado, nota o antigo governante, “não tivemos o cuidado de ir acompanhando mais prudentemente a curva de experiência dos investimentos”. Que é como quem diz: o País aceitou instalar uma quantidade enorme de potência eólica antes de a tecnologia amadurecer o suficiente para tornar os investimentos mais baratos e a respectiva remuneração baixar. “Estamos a pagar a energia eólica demasiado cara”, considera Henrique Gomes. Por outro lado, houve uma falta de atenção do Estado na gestão do andamento dos projectos, que permitiu que muitos parques eólicos demorassem anos a ser instalados, beneficiando, ainda assim, das tarifas mais elevadas concedidas anos antes.

 

“O que devia ter havido em Portugal era uma correcção relativamente à remuneração, que é, aliás, o que se está a verificar agora por toda a Europa”, sugere Henrique Gomes.

 

No âmbito do combate às rendas da energia o actual Governo procurou diminuir os custos futuros da energia eólica, firmando com os produtores um acordo mediante o qual eles pagarão uma contribuição anual (que será utilizada para diminuir o custo das eólicas para os consumidores), obtendo, em contrapartida, um período adicional de produção com tarifas protegidas (num intervalo de preço mínimo e máximo), além do prazo de 15 anos que cada parque tinha de remuneração garantida.

 

Custos… e proveitos

 

O debate sobre os benefícios e problemas da aposta nas eólicas não é de hoje. E entre quem comenta o tema os argumentos são recorrentes. A favor: as eólicas ajudam a reduzir as importações de combustíveis fósseis utilizados na produção de electricidade (carvão e gás natural), reduzem as emissões de dióxido de carbono do País e criam emprego (na construção dos parques eólicos mas, sobretudo, nas fábricas de componentes entretanto instaladas no País). Contra: as eólicas são intermitentes e não garantem segurança de abastecimento, grande parte dos equipamentos hoje instalados no País já foram importados e não produzidos cá, e, principalmente, são remuneradas com tarifas elevadas, numa factura a pagar pelo consumidor.

 

António Sá da Costa conhece bem os argumentos contra a aposta eólica em Portugal. “Apesar disso, acho positivo para a economia, porque passámos a emitir menos para a atmosfera, diminuímos as importações de combustíveis fósseis e criámos emprego”, comenta o presidente da Apren, num debate que dá pano para mangas.

 

A contabilização dos custos e proveitos das eólicas em Portugal é um exercício difícil. A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) anualmente publica a sua estimativa do sobrecusto ligado à produção do regime especial (PRE), onde se incluem as eólicas. Mas esse sobrecusto é o diferencial face a um preço de referência previsto para a electricidade transaccionada em mercado. Porém, se o preço da electricidade transaccionada em mercado é influenciado pela quantidade de energia que previamente satisfaz a procura (como sucede com a eólica, que tem garantida a injecção na rede), será a estimativa do regulador o indicador mais fiável para o que anda a custar aos portugueses a aposta na energia eólica?

 

Num debate tão polarizado quanto o da aposta nas renováveis, as questões têm sido levantadas pelos defensores e críticos quase ao mesmo ritmo a que a produção eólica vem crescendo na última década. O mais próximo da certeza, nesta história, acabam por ser as estatísticas (e mesmo essas não estão a salvo de reparos): segundo a REN – Redes Energéticas Nacionais, até ao passado dia 2 de Setembro, Portugal teve 60% da sua electricidade gerada a partir de fontes renováveis (sobretudo hídrica e eólica), contra 34% no ano passado. Quase uma década depois, a bandeira de José Sócrates transformou-se numa etiqueta verde: Portugal é hoje um País movido a electricidade amiga do ambiente. A que custo? O debate promete não terminar.

 

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/e

publicado por adm às 23:11

Julho 23 2013

O presidente do consórcio Eólicas de Portugal (ENEOP), responsável pela instalação de 1.200 Mega Watt (MW) de potência eólica, admitiu hoje que existem condições para atribuição de mais de 500 MW para produção daquela renovável em Portugal.

Segundo Aníbal Fernandes, a análise ao mercado da electricidade em Portugal, numa altura em que o consórcio ENEOP já instalou 1.000 MW da licença de que dispõe, permite concluir que "há espaço" para mais cerca de 500 MW de potência eólica em terra.

Questionado pela Lusa, o responsável admitiu que o consórcio ENEOP estaria disposto a analisar esse cenário, caso venha a ser equacionado pelo Governo. Até porque, além da "necessidade" que identifica, as fábricas daquele cluster eólico instaladas em Portugal, que empregam directamente cerca de 1.850 pessoas, "têm capacidade para dar resposta" a essa eventual procura.

"Estou convencido que os accionistas [da ENEOP] olhariam para isto com muita satisfação", admitiu Aníbal Fernandes, à margem da visita do Comissário Europeu da Energia, Günther Oettinger, às fábricas do consórcio em Viana do Castelo.

Em Abril de 2013, segundo números da Direcção-Geral de Energia e Geologia, estavam licenciados em Portugal 4.460 MW de potência eólica, em 224 parques de várias concessões.

O presidente da ENEOP recorda que, há dois anos, que a atribuição de novos pontos de ligação de potência renovável "está congelada".

No entanto, para que todo o projecto industrial que aquele cluster instalou em Portugal desde 2005 seja sustentável, será necessário garantir a componente da procura interna a partir de 2014, ou seja para 40% da produção actual.

"O facto de não haver uma política clara de continuidade na instalação de energia eólica em Portugal é mais um entrave, como aqueles que já superamos. Não estou a dizer que os postos de trabalho estão em risco, estou a dizer é que não ajuda nada a manter os postos de trabalho", sublinhou.

"O projecto em si poderá estar comprometido. Estamos é determinados a encontrar todas as soluções para, através da exportação, superar esta falha interna", disse ainda Aníbal Fernandes.

Em Portugal, o consórcio ENEOP já investiu 1,3 mil milhões de euros, dos quais 188 milhões em novas unidades industriais, lideradas pela alemã Enercon, um dos gigantes mundiais na produção de aerogeradores.

Aquele consórcio junta ainda empresas como a EDP e a Finerge, tendo criado mais de 5.000 empregos indirectos e um total de 19 fábricas.

Da licença atribuída em 2005, cerca de 1.000 MW já estão ligados à rede eléctrica nacional, em 41 parques eólicos.

Só em Viana do Castelo, representa actualmente cerca de 1.400 postos de trabalho nas cinco fábricas da Enercon.

Por este volume de investimento, o consórcio ENEOP recebe 70 euros por cada Mega Watt hora produzido nos respectivos parques, a mais baixa tarifa da Europa, sublinha Aníbal Fernandes.

Os restantes 200 MW a instalar até final de 2014 em todo o país representam um investimento de 350 milhões de euros, cujo financiamento ainda não está totalmente garantido neste momento.

"Esta é a maneira mais competitiva, tirando as grandes hídricas que estão amortizadas, de fazer energia eléctrica em Portugal. É um projecto sustentável, não há motivo racional nenhum para que não seja apoiado com a abertura de novos concursos de potência", rematou.

fonte:Lusa/SOL

publicado por adm às 23:05

Outubro 23 2012

Dados agora revelados pela World Wind Energy Association indicam que no final do primeiro semestre de 2012 Portugal era o 10º país do mundo com mais capacidade eólica. Uma tabela liderada pela China, logo seguida pelos Estados Unidos.




No final do primeiro semestre deste ano, Portugal era o 10º país do mundo com mais capacidade eólica instalada (4.398 megawatts).

Segundo dados agora revelados pela World Wind Energy Association (WWEA), a China lidera destacadamente o ranking, com os Estados Unidos na segunda posição e a Alemanha no terceiro lugar (ver gráfico).

A capacidade eólica mundial atingiu 254.000 MW até o final de junho de 2012, dos quais 16.546 MW foram adicionados nos primeiros seis meses de 2012. Contudo, este aumento representa 10% a menos do que no mesmo período de 2011 - quando foram instalados 18.405 novos MW a nível mundial.

Portugal já tem eólica offshore 


Portugal passou a integrar o grupo de países que investem na eólica offshore (em mar aberto). O projeto pioneiro da eólica flutuante - inovadora a nível mundial -, instalada pela EDP ao largo da Aguçadoura, na Póvoa de Varzim, já está a injetar energia na rede e, por isso, já conta para as estatísticas mundiais do setor.

"A tecnologia do vento tornou-se um dos pilares do sistema de fornecimento de energia elétrica de muitos países. Este sucesso da energia eólica tornou-se possível por causa da sábias políticas de apoio por parte dos governos, por um lado, e ainda por causa da inovação e redução de custos pela indústria eólica, por outro lado. Hoje, a energia eólica pode competir com qualquer outra fonte de energia, sem causar problemas ambientais. A WWEA apela a todos os governos para não reduzir, mas para fortalecer seus esforços para que mais investimentos em energia eólica pode ser feito", sublinha He Dexin, presidente da WWEA. 



fonte: http://expresso.sapo.pt 

publicado por adm às 22:41

Setembro 04 2012
Seis grandes empresas do Japão planeiam investir até 120 mil milhões de ienes (1217 milhões de euros) num projecto de energia eólica marinha ao longo dos próximos dez anos, informou o diário Nikkei.

A Toshiba, a Hitachi Zosen, a par da JFE Steel, Sumimoto Electric, Toa e Toyo Construction, planeiam construir turbinas de vento em alto mar para produzir até 300 megawatts de electricidade.

A Associação Japonesa de Meteorologia participará no projecto, segundo o jornal Nikkei, ficando responsável pela elaboração dos estudos do vento.

Numa primeira fase, as empresas planeiam construir até 2015 uma instalação-piloto com capacidade para gerar sete megawatts, com a qual esperam analisar variáveis como o vento, corrosão causada pelo sal do mar e a rentabilidade da mesma.

Funcionamento pleno em 2020

O objectivo é que o parque esteja a funcionar em pleno em 2020, depois de as empresas seleccionarem a localização final, estando a ser ponderada a ilha de Kyushu, no Sul do Japão, por ser uma área muito ventosa.

A energia eólica marinha será depois vendida às eléctricas do Japão, afectadas pela crise nuclear de Fukushima, que fez com que estejam apenas activos dois dos 54 reactores nucleares do país. O Japão dependia em 30% da energia nuclear antes do acidente de Fukushima, em 2011, na sequência do tsunami.

O Governo nipónico apoia o projecto de geração de energia eólica marinha, tendo anunciado o objectivo de se produzir desta forma até 8,03 milhões de quilowatts em 2030.

A 1 de Julho, o Japão deu um importante passo no sentido das energias renováveis e da menor dependência do nuclear, com a entrada em vigor de uma lei que premeia a produção de electricidade através de fontes renováveis.

A aprovação desta lei fez aumentar o número de empresas interessadas em desenvolver o negócio das energias renováveis no Japão, onde estão em construção 110 parques fotovoltaicos e 20 eólicos.

fonte:http://economia.publico.pt/N

publicado por adm às 11:07

Agosto 03 2012
Maior turbina eólica do mundo
As turbinas eólicas vêm evoluindo dramaticamente ao longo das últimas décadas, não apenas em tamanho, mas também em aerodinâmica e nas técnicas de fabricação.[Imagem: Siemens]

Aerogerador

Está quase tudo pronto para a montagem da maior turbina eólica do mundo.

Cada uma das pás mede 75 metros de comprimento.

Três delas formarão o rotor de 154 metros de uma usina-protótipo que está sendo construído pela Siemens no campo de Osterild, na Dinamarca.

A área total coberta pelo rotor alcançará 18.600 metros quadrados, equivalente a quase 2,5 campos de futebol - o diâmetro é quase suficiente para acomodar dois jatos Airbus A380 lado a lado.

Peso do ar

Quando em operação, a super turbina eólica, girando a 10 metros por segundo, extrairá energia de 200 toneladas de ar por segundo.

Devido às forças a que a turbina estará sujeita, cada pá teve que ser feita em um molde único - é o maior componente individual de fibra de vidro já produzido.

As pás incorporam avanços no material utilizado, no projeto aerodinâmico e na técnica de fabricação.

Tudo junto representou uma diminuição de 20% no peso, por sua vez reduzindo as exigências sobre as fundações, a torre e a nacele.

Maior turbina eólica do mundo
A área total coberta pelo rotor da maior turbina eólica do mundo alcançará 18.600 metros quadrados, equivalente a quase 2,5 campos de futebol. [Imagem: Siemens]

Evolução eólica

As turbinas eólicas vêm evoluindo dramaticamente ao longo das últimas décadas, não apenas em tamanho, mas também em aerodinâmica, nos materiais utilizados em sua construção e nas técnicas de fabricação.

Há 30 anos, uma turbina eólica típica tinha um rotor de 10 metros (cada pá media 5 metros de comprimento) e eram capazes de gerar 30 kW.

A maior turbina do mundo agora terá um rotor de 154 metros (cada pá com 75 metros de comprimento) e deverá produzir 6 MW, uma capacidade 200 vezes maior

fonte:http://www.inovacaotecnologica.com.br/

publicado por adm às 23:51

Maio 08 2012
A potência eólica instalada em Portugal atingiu em Janeiro deste ano os 4.301 MegaWatts (MW), distribuídos por 218 parques.

A potência eólica instalada em Portugal atingiu em Janeiro deste ano os 4.301 MegaWatts (MW), distribuídos por 218 parques, mas desde 2010 foram licenciados apenas mais 19 MW, segundo dados da Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG).

De acordo com os dados mais recentes da DGEG, a produção eólica contava em Janeiro de 2012 com uma potência instalada de 4.301 MW e licenciada (autorizada mas ainda não ligada à rede) de 4.562MW.

O relatório da DGEG refere que a potência eólica instalada em Portugal no final de 2004 era de 2.221 MW e que entre 2005 e 2010 o licenciamento médio anual rondou os 390 MW.

No final de 2010, o país contava com uma potência eólica instalada de 4.543 MW, distribuída por 208 parques e 2.034 aerogeradores. Em Janeiro de 2012, estavam licenciados 4.562 MW, ou seja, apenas mais cerca de 19 MW do que no final de 2010, ano em que tinham sido licenciados mais 293,6 MW de potência eólica. 

Em todo o ano de 2011, apenas foram licenciados 11,6 MW de potência eólica no país (o equivalente a cerca de cinco aerogeradores).

Actualmente, acrescenta o documento, Portugal conta com 2.250 aerogeradores (4.301 MW) instalados e face ao reduzido licenciamento de novos projectos, tem apenas 261 MW por instalar.

A DGEG acrescenta que em 2011 a produção dos parques com potência instalada estabilizada situou-se nas 2.205 horas equivalentes por MW, o que corresponde a uma quebra de 11 por cento face a 2010 (2.476 horas equivalentes por MW). 

Os distritos com maior potência instalada, em Janeiro de 2012, eram Viseu (883 MW), Castelo Branco (564 MW), Coimbra (510 MW), Vila Real (496 MW), Viana do Castelo (339 MW) e Lisboa (338 MW), representando estes distritos 73 por cento do total instalado. 



O total da potência instalada para a produção de energias renováveis atingiu este ano os 10.344 MW, dos quais 5.280 MW eram assegurados pela produção hídrica. 

Mas em 2012 apenas a produção fotovoltaica sofreu um incremento da potência instalada, que passou de 149,3 para 155,3 MW, estando praticamente concentrada no distrito de Beja.

A DGEG indica ainda que a incorporação de Fontes de Energia de Renováveis (FER) no consumo bruto de energia eléctrica em Portugal chegou aos 43,7 por cento em 2011, considerando apenas o território Continental.
fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/
publicado por adm às 22:45

Março 17 2012

Em outubro deste ano, a Turquia começará as construções do parque eólico Sincik. O local terá onze turbinas grandes, feitas para locais com velocidade média de ventos.

 

O projeto é da Tektuğ Elektrik Group, uma empresa especializada em energia renovável. O parque ficará em uma das montanhas da província turca de Adiyaman, com uma altitude de 1500 metros. A região escolhida para que seja feita a instalação das turbinas tem ventos com uma velocidade média anual de 6,9 m/s. Isso significa que elas vão conseguir gerar um rendimento anual de 60 GWh (gigawatts-hora).

 

O parque faz parte de uma série de projetos relacionados à energia eólica que serão financiados na Turquia ainda em 2012. Os novos projetos serão feitos em parceria com um dos maiores conglomerados industriais na Turquia, a Borusan Holding.

 

Os investimentos em projetos de energia eólica cresceram muito nos últimos anos. Em grande parte, isso se deve ao aumento do "Sistema Nacional de Energia Eólica", um mecanismo político feito para acelerar o investimento em tecnologias verdes de energia eólica para 0.073 dólares por KWh em dezembro de 2010.

 

Em 2008, por exemplo, foi concluído o primeiro projeto da empresa alemã Nordex, fabricante de turbinas, na Turquia. Ele consistia em um parque eólico de 42,5 MW. Depois, a companhia foi abordada para construir mais três parques eólicos e totalizar 125 MW de capacidade instalada. No início deste ano, também foi feito mais um contrato para a construção de um parque eólico de 50 MW na Província Izmir.

 

fonte_http://info.abril.com.br/

publicado por adm às 23:09

Fevereiro 13 2012

O Brasil apresentou a maior taxa de crescimento na produção de energia eólica em 2011 – 63% – de acordo com dados do GWEC (Conselho Global de Energia Eólica), publicados na semana passada. Com este registo, o Brasil entra no top 20 dos maiores produtores de energia eólica do mundo, uma lista que continua a ser liderada pela China, com um total de 62 mil MW em parques eólicos – e um crescimento de 47% em 2011.

De acordo com a GWEC, a produção de energia eólica continua a subir globalmente a um bom ritmo, apesar da crise económica. A grande diferença é que o crescimento, antes puxado pela França, é agora conduzido sobretudo pelos países emergentes da Ásia e América Latina.

Para além da China, o Brasil subiu dos 927 MW para os 1.509 MW em 2011, praticamente metade da energia eólica instalada da América Latina.

Segundo o estudo, o sector da energia eólica instalou 41 mil MW de energia limpa e confiável em 2011, elevando a capacidade total instalada globalmente para os 238 mil MW – um aumento de 21%. A energia eólica representa 6% do mercado global de energia, sendo que há hoje 80 países com instalações de eólicas – e 22% destes já passaram dos 1 GW.

“Apesar do estado actual da economia global, a energia eólica continua a ser a tecnologia de geração de energia renovável mais escolhida”, explicou Steve Sawyer, secretário geral da GWEC. “2011 foi um ano difícil, e 2012 não será diferente, mas as bases do setor permanecerão sólidas em longo prazo. Há dois anos seguidos que a maioria das novas instalações estão a ser feitas fora do OCDE – e os novos mercados na América Latina, África e Ásia estão a impulsionar o crescimento do sector.”

Para além de China e Brasil, destaque ainda para a Índia. No BRIC, as  instalações de 2011 elevaram a capacidade total do país para um pouco mais de 16 mil MW. “A Índia alcançou outro marco acrescentando mais de 3 mil MW de energia eólica instalados em 2011. Este número possivelmente chegará a 5 mil MW por ano até 2015”, disse Sawyer.

No Brasil, este crescimento deve-se, principalmente, ao Proinfa, programa federal de incentivo às fontes renováveis de energia, que se iniciou em 2004 e finalmente cumpriu sua meta de instalação de parques eólicos. No entanto, o grande boom de eólica ainda está por vir; entre 2009 e 2011, o custo da geração eólica no Brasil caiu vertiginosamente – hoje é o mais baixo no mundo – e leilões contrataram mais de 7 mil MW da fonte, o que deve posicionar o país entre os dez maiores geradores até 2015.

Leia o relatório na íntegra (em inglês).

Portugal continua no top 10: é o décimo maior produtor de energia eólica, com 4.083 MW e 1,7% de quota de mercado global.

Veja o ranking (top 10).

China: 62 MW – 26,3%

Estados Unidos: 46 MW – 18,7%

Alemanha: 29 MW – 12,2%

Espanha: 21 MW – 9,1%

Índia: 16 MW – 6,7%

França: 6,8 MW – 2,9%

Itália: 6,7 MW – 2,8%

Reino Unido: 6,5 – 2,7%

Canadá: 5,2 MW – 2,2%

Portugal: 4 MW – 1,7%

Resto do Mundo: 32 MW – 13,6%

fonte:http://www.greensavers.pt/

publicado por adm às 22:25

Janeiro 20 2012

A União Europeia adicionou 866 MW de capacidade eólica em 2011, uma redução de 1,9% em relação a 2010. O desempenho representa uma forte desaceleração do segmento no continente, já que de 2009 para 2010, houve crescimento de 51,1%.

Ao todo foram 235 novos aerogeradores offshore, distribuídos em nove parques eólicos, adicionados à rede de energia. Os novos empreendimentos representam um investimento de aproximadamente € 2,4 bilhões.

Com os novos megawatts, o continente chegou à marca de 3.813 MW gerados a partir de 1.371 turbinas offshore, espalhadas por 53 parques eólicos em 10 países. Outros 2.375 MW de eólicas já estão planejados para a UE e devem aumentar a geração pelos ventos no continente em 62%, chegando a 6.188 MW. O continente pretende chegar no ano de 2020 com 40 GW. Os dados são da  EWEA, a associação de energia eólica europeia. 

Os novos empreendimentos estão basicamente concentrados em águas britânicas (87%). A Siemens instalou 80% da capacidade adicionada em 2011, enquanto a SSE e a RWE Innogy foram os desenvolvedores mais ativos, e a Energia DONG continuou a ser o principal equity player da indústria.

fonte:http://www.energiahoje.com/

publicado por adm às 23:28

Janeiro 05 2012

O Governo vai reavaliar o enquadramento legal da produção de eletricidade em regime especial.

O Governo decidiu hoje congelar a atribuição de novas licenças para a instalação de parques eólicos, uma decisão que decorre da política do Governo de reavaliar o enquadramento legal da produção de eletricidade em regime especial.

O comunicado do Conselho de Ministros refere que "o Governo decidiu suspender, com efeitos imediatos, a atribuição de potências de injecção na Rede Elétrica de Serviço Público", prevendo ainda regulamentar as situações de excepção em "casos de relevante interesse público".

Esta decisão suspende a atribuição de pedidos de informação prévia, a primeira fase do processo para a atribuição de potência para a produção de energia elétrica a partir de energias renováveis ou de resíduos industriais, agrícolas ou urbanos, com exceção da energia hídrica, bem como em instalações de cogeração.

No entanto, fonte do ministério da Economia explicou à Lusa que os processos em curso não serão afectados. "Esta decisão decorre das orientações de política energética previstas no Programa do Governo e que apontam para a necessidade de ponderar e reavaliar o enquadramento legal da produção de eletricidade em regime especial", explica ainda o Governo no comunicado.

O Governo comprometeu-se na segunda revisão do memorando de entendimento com a 'troika' a analisar a eficiência dos regimes de apoio aos produtores de energia em regime especial até ao final do mês de janeiro, um mês após a data definida em setembro na primeira revisão do acordo. Na segunda revisão do memorando de entendimento, os prazos para a análise da eficácia dos regimes de apoio à cogeração e possíveis reduções na tarifa, uma redução implícita da subvenção, também foram prolongados até ao final deste mês, face ao final de 2011, anteriormente previsto.

Agora, no início do ano, o Governo tem ainda que rever o apoio aos produtores em regime especial, que inclui a energia eólica, cogeração, biomassa e microgeração, analisando a eficiência dos subsídios.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

publicado por adm às 23:20

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