Energia Eolica

Maio 06 2012

O ritmo de construção de novos parques eólicos pode cair 80% nos Estados Unidos em 2013. A previsão é da Associação Americana de Energia Eólica (AWEA, na sigla em inglês), que considera o baque que deve atingir o setor a partir de 31 de dezembro deste ano, quando vence o Production Tax Credit (PTC). A lei, que tem como meta o incentivo à geração a partir dos ventos, oferece créditos no imposto de renda nos dez primeiros anos de operação de turbinas de grande escala.

O gerente de programas técnicos da AWEA, John Dulop, afirma que a preocupação em torno da demora do Congresso em aprovar a prorrogação da lei agitou o mercado durante um evento realizado na Alemanha na última semana. Ele lembra que os parlamentares americanos já deixaram o incentivo expirar temporariamente em outras três ocasiões, mas aponta que o impacto desta vez pode ser muito maior.

A associação trabalha com a previsão de que cerca de 10GW em parques eólicos entrarão em operação nos EUA em 2012. No próximo ano, o número pode ser de apenas 2GW caso o benefício caia. A retração é semelhante, percentualmente, à registrada nas outras ocasiões em que a lei não foi renovada. Mas, agora, a indústria eólica tem muito mais peso do que em 2004, último ano em que o incentivo venceu.

Enquanto, de 2003 para 2004, os investimentos em usinas da fonte caíram de US$3,6 bilhões para US$1 bilhão, a expectativa agora é de uma redução de US$14,4 bilhões - com o mercado encolhendo de US$18 bilhões neste ano para US$3,6 bilhões em 2013.

O pessimismo tem feito com que investidores acelerem os projetos em andamento, o que já se reflete em números. No primeiro trimestre deste ano, os EUA colocaram quase 1,7GW em usinas a vento para gerar energia. O montante é 52% maior do que no mesmo período de 2011.

"Em suma, o notável sucesso do PTC em criar uma indústria americana com dez mil novos empregos no país aumentou dramaticamente a necessidade de uma séria e urgente ação do Congresso para providenciar políticas de impostos estáveis para o setor eólico", cobra a AWEA.

fonte:http://www.jornalmeioambiente.com/

publicado por adm às 23:41
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Fevereiro 27 2012

Objetivo da State Grid é adquirir participação de 80% na unidade de produção de energia eólica da AES, com capacidade de 1.100 megawatts

A energética chinesa State Grid, que comprou 25 por cento da portuguesa REN, quer adquirir uma participação de controlo do negócio eólico da empresa norte-americana de energia AES, diz esta segunda-feira a agência noticiosa Reuters.

A agência, que cita três fontes anónimas ligadas ao negócio, diz que ainda não se sabe quanto é que a State Grid ofereceu pela participação na AES, nem como é que a empresa chinesa quer estruturar o negócio depois de uma eventual compra, referindo apenas que, de acordo com analistas, os ativos eólicos da empresa americana valem cerca de 1,65 mil milhões de dólares (1,23 mil milhões de euros).

O objetivo da State Grid é adquirir uma participação de 80% na unidade de produção de energia eólica da AES, com uma capacidade de 1.100 megawatts, no que seria a estreia da empresa chinesa no mercado norte-americano.

O presidente da State Grid, Liu Zhenya, fez parte da comitiva do vice-presidente chinês Xi Jinping na visita deste responsável aos Estados Unidos, em fevereiro.

Duas das fontes disseram à Reuters que a empresa chinesa e a norte-americana assinaram um acordo durante a visita, mas uma terceira afirmou que o acordo está ainda em negociação.

As empresas estatais chinesas do setor da energia têm vindo a expandir-se, nos últimos anos, aproveitando os ativos que têm entrado no mercado internacional.

Em janeiro de 2009, um consórcio que a State Grid liderou ganhou o concurso para operar, por 25 anos, a rede energética das Filipinas. Em dezembro de 2010 a empresa entrou no mercado brasileiro comprando, por cerca de mil milhões de dólares, sete empresas no Brasil.

Já este mês, a State Grid pagou 287 milhões de euros por 25% do capital da portuguesa REN.

Desde que, em 2005, os Estados Unidos bloquearam a aquisição da petrolífera Unocal pela chinesa CNOOC, poucas empresas chinesas tentaram comprar ativos energéticos convencionais nos Estados Unidos.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e

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Janeiro 30 2012

Os Estados Unidos instalaram mais 7GW de energia eólica no ano passado, o que representa um aumento de 31% sobre 2010. Mas o setor teme que haja uma desaceleração com o fim dos incentivos federais.

Novos dados da Associação Americana de Energia Eólica (AWEA) mostram que do total instalado, metade ocorreu no último trimestre do ano, quando empresas correram contra o tempo para se qualificarem a receber incentivos que expirariam no final do ano.

“Isto mostra que a energia eólica é capaz de beneficiar economias locais e criar empregos,” disse Denise Bode, principal executiva da AWEA. O setor espera instalar mais 8.300MW em 2012, de operações em construção, mas o crescimento poderá ser seriamente prejudicado se o governo mantiver a política de terminar com os incentivos fiscais.

Um relatório da Navigant Consulting afirma que metade dos empregos no setor seriam perdidos, e que os investimentos privados cairiam para quase um terço dos U$ 16 bilhões anuais de hoje. A manutenção dos incentivos permitia a criação de 100.000 empregos em quatro anos, e 500.000 até 2030.

A Câmara dos Deputados discute uma lei para continuar com os incentivos por mais quatro anos, com o apoio de 56 parlamentares, incluindo 13 republicanos. “Em temos econômicos difíceis, estamos criando empregos e energia a preços acessíveis,” disse Bode, segundo o Business Green.

fonte:http://planetasustentavel.abril.com.br/

publicado por adm às 23:00
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Janeiro 20 2012

O Departamento de Comércio dos EUA declarou nesta quinta-feira (19) que vai abrir investigações anti-dumping e anti-subsídio para produtos de energia eólica da China. Esta é a segunda investigação norte-americana contra produtos chineses de energia limpa depois do caso da bateria solar. 

Segundo documento divulgado pela entidade, o produto a ser investigado é a torre eólica, uma importante parte na construção de uma estação de energia eólica. 

O Ministério do Comércio da China já ressaltou anteriormente que as ações dos EUA pretendem provocar conflitos comerciais na área de energia limpa. Além de afetar as parcerias no setor de recursos energéticos entre China e EUA, prejudica os próprios bens dos norte-americanos. Por outro lado, a decisão vai contra à tendência mundial de combate às mudanças climáticas e ao desafio de segurança dos recursos energéticos.

fonte:http://portuguese.cri.cn/

publicado por adm às 23:26
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Setembro 02 2011

 

Só no primeiro semestre, a China acrescentou 8 GW à sua matriz eólica, quase oito vezes a capacidade instalada total do Brasil para geração de energia pelos ventos

Os ventos estão favoráveis para o setor eólico em 2011. Segundo um novo relatório do World Wind Energy Association (WWEA), o mercado de energia eólica cresceu 15% a mais nos seis primeiros meses deste ano em comparação a 2010. Com isso, o setor alcançou em junho a capacidade instalada global de 215 gigawatts (GW) – o equivalente a quase onze usinas Três Gargantas, a maior do mundo, na China.

 

E é justamente o gigante asiático que puxa a locomotiva eólica. Só no primeiro semestre, o país acrescentou mais 8 GW à sua matriz eólica, que hoje representa 43% do mercado mundial. Em Junho, a China contava com 52GW de potência instalada, seguida dos EUA, Alemanha, Espanha e Índia. Juntos, os cinco primeiros países respondem por 74% da capacidade eólica global. Depois, aparecem Itália, França, Reino Unido, Canadá e Portugal.

O relatório também destaca uma série de novos mercados que estão surgindo no mundo. No primeiro semestre, três países foram adicionados à lista dos que estão utilizando a energia eólica, aumentando o número de 83 para 86: Venezuela, Honduras, Etiópia. A República Dominicana, que já fazia parte do grupo, instalou sua primeira usina eólica grande e aumentou sua capacidade de 0,2 megawatts (MW) para 60,2 MW.

A previsão para o segundo semestre também é de crescimento, com introdução de mais 25, 5 mil MW em projetos pelo mundo. A capacidade eólica instalada total é projetada para alcançar 240 GW até o final deste ano – o suficiente para cobrir quase 3% da demanda de eletricidade em todo o mundo.

O Brasil, por sua vez, ocupa apenas o 21º lugar no ranking dos países produtores de energia eólica, com pouco mais de mil megawatts instalados. Mas, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o país tem capacidade de aumentar em sete vezes o seu potencial até 2014.

Na tabela abaixo, você confere os 10 maiores mercados de energia eólica:

 

 Países MW instalados (até 06/2011)
 China           52.800
 EUA           42.432
 Alemanha           27.981
 Espanha           21.150
 Índia           14.550
 Itália             6.200
 França             6.060
Reino Unido              5.707
 Canadá             4.611
 Portugal             3.960

 

fonte:http://exame.abril.com.br/

publicado por adm às 17:16

Junho 07 2011

Washington apresentou uma demanda diante da OMC contra esse programa em dezembro, argumentando que a China o usava para dar subsídios "proibidos pelas regulações da OMC".

 

O ministro do Comércio Exterior americano, Ron Kirk, anunciou nesta terça-feira que a China renunciou a um programa de subsídios de sua indústria eólica denunciado por Washington diante da Organização Mundial do Comércio (OMC).

"A China colocou fim a alguns subsídios para quipes eólicas", indicou o secretário de Comércio Exterior americano Ron Kirk, em comunicado.

"Os Estados Unidos estão contentes com o fato de a China ter encerrado esse programa de subsídios", completou Kirk.

Washington apresentou uma demanda diante da OMC contra esse programa em dezembro, argumentando que a China o usava para dar subsídios "proibidos pelas regulações da OMC", já que as empresas beneficiárias devem "utilizar peças e componentes fabricados na China, antes dos estrangeiros".

Washington afirma que o montante da ajuda fechada no programa varia de 6,7 milhões a 22,5 milhões de dólares por empresa, e que o total "pode alcançar várias centenas de milhões desde 2008".

fonte:http://www.d24am.com

publicado por adm às 23:17

Janeiro 04 2011

A empresa americana MidAmerican Energy sedeada em Des Moines, Iowa, encomendou à Siemens 258 aerogeradores eólicos, com uma capacidade de 2,3 MW cada, para equipar vários parques eólicos naquele estado norte-americano. Depois do comissionamento, previsto para Janeiro de 2012, a capacidade combinada destes aerogeradores, de 593 MW, será suficiente para abastecer 190 mil habitações com energia limpa, assegura a Siemens em comunicado.

«A Siemens já é líder mundial em parques eólicos offshore», disse René Umlauft, CEO da Unidade de Negócio Siemens Energy Renewable. «Agora, somos igualmente bem sucedidos no fornecimento de aerogeradoresonshore. Recentemente, assinámos um acordo com a empresa Enel Green Power para o fornecimento de 260 aerogeradores eólicos para vários parques na Europa. A nossa maior encomenda onshore de sempre nos Estados Unidos da América mostra que estamos no bom caminho para nos tornarmos, até 2012, um dos três líderes mundiais para o fornecimento de aerogeradores eólicos», acrescentou Umlauft.

Os aerogeradores eólicos fazem parte do porta-fólio ambiental da Siemens. Em 2010, as encomendas oriundas deste porta-fólio totalizaram 28 mil milhões de euros, o que fez da Siemens o maior fornecedor mundial de tecnologias amigas do ambiente. No mesmo período, os produtos e soluções da Siemens permitiram aos seus clientes reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2) em 270 milhões de toneladas, um montante igual às emissões anuais de CO2 das cidades de Hong Kong, Londres, Nova Iorque, Deli e Singapura, avança a empresa.

fonte:http://www.ambienteonline.pt/

publicado por adm às 23:10

Dezembro 19 2010

Em Pipestone, Minnesota, estão as três únicas turbinas eólicas de fabricação chinesa em operação nos EUA. Mas isso pode mudar quando a Goldwind USA e outras empresas sob controle chinês implementarem seus planos para um forte avanço no mercado norte-americano, nos próximos meses. Alguns afirmam que os chineses devem ser recebidos de modo positivo, devido aos empregos ecológicos que criarão e a aceleração que seu equipamento propiciará na adoção de fontes renováveis de energia pelos EUA. Outros consideram que a presença deles será uma ameaça ao emprego e aos lucros do setor nos EUA.

 

- Não podemos ficar inertes enquanto a China toma a liderança na produção de energia limpa -  disse o senador democrata Sherrod Brown, durante debate sobre subsídios federais à energia eólica, alguns meses atrás. 

Sentimentos como esse ajudam a explicar por que a Goldwind dá uma fachada norte-americana aos seus esforços e divulga planos que envolvem mais que a simples importação de equipamentos chineses de baixo custo. "A abordagem da Goldwind é a de que vamos construir uma estrutura orgânica norte-americana", disse o texano Scott Rowland, vice-presidente de engenharia da empresa e antigo funcionário da First Wind, uma companhia de criação de centrais eólicas de Boston. 

Ao entrar no mercado norte-americano, a indústria chinesa chega a um líder mundial em capacidade de geração de energia eólica, com cerca de 41 gigawatts. Apenas a China gera mais, cerca de 43 gigawatts, ainda que para uma população mais de quatro vezes superior à dos Estados Unidos. 

Os problemas na economia dos Estados Unidos, os preços baixíssimos do gás natural e as questões persistentes sobre a política federal de energia eólica vêm bloqueando o avanço do setor nos EUA. No momento, ele responde por apenas 85 mil empregos. Até mesmo a líder do mercado norte-americano, a General Electric, reportou queda acentuada em suas vendas de turbinas no terceiro trimestre, ante o mesmo período do ano passado. 

Tudo isso parece indicar que as perspectivas de mercado para as chinesas são modestas. Mas essas companhias podem jogar na espera, porque contam com grande apoio do governo chinês, na forma de empréstimos a juros baixos e outras vantagens. A Goldwind é a divisão norte-americana de uma estatal chinesa que se tornou a quinta maior fabricante mundial de turbinas: a Xinjiang Goldwind Science and Technology Company. 

Para ajudar a financiar seus esforços internacionais, a Xinjiang Goldwind levantou cerca de US$ 1 bilhão em capital com uma oferta pública inicial de ações em Hong Kong, em outubro. Também dispõe de linha de crédito a juros baixos de US$ 6 bilhões oferecida pelo Banco de Desenvolvimento da China. 

As turbinas eólicas fabricadas por empresas chinesas custam em média US$ 600 mil por megawatt, ante US$ 800 mil ou mais para os modelos ocidentais feitos com componentes chineses. Os preços são ainda mais altos para as máquinas europeias e norte-americanas. No entanto, bancos ocidentais vêm hesitando em fazer empréstimos para projetos eólicos que adquiram equipamento chinês devido a preocupações quanto à confiabilidade deles, de acordo com Robert Todd, diretor do grupo de energia renovável, recursos naturais e energia do banco HSBC, em Hong Kong. 

Mas há poucos outros projetos de grande porte em curso. A Associação Americana de Energia Eólica estima que neste ano apenas 5.500 megawatts de capacidade nova venham a ser instalados nos Estados Unidos. Isso equivale a apenas metade do total de 2009 e fica bem abaixo dos 17,6 mil megawatts, ou mais, que estão sendo instalados na China. 

Os defensores da entrada dos fabricantes chineses afirmam que a disponibilidade de turbinas chinesas de baixo custo e o financiamento generoso que os bancos estatais chineses oferecem aos compradores podem recolocar o setor eólico no caminho do crescimento. "A energia eólica nos Estados Unidos está em estado desordenado devido à falta de recursos", disse Andrew Hang Chen, presidente da Usfor Energy, uma consultoria de Pittsburgh que assessora o governo da China e as estatais de energia eólica.

(Fonte/Jornal da Ciência (SBPC e The New York Times)

publicado por adm às 20:33

Julho 14 2010

A espanhola Iberdrola Renováveis anunciou na última sexta-feira (09/07) que sua filial nos EUA atingiu recordes de produção de energia eólica. Entre os meses de abril e junho deste ano a empresa alcançou a marca de 2,9 bilhões de kWh de energia. A companhia afirma que o número que está próximo da metade de toda a energia gerada nos EUA durante o período.

 

No último ano, a empresa instalou 773MW, o que representa mais de 55% da capacidade total instalada nesse período. Dos 11.406MW instalados em nível mundial, pela Iberdrola 51% está fora da Espanha. De acordo com a empresa, o crescimento em território norte-americano se deve, entre outros fatores, à favorável regulamentação existe naquele país. A companhia afirma ainda ter recebido antecipadamente US$697 milhões referentes a subsídios do governo norte-americano, o que será convertido integralmente em mais projetos no país.

 

Entre as últimas obras inauguradas pela Iberdrola dos EUA, está o complexo eólico de Peñascal, localizado no estado do Texas, com 404MW de potência instalada.

Fonte: Redação Jornal da Energia

publicado por adm às 23:07

Maio 02 2010

Mais de 800 turbinas eólicas gigantes giram nos mares da Dinamarca, Grã-Bretanha e sete outros países europeus, gerando eletricidade dos fortes ventos oceânicos para centenas de milhares de lares. A primeira fazenda eólica na costa da China, uma empreitada de 102 mW nas proximidades de Xangai, entra em funcionamento neste mês, com outras ainda a caminho.

Mas, apesar de décadas de esforço, nenhuma turbina marítima foi construída nos Estados Unidos.

Segundo especialistas, o progresso foi atrasado por uma variedade de fatores, que incluem uma economia ruim, incerteza no marco regulatório e oposição local.

Quando o governo Obama anunciar esta semana sua decisão a respeito de um projeto de grande destaque - Cape Wind, na costa de Massachusetts -, as implicações podem se estender de Long Island ao lago Erie. Um aval do secretário do Interior Ken Salazar pode dar o empurrão definitivo para o que seria a primeira fazenda eólica na costa americana. Por outro lado, algumas empreiteiras afirmam que, se a resposta for negativa, a decisão vai enterrar o setor éolico marítimo antes de ele ter sequer começado nos EUA.

"É imperativo que Cape Wind seja concluído - precisamos desse impulso", disse Peter Giller, chefe-executivo da OffShoreMW, nova empreiteira com ambições de atuar em dois projetos de 700 mW nas costas de Nova Jersey e Massachusetts.

Pelo menos meia dúzia de projetos eólicos costeiros que poderiam fornecer energia a centenas de milhares de consumidores já foram propostos nas águas rasas da costa leste americana e nos Grande Lagos. Muitos outros estão nos estágios iniciais de concepção, como um projeto que instalaria turbinas a cerca de 20 km da península de Rockaway, em Nova York.

Embora fazendas eólicas no mar custem quase duas vezes mais do que em terra, empreiteiras e defensores afirmam que os projetos costeiros têm várias vantagens. A ventania de mares e lagos é normalmente mais forte, regular e confiável do que o vento sobre a terra. Turbinas marítimas também podem ser alocadas perto das populações que consomem muita energia nas costas, eliminando a necessidade de novas linhas de transmissão terrestres. E, se as turbinas forem construídas a distância suficiente, elas não alteram a paisagem - a principal objeção de oponentes locais.

O Laboratório Nacional de Energia Renovável estima que quase 90 mil mW podem ser extraídos dos ventos costeiros nas águas rasas americanas com menos de 30 metros, que é a profundidade na qual a produção fica mais fácil e tem melhor custo-benefício. Grande parte desse potencial fica em New England, na costa atlântica central e nos Grandes Lagos.

Se alguns projetos americanos atualmente na prancheta forem construídos conforme planejado, eles produziriam quase 2,5 mil mW, de acordo com a Associação Americana de Energia Eólica, ou o equivalente a duas usinas nucleares médias.

O projeto Cape Wind instalaria 130 turbinas, cada uma com 134 metros de altura, ao longo de 62 km² de Nantucket Sound a um custo estimado em mais de US$ 1 bilhão.

Opositores argumentam que o empreendimento é caro demais e interferiria na pesca local, violaria rituais sagrados de duas tribos indígenas e submergiria seus cemitérios, além de destruir a paisagem.

"Os custos exagerados de Cape Wind não representam um retorno razoável ao investimento público", escreveu Joseph P. Kennedy II, ex-congressista e hoje presidente do Citizens Energy Corp., um grupo sem fins lucrativos de Boston, em uma carta ao jornal The Cape Cod Times em fevereiro. A família de Kennedy é dona de terras com vista para a área em que seria construída a fazenda eólica proposta.

Tradução: Amy Traduções fonte:http://noticias.terra.com.br

publicado por adm às 19:41

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